Fevereiro de 2006
Para onde está sendo levada a juventude?
SOS - Família

Para onde está sendo levada a juventude?

Devassidão moral é instilada nos meios juvenis, enquanto o chamado feminismo defende comportamentos que degradam a mulher, transformando-a em “objeto de desejo”

Bruno de Santa Maria

São de estarrecer as tendências que vão se manifestando na juventude, como fruto das modernas influências que recebe.

As gerações criadas pelas babás eletrônicas — televisão, internet, videogames, etc. — começam a apresentar sinais preocupantes. Ainda crianças, já manifestam ter conhecimento de baixezas do mundo que escandalizariam seus avós, pertencentes à geração que viu explodir a revolução de maio de 1968 na Sorbonne. Hoje, especialistas já se debruçam sobre o escabroso tema. Limitemo-nos ao que diz respeito às meninas e mocinhas, cujo comportamento foi objeto de pesquisas nos Estados Unidos e na Europa.

As feministas dos anos 70 ou 80 defendiam suas delirantes teses libertárias, apresentando-as em oposição ao chamado “machismo”, que faria da mulher um objeto. Muitas jovens de hoje, ao contrário, parecem querer tornar-se mulher-objeto. E sujeitam-se a tudo o que em outros tempos caracterizaria o lixo da sociedade.

A norte-americana Pamela Paul constata, num livro intitulado muito significativamente Pornified, que “a pornografia banalizou-se totalmente e quase não choca mais ninguém”.

Pornografia invade o quotidiano

Outra escritora, a jornalista Ariel Levy, colaboradora habitual do semanário "New York Magazine", fez uma pesquisa entre as jovens de 15 a 25 anos. Não ouso traduzir aqui o título de seu livro: Female Chauvinist Pigs: Women and the Rise of Raunch Culture. Em todo caso, trata de uma espécie de exibicionismo sexual debandado, que tomou conta de boa parte da juventude pelo menos nos últimos 10 anos. Ariel ficou horrorizada com o que descobriu: a pornografia invadiu o quotidiano de colegiais e universitárias. Vestem-se elas como outrora se trajavam mulheres de má vida dos piores antros. E prestam-se a concursos de poses indecentes e filmagens de strip-tease.

A generalização dessa tendência nos países ocidentais levou, por exemplo, à moda tão difundida de roupas que deixam a descoberto o ventre, de modo a exibir o umbigo e freqüentemente as próprias roupas íntimas. Sem falar no nudismo comum em tantos programas de televisão, que habitua os telespectadores a cenas cada vez mais desavergonhadas e vulgares.

O mais contraditório é que, embora tais comportamentos e modas representem uma evidente degradação da mulher, contra tal não se levantam as feministas; pelo contrário, em nome de uma pretensa autonomia e falsa dignidade, defendem a liberdade sexual, o divórcio e até o aborto.

Sem moral não subsiste a lei, e o crime impera

Justificar tal comportamento, dizendo que a malícia está em quem vê, mais se parece a hipocrisia do que a outra coisa. Conforme demonstram dados citados pelo semanário "Courrier International", de 22-12-05 a 4-1-06, há uma tendência para o desbragamento sexual e a pornografia, e o sucesso alcançado pelo livro imoral de uma atriz pornô confirma isso.

Do ponto de vista católico, não é preciso dizer quanto essa onda de imoralidade é ofensiva à Lei de Deus. E não só os comportamentos, mas também, e talvez sobretudo a indiferença largamente difundida, mesmo entre adultos e velhos, ante o avanço escancarado da imoralidade dentro dos lares.

Até onde chegará a degradação da sociedade atual? A experiência comprova: onde não há moral não subsiste a lei. E não vigorando a lei, o crime impera e a sociedade fica exposta, mais cedo ou mais tarde, à autodestruição!