Novembro de 2005
Homenagens no décimo aniversário do falecimento
Ação Contra-Revolucionária

Homenagens no décimo aniversário do falecimento

Solenidades organizadas pelos dirigentes da TFP–Fundadores no décimo aniversário do passamento de Plinio Corrêa de Oliveira. Ele marcou profundamente o século XX, e nos presentes dias seus ideais repercutem no mundo inteiro.

  • Oscar Vidal

Orações junto ao túmulo de Plinio Corrêa de Oliveira
Transcorreram 10 anos do falecimento de Plinio Corrêa de Oliveira, e sua cruzada continua. Seus seguidores, disseminados pelos cinco continentes e tendo como arma eficaz os ideais contra-revolucionários, persistem com ânimo no mesmo combate ideológico contra a Revolução gnóstica e igualitária, visando a restauração da Civilização Cristã. Uma cruzada que prossegue sua marcha, com aqueles que se honram de ter como mestre, modelo e guia a quem, a justo título, foi qualificado de “Cruzado do Século XX”.

Diversas homenagens tiveram lugar no Brasil e em outros países,(*) mas reportaremos aqui apenas algumas delas ocorridas na cidade-berço do fundador da TFP brasileira, a capital paulista.
D. Rodolfo Laise ante a sepultura
Iniciaram-se com a recitação do Terço, em conjunto, de muitos discípulos de Plinio Corrêa de Oliveira ante seu jazigo no cemitério da Consolação — onde também se encontra sepultada a senhora sua mãe, Da. Lucilia Ribeiro dos Santos Corrêa de Oliveira. Naquele local, reuniram-se no dia 2 de outubro último, e também no dia seguinte, para prestar o merecido tributo ao exímio defensor da Civilização Cristã. Estiveram presentes ao ato delegações do exterior e de muitas cidades brasileiras.

 

 

 

Diante do Monumento da Independência, prece a Nossa Senhora Aparecida
Diante daquela sepultura, S. Excelência D. Juan Rodolfo Laise, bispo emérito de San Luis (Argentina), rezou com todos os presentes especialmente pela expansão da obra de Dr. Plinio no Brasil e no mundo inteiro.

Em seguida todos dirigiram-se ao Monumento do Ipiranga para uma solene prece a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil.



 

“Preferiu heroicamente o martírio da incompreensão

Missa na Igreja de Nossa Senhora do Paraiso
O principal ato se deu à tarde: a Missa solene celebrada por D. Rodolfo Laise na Igreja de Nossa Senhora do Paraíso. Esse templo católico, localizado no bairro do Paraíso, ficou superlotado na ocasião. A seguir, alguns trechos do sermão do celebrante:

“Há 10 anos, em 3 de outubro de 1995, expirava plácida e santamente nesta cidade de São Paulo o Dr. Plinio Corrêa de Oliveira. [...]

“No curso de quase todo o século XX, defendeu o Papado e a Igreja contra os ataques do totalitarismo nazista e comunista e contra o processo de autodemolição da Igreja Católica, particularmente durante a realização do Concílio Vaticano II e no pós-concílio, até sua morte. [...]

Flagrante da Missa
“Essa é a memória que hoje celebramos: a recordação de Plinio Corrêa de Oliveira, filho fiel de Deus, militante da Igreja, coerente na sua fé, corajoso cruzado de Cristo, testemunha luminosa da verdade, que preferiu heroicamente o martírio da incompreensão e da injusta perseguição dos homens a ceder, ante as exigências da sua consciência sempre iluminada e fortificada pelos princípios imutáveis do Direito natural e divino.

“Seja o seu exemplo norma de vida para aqueles que hoje continuam a sua missão de ser testemunha luminosa da verdade de Deus, pedindo nesta Missa o que dizia Santa Teresinha de Lisieux, a quem Dr. Plinio professava uma grande devoção: ‘Je n´ai jamais cherché que la verité’ (Nunca procurei outra coisa senão a verdade”).

Lançamento do livro sobre o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira

Lançamento do livro: Plinio Corrêa de Oliveira - Dez anos depois...
Terminada a santa Missa, todos dirigiram-se ao São Paulo Clube. No auditório desse aprazível local — que transbordava de gente por todos os lados — situado no bairro de Higienópolis, realizou-se uma sessão em homenagem ao inconteste líder católico, na qual foi lançado o livro Plinio Corrêa de Oliveira — Dez anos depois..., patrocinado e prefaciado pelos diretores da Associação dos Fundadores da TFP – Tradição Família Propriedade. Na ocasião, os presentes puderam adquirir a mencionada obra, bem como uma medalha comemorativa, cunhada especialmente para esse décimo aniversário do falecimento.

O livro de 332 páginas, com excelente acabamento e bem ilustrado, conta com a colaboração de 19 articulistas que discorrem sobre a vida, pensamento e ação do Prof. Plinio. Num estilo agradável e atraente, os colaboradores, descrevendo aspectos diferentes da vastíssima personalidade do homenageado, proporcionam dele uma excelente visão de conjunto.

Patrono de uma “família de almas”

Medalha comemorativa
Na abertura da solenidade, falou o Dr. Luiz Nazareno de Assumpção Filho, presidente da Associação dos Fundadores da TFP. Iniciou ele seu discurso levantando e respondendo à seguinte pergunta: Dr. Plinio, nestes 10 anos de ausência, esteve sempre presente?

A seguir, um excerto de sua exposição:

“Em uma conversa que manteve, na intimidade de sua casa, Dr. Plinio disse de si: ‘Ao morrer, se Nossa Senhora tiver pena de mim, vou para o Céu. No Céu eu continuaria patrono da família de almas que constituí, num relacionamento que seria a continuação de minha história’.

“Tais palavras respondem quase que cabalmente à pergunta que formulei. Restar-me-ia apenas indagar se foi essa presença percebida e sentida por seus seguidores e por aqueles que, com simpatia e não raro com entusiasmo, aderiram à sua ação pública em prol da trilogia Tradição, Família e Propriedade — lema que ele forjou e que se tornou a razão de ser de sua vida.

“Penso que, sem imprecisão, se pode declarar que sua presença nesses 10 anos foi muito atuante. Sim, atuante! Pelo apelo que tantos e tantos lhe fizeram em orações; pela constante consulta às suas obras publicadas e a muitos milhares de páginas de reuniões que nos legou, onde encontramos ensinamentos espirituais, sociológicos, estudos de opinião pública, descrições de ambientes e costumes, análises psicológicas, enfim, tudo o que ele foi acumulando e, como uma preciosa herança, deixou ao nosso alcance”.

Dr. Luiz Nazareno comentou também que Dr. Plinio fez-se presente pelo exemplo. Após dar algumas demonstrações disso, respondeu a outras indagações que se poderiam levantar sobre o sentido das homenagens naqueles dias. Concluiu agradecendo a todos que, pela numerosa presença, colaboraram para o brilho daquela solene sessão.

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