Maio de 2007
Fátima, a crise mundial e a solução
Excertos


Fátima, a crise mundial e a solução

Plinio Corrêa de Oliveira

 

 

 

Fotografia da multidão (entre 50 e 70 mil espectadores) que testemunhou o “milagre do sol”, ocorrido em Fátima no dia 13 de outubro de 1917, documentado pelo jornalista de “O Século”, Avelino de Almeida.

Não há sobre a Terra uma só nação que não esteja a braços, em quase todos os campos, com crises gravíssimas.

Se analisarmos a vida interna de cada país, notaremos nele um estado de agitação, de desordem, de desbragamento de apetites e ambições, de subversão de valores que, se já não é a anarquia franca, em todo o caso caminha para lá.

Nenhum estadista de nossos dias soube ainda apresentar o remédio que corte o passo a esse processo mórbido, de envergadura universal. Mas, para a gravidade desta crise universal, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima abre os olhos dos homens, apresentando-lhes uma explicação à luz dos planos da Providência Divina, e também indicando-lhes os meios necessários para evitar a catástrofe. É a própria história de nossa época, e mais do que isto o seu futuro, que nos é ensinado por Nossa Senhora.

A época contemporânea tem um privilégio: em Fátima, Nossa Senhora veio falar aos homens. Ela, a um tempo, explica os motivos da crise e indica o seu remédio, profetizando a catástrofe caso os homens não a ouçam. De todo ponto de vista — pela natureza do conteúdo como pela dignidade de quem as fez — as revelações de Fátima sobrepujam, pois, tudo quanto a Providência tem manifestado aos homens na iminência das grandes borrascas da História.

(Catolicismo, maio/1953)