Maio de 2007
Civilização Cristã: ordem paradisíaca
Correspondência

Civilização Ocidental


Li o ótimo artigo do último número de Catolicismo sobre a Civilização Ocidental e, com a devida autorização, pretendo utilizá-lo em minhas aulas de História na Universidade Sérgio Arboleda de Bogotá. Naturalmente, farei a citação dos créditos do autor.



(R.D.M. — Colômbia)





Sem palavras

Gostaria de parabenizar o autor [Sr. Luis Dufaur] pelo excelente artigo de capa da revista Catolicismo deste mês. Não tenho nem palavras para tecer tamanho elogio, devido à altura e qualidade do trabalho. Estou a terminar meu bacharelado em Relações Internacionais na PUC-Rio, e minha monografia tem como tema a diplomacia pontifícia do último século. E esse artigo será um excelente componente da bibliografia, bem como os livros dos Profs. Woods e Stark.

(R.C. — RJ)

Igreja: berço da Civilização

Parabenizo-te pela excelente matéria publicada na edição de abril/2007 da revista Catolicismo, sob o titulo “Sem a Igreja Católica não haveria Civilização Ocidental”.

(M.J. — SP)

Ordem paradisíaca

Sem dúvida, foi uma bela “viagem” às origens da civilização, percorrer as páginas de Catolicismo deste mês, com o assunto que está na capa. Depois de ler o “excertos” de Plinio Corrêa de Oliveira, onde ele mostra que “só pode haver civilização autêntica na medida em que esta for católica”, continuei a “viagem” lendo o artigo de capa da revista. Depois estendi a “viagem” ao século VI, lendo a vida do douto Santo Isidoro de Sevilha. Esse santo formidável deu um sopro novo de vida cultural naquele século, o que muito contribuiu na formação da Idade Média.

Ficam sem nenhum fundamento esses moderninhos “papagaios” de plantão, repetidores das frasezinhas feitas contra o período medieval. Eles procuram denegri-lo como sendo um período de ignorância e barbárie, mas, pelo contrário, foi um período de altíssima cultura e esplendor, numa civilização moralizada em alto grau, graças aos santos da Igreja que então eram modelos de vida. Foi sem dúvida da fonte puríssima da Igreja Católica que brotou a civilização. Basta lançar os olhos, sem os preconceitos ridículos, para as maravilhas nascidas na Idade Média, bem como pesquisar as grandes descobertas elaboradas nos centros de conhecimento daquele período. Finos licores, requintados vinhos, delicadas iguarias, jóias de arquitetura, monumentos, catedrais, castelos, a aglomeração das casas, os grandes sábios, a cavalaria, corporações de ofício, as universidades, hospitais, mosteiros, invenções, etc., etc. Tudo isso significa barbárie?

Restos de barbárie? É claro que existiram, mas a Igreja foi cinzelando os bárbaros, e estes, trabalhados pelos missionários católicos, transformariam a Europa numa espécie de novo paraíso terrestre, se não fossem as revoluções que quebraram a inteira realização dessa possibilidade. Hoje sim, é que se pode dizer que domina a barbárie. Basta ligar a TV, e o que vemos? Bárbaros e barbaridades.

(A.E.J. — MG)

Infidelidade dos portugueses

Lendo atentamente o artigo sobre o referendo em Portugal [Catolicismo, abril/2007] e a denodada luta do movimento “Ação Família” para que o maior número possível de portugueses fosse votar pelo NÃO, e assim impedir a aprovação do aborto (crime horrendo que clama ao Céu por vingança), causa espanto ver como se cumpriram ao pé da letra em Portugal, país católico, as terríveis palavras de Nosso Senhor: "Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes" (São Lucas, 16, 10-11). Não foram capazes os portugueses de ser fiéis "nas coisas grandes", evitando o aborto com seu voto, porque se deixaram arrastar pela indiferença "nas coisas pequenas" do dia-a-dia. E Portugal não é um país qualquer: tem a glória imensa de ter sido eleito por Deus para que Nossa Senhora revelasse em Fátima à humanidade pecadora a mais grandiosa mensagem de salvação de toda a História, depois da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não há desculpa que valha para eles — tão favorecidos pela Providência — que justifique ante Deus sua tibieza frente à alternativa de ser ou não cúmplices do assassinato dos inocentes.

Quando se aproxima o 90º aniversário das aparições na Cova da Iria, os heróicos portugueses que consolaram Nossa Senhora, votando pelo NÃO, estarão de luto diante d´Ela, pedindo perdão por tão grave pecado que, sem dúvida alguma, causou uma profundíssima dor ao Coração Imaculado de Maria, como apareceu em Fátima, pecado que não ficará impune quando cheguem os castigos previstos pela Santíssima Virgem.

(D.M.G.A. — Argentina)

Uma santa pretensão

A cada mês tiro extraordinário aproveitamento das entrevistas que a revista Catolicismo publica, e fico “gulosa” para “saborear” a do próximo mês. Mas a entrevista deste mês, para mim, foi extraordinaríssima! Tendo passado 10 anos daquele incêndio horroroso que, por um triz, teria consumido o Santo Sudário de Cristo, salvo pelo bombeiro-herói Mario Trematore, quase tinha me esquecido desse lance da História da Igreja, que não se pode esquecer nunca. Graças a Deus, temos essa publicação para nos ajudar na recordação desses magnos acontecimentos, mas à mídia não interessam, porque ela só se interessa por trivialidades.

Aquele bombeiro, que considero como meu irmão em Cristo, que teve a honra de salvar o Santo Sudário, certamente tem uma ligação fortíssima com o Céu, com seus anjos e santos, e será cuidadosamente protegido por Maria Santíssima. Ela protegerá esse homem providencial que protegeu das labaredas a santa mortalha de seu Divino Filho. Acho que essa relíquia é tão e tão preciosa, que mesmo quando acontecer o fim do mundo, ela não desaparecerá com o mundo, mas será levada pelos anjos para ser cultuada no próprio Céu.

Vou levar muito a sério o convite que o corajoso bombeiro faz, no final da entrevista, para os leitores desta revista viajarem a Turim para venerar o Santo Sudário. Peço-lhes orações para a realização desta minha pretensão.

(M.A.A.P. — RJ)

Desculpas? Não temos notícias!

Sou negro, moro nos Estados Unidos, mas sou brasileiro e discordo TOTALMENTE das declarações à BBC feitas pela miinistra da Igualdade Racial no Brasil, Dona Matilde Ribeiro. Segundo ela: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reação de um negro, de não querer conviver com um branco ou não gostar de um branco, eu acho natural".

Primeiramente gostaria de saber se os senhores têm notícias se ela se desculpou ou não, pois, por mais que eu buscasse na Internet, não encontrei nenhum pedido de perdão por tais declarações tão carregadas de racismo. Mas se ela não se desculpou, como parece, eu gostaria de dizer à Dona Matilde que no Brasil, como em qualquer outro país, todos pertencemos à raça humana, brancos e negros. Nada disso de “raça negra” e “raça branca”, Dona Matilde. Mas a ministra parece querer provocar uma luta indesejável, e que não queremos de jeito nenhum. O que queremos é conviver como irmãos, todos filhos de Deus. Em vez de ela colaborar (como seria seu dever enquanto chefe do Ministério da Igualdade Social) para a união entre nós, ela estimula a separação. Por que açular a divisão entre brancos e negros? Que pretende ela com isso? Uma rebelião violenta? Com que finalidade? Sinceramente eu não consigo resposta para essas perguntas.

Na lógica da ministra, o negro ser vítima do branco é crime, mas o branco ser vítima do negro é “natural”. Tenha a santa paciência! Se alguém de pele branca dissesse que "não é racismo quando um branco se insurge contra um negro”, ele seria acusado de racista, agarrado pela polícia, e poderia ser imediatamente trancado no xadrez. Mas por que não considerar racista uma pessoa que declare o inverso: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”? Por que uma lei, que pune com prisão, vale para brancos e não para negros? Se não estou equivocado, segundo as leis brasileiras, racismo é crime inafiançável.

Graças à boa convivência entre nós, brancos e negros, inúmeros de nossa cor chegaram à classe média e inúmeros à classe alta; e até, para nosso maior orgulho, a mulher considerada a mais poderosa da Terra é uma negra: a secretária de Estado americana Condoleezza Rice. Que uma negra tenha sido escolhida para tão poderoso posto, na mais poderosa nação da Terra, é sinal claro da boa aceitação que temos no meio dos brancos. Miss Rice conquistou o pico do poder, não favorecida por qualquer “sistema de cotas raciais”, mas por mérito, esforço e capacidade; para usar um termo que era usado no Brasil: “conquistou com muita raça”.

Estou há muito tempo fora de minha Pátria, mas, pelo jeito, as coisas por aí estão muito invertidas mesmo. E uma evidência disso é que a Senhora Matilde não está fazendo jus à sua função enquanto ministra da Igualdade Racial, uma vez que ela está pregando a revolta racial, está fazendo o contrário da função destinada a seu ministério.

Agora, se Dona Matilde Ribeiro quer rachar a sociedade brasileira entre duas raças, declarar uma guerra de uns contra outros, que não conte com nosso apoio. Termino dirigindo-me a ela: Senhora ministra, não continue nesse caminho, se desejar ser uma digna representante nossa.

(F.C.C.S. — Pensilvânia, EUA)

Perplexidade

Muito boa, muito rica e muito profunda a matéria de capa da edição de março/2007 [“Nosso Senhor é por excelência o modelo de bondade, mas também de combatividade”]. Pena que muitos de nossos maiores pastores que têm o leme da barca de Pedro nas mãos (os últimos, principalmente), entre escolher o caminho da verdade e imitar –– o que seria um dever –– a Nosso Senhor Jesus Cristo, escolheram de modo obstinado o caminho da popularidade! Quanto a Igreja perdeu com isso, sem falar na quantidade de fiéis que a mesma perdeu, e da perplexidade e decepção dos que ficaram!!!

(D.N.N. — SP)