Setembro de 2005
Células-tronco: a ficção e a realidade
Correspondência

A ficção e a realidade

Meu grande abraço ao Dr. Miguel Beccar Varela e à Dra. Lílian Piñero Eça pelos estudos particularizando as experiências controvertidas com células-tronco, inteligentemente mostrando o certo e o errado nessas experiências. Eles souberam questionar muito bem o que é ficção em tudo isso e o que é realizável para o avanço da medicina, que busca eticamente a cura de algumas doenças, mesmo incuráveis até o presente. Aplicação de céulas-tronco para a cura: TODO MEU APOIO. Aplicação de células-tronco que envolva eliminação de qualquer feto, portanto da vida de um ser humano: MINHA OPOSIÇÃO COMPLETA. Como mostram muito bem, os fins não justificam os meios, não se pode matar (abortar) com o pretexto de salvar outra vida.

Gostei muito também do modo como eles mostram a mídia manipulando as mencionadas experiências. É impressionante como a imprensa faz a torcida, sem base científica, por uma coisa imaginária, no mundo da fantasia, sem os pés na terra. Com essa distorção de um assunto tão sério, a mídia, e também os partidários do aborto, só favorecem a confusão. Mas os estudos sérios, como esses atuais mostrando que se pode produzir células-tronco sem a eliminação de embriões, mas apenas com a fusão celular, os abortistas não publicam.

(P.M.T.R. — RJ)

O Universo em função do homem

Fez-me um enorme bem espiritual a leitura do artigo da revista sobre a criação do Universo. Especialmente conhecer que Deus, com bondade infinita, criou todo o Universo (claro que para sua glória), mas para aproveitamento dos seres humanos, tendo criado tudo, não apenas a Terra, em função dos homens e das mulheres, para dessa maneira louvarmos o Deus criador de todas as coisas.

(A.P.O. — MG)

A Palavra do Sacerdote

Sou assinante de Catolicismo, e a primeira coisa que faço ao receber a revista é procurar “A Palavra do Sacerdote”. No nº 652, a sua [do Cônego José Luiz Villac] dissertação sobre os casais em segundas núpcias foi simplesmente magistral. Há tempos eu aguardava uma explanação sobre o assunto, apenas para saber, porque felizmente sou bem casado, graças a Deus. Escrevo-lhe só para dar-lhe os parabéns.

(W.I. — SP)

A Palavra do Sacerdote – II

Felicito-o pelo artigo que escreveu no mês de agosto em Catolicismo. Sempre que leio seus artigos, agradam-me muito. Recomendo-me muito a suas orações para mim e minha família.

(S.A.L.C. — Argentina)

Engolirão?

A corrupção política, como um câncer, vai se expandindo na “Ilha da Fantasia” de Brasília, mas a população não suporta mais e, segundo minha pobre opinião, eles não poderão comemorar o fim das CPIs em alguma pizzaria daquela Ilha. Acho que, entre o impeachment e a pizza, o cheiro do impeachment é mais forte.

Minha irmã disse-me que leu no “Correio Braziliense” uma ótima observação desta situação que estamos vivendo: “O PT mentiu antes de subir ao poder, dizendo que 'era um partido diferente de todos os outros'. Agora, no poder, mente dizendo que ‘é um partido igual a todos os outros’”...

O povo brasileiro não aceita mais tanta mentira, tanto desrespeito aos bens públicos. Mas não tenho certeza se o presidente Lula fica realmente até o fim, ou “o teremos que engolir” por mais tempo. Lembram da definição dada pelo Brizola do “sapo barbudo”? Resta saber se será com a barba do Fidel ou com a boina do Chávez.

Em relação a isso, os senhores viram o artigo do Cony na “Folha de S. Paulo” sobre tal “engolição”?

Para terminar, envio-lhes uma xerox da notícia e minhas felicitações.

(N.P.S.F. — SP)

 

Trecho do mencionado artigo, publicado na “Folha de S. Paulo” de 6-8-05, de Carlos Heitor Cony:

“A imprensa destacou em manchetes a ameaça do presidente Lula feita num comício de campanha eleitoral em Garanhuns, berço natal de Sua Excelência. Mais uma vez, revelando sua notável cultura futebolística, ele repetiu uma frase do treinador Zagallo: “Eles terão de me engolir”. Estranhamente, os jornais reduziram a declaração, talvez para poupar quatro letras no espaço da página, deixando a frase sem o sujeito. A ameaça foi veiculada como “terão de me engolir”. Faltou o “eles”.

Daí a pergunta que faço: “eles” quem, senhor presidente?

As elites, o capital estrangeiro, a imprensa, a CIA, Osama bin Laden, a Tradição, Família e Propriedade, o Fernandinho Beira-Mar, o Paulo Maluf, o cardeal Ratzinger, hoje reinante como papa Bento 16, o truste do petróleo, os bicheiros da Baixada Fluminense, o Bei de Túnis? Quem, afinal, são “eles”, presidente?”.

O “salvador do planeta”

O presidente Lula, logo no início de seu governo, apresentou-se — maquiado pelo grande publicitário e grande torcedor de briga de galo, Lula (digo Duda) Mendonça — como um “salvador da pátria”. Mais ainda: o marketing quis transformar o presidente brasileiro num “salvador do mundo”, pois Lula da Silva era apresentado como “modelo” para a esquerda do mundo inteiro. Hoje estamos vendo do que é capaz a propaganda: os “ídolos”, erigidos em novos messias, estão envoltos no furação de lama da corrupção. Será que o grande marketeiro do governo conseguirá fazer uma estátua de lama e transformá-la em ídolo? Haverá adoradores para essa rejeitável estátua?

(C.F.D. — RJ)

O (não) exemplo

Se hoje estivesse entre nós o inesquecível Rui Barbosa, e comentasse a quadrilha de incompetentes encarapitados no governo, ele bem poderia usar exatamente as mesmas palavras imortalizadas em seu célebre pronunciamento no Senado, em 17 de dezembro de 1914:

“De tanto ver triunfar as nulidades;

“de tanto ver prosperar a desonra;

“de tanto ver crescer a injustiça;

“de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,

“o homem chega a desanimar-se da virtude,

“a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

(A.P.P. — PE)

Rezar com confiança

“Nossa Senhora e o valor da oração”; esse artigo resolveu um problema muito meu. Agradeço ao autor, Valdis Grinsteins, e peço que Catolicismo escreva mais sobre essa proposição. Também sobre os erros do ecumenismo, sobre o perigo do crescimento da China e sobre a questão abordada na entrevista de Joseph d´Agostino (subpopulação/superpopulação), poderiam escrever mais em outros meses.

(P.E.K. — RN)

Atualidade católica

Gostaria de parabenizar a todos da revista Catolicismo, pois é uma revista atual, que trata de pontos importantes sobre a doutrina católica, sobre as Leis de Deus e sobre atualidades em geral, falando a verdade como Jesus pede. Ficam aqui meus respeitosos cumprimentos a todos da redação desta revista. Deus os abençoe!

(L.G.O. — SP)

Catolicismo e desarmamento

Sim, a Igreja é a favor da vida. E por isso mesmo ensina, em sua doutrina moral, a licitude da reação defensiva contra o injusto agressor, utilizando-se dos meios adequados e proporcionais, o que inclui o recurso às armas de fogo. Santo Tomás já precisava, com sua maestria habitual, a moralidade da legítima defesa, ainda que com a morte do bandido (cf. S. Th., II-II, q. 64, a. 7), palavras recolhidas pelo Catecismo da Igreja Católica (cf. nn. 2263-2265), documento oficial de referência para a exposição do catolicismo, que não só confirma a tese tomista como a desenvolve.

Nesse sentido, é estranha a posição de parcela do episcopado brasileiro, mediante comunicado da CNBB, recomendando que os católicos votem “sim” no referendo para proibir o comércio de armas no país. Ora, sem armas resta impossível, na prática, a legítima defesa, e com isso a Conferência dos Bispos fere gravemente o Magistério da Igreja.

Com o máximo respeito a nossos Pastores, e com toda a obediência filial que devemos às suas ordens, a esta não poderemos obedecer, pois contrasta com o ensino católico perene.

A CNBB não tem autoridade ontológica de governo. Não pode, nesse diapasão, dar ordens que contrariem as do Papa ou as dos Bispos em suas dioceses, nem que exorbitem dos limites da delegação, ou que fujam do escopo da autoridade propriamente episcopal.

Desse modo, ordens (ou conselhos) da CNBB para entregar armas ou votar “sim” no referendo, são interferências indevidas no campo que não lhe é próprio, extrapolando, inclusive, a autoridade que detém. Além do mais, agindo assim a conferência contraria frontalmente a moral católica!

Entre o que pensa a CNBB e o que pontifica o Santo Padre, fiquemos com este. Importa crer na Igreja, não nos seus membros, por mais eminentes que sejam; crendo o ensinamento do Papa e obedecer às suas ordens, mesmo que a assembléia geral da Conferência dos Bispos diga o contrário.

Veneremos os dirigentes da CNBB favoráveis ao “sim”, mas, porque nesse ponto contradizem a doutrina tradicional e histórica da Igreja, resistamos, crentes que este é o melhor serviço que a eles prestamos (por mais paradoxal que pareça), e votemos “não”, permanecendo fiéis ao ensino de sempre, tal qual os Papas sempre expuseram. Eles, os Papas, são a máxima e infalível autoridade magisterial na Igreja Católica!

(Rafael Vitola Brodbeck — RS)