Fevereiro de 1994
Partida do Sinai
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Historia Sagrada

Partida do Sinai (42)

Os israelitas estavam há um ano acampados ao pé do Monte Sinai (ou Horeb), e Deus queria que se preparassem para a partida, rumo à Terra Prometida. Prevendo os grandes combates que teriam pela frente, o Senhor ordenou ao Profeta Moisés que fizesse o cômputo dos homens prontos para a guerra.

Recenseamento –– "E: o Senhor falou a Moisés, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano depois da saída dos filhos de Israel do Egito, dizendo: 'Fazei o recenseamento de toda a congregação dos filhos de Israel do Egito pelas sua famílias e casas, e nomes de cada um dos varões dos vinte anos para cima. E todo o número dos filhos de Israel, que podiam ir à guerra, foi de seiscentos e três mil quinhentos e cinqüenta homens'''(Num. 1, 1 a 46).

"Este total não compreende nem os velhos, nem as mulheres, nem as crianças, mas apenas os homens válidos, de vinte a sessenta anos, aptos a portarem armas. Multiplicando-se estes seiscentos mil combatentes por cinco, para se calcular a população inteira, teremos aproximadamente três milhões".

"Os levitas não estavam compreendidos neste número [de combatentes]; foram contados à parte, e somaram 22 mil homens, de um mês para cima. Deus designou-os para o serviço de seu tabernáculo, no lugar dos primogênitos"(1)

Trombetas de prata –– "E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Faze para ti duas trombetas de prata, com as quais possas convocar a multidão, quando se houver de levantar o acampamento. Os filhos de Aarão, sacerdotes, tocarão as trombetas" (Num. 10, 1 a 8).

Sínal da partida –– "No dia vinte do mesmo mês, a nuvem que repousava sobre o tabernáculo elevou-se e deu assim o sinal da partida. A arca da aliança, com a coluna [de nuvem], iam à frente para indicar o caminho".(2)

"E quando se levantava a arca, Moisés dizia: Levanta-te, Senhor, e sejam dispersos os teus inimigos, e fujam da tua face os que te odeiam" (Num. 10,35) (3).

Fogo do Céu –– "Entretanto, levantou-se uma murmuração do povo contra o Senhor, como de quem se queixava da fadiga. O Senhor, tendo ouvido isto, irou-se. E o fogo do Senhor, aceso contra eles, devorou uma extremidade do acampamento. E o povo, tendo chamado Moisés, Moisés orou ao Senhor, e o fogo extinguiu-se. E (Moisés) pôs àquele lugar o nome de incêndio; porque ali se tinha acendido contra eles o fogo do Senhor" (Num. 11, 1-3).

Saudades das cebolas do Egito –– "A Escritura nos faz conhecer a causa primeira dessas murmurações: A multidão de estrangeiros, que estava no meio deles, cobiçava toda espécie de bens materiais. O mal se comunicava" (4)

"Porque a população que tinha vindo com eles ardeu em desejos, sentando-se e chorando, unindo-se-lhes também os filhos de Israel, e disse: Quem nos dará carnes para comer? Lembramo-nos dos peixes que comíamos de graça no Egito; vêm-nos à memória as cebolas e os alhos. A nossa alma está seca e nossos olhos não vêem senão maná" (Num. 11,4-5)

Moisés pede a Deus que lhe tire a vida - "Ouviu, pois, Moisés chorar o povo nas suas famílias, cada um à porta da sua tenda. E a cólera do Senhor acendeu-se fortemente. E [Moisés] disse ao Senhor: Donde me virão carnes para dar a tão grande multidão? Eles choram contra mim, dizendo: Dá-nos carnes para comermos. Eu só não posso suportar todo este povo, porque se me torna pesado. Se te parece outra coisa, peço-te que me tires a vida, e que ache eu graça diante dos teus olhos, para me não ver oprimido de tão grandes males" (Num. 11, 10 a 15)

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NOTAS

1. Padre Rohrbacher, Histoire Universelle de l'Église Catholique, Gaume Freres, Paris, 1842, tomo I, pp. 344 e 457.

2. Idem, op. cit., p. 459.

3. Essa oração consta logo no inicio do exorcismo, mandado rezar pelo Papa Leão XIII. É a mesma do Salmo 67, versículo I.

4. Pe. Rohrbacher, op. cit. p. 460.

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