Ó vós, que passais pelo caminho, atentai a vede se há dor semelhante à minha dor
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Há momentos em que os caminhos parecem todos fechados para nós, o Céu se tolda, as esperanças desaparecem, as apreensões povoam de negros fantasmas a nossa imaginação. As forças começam a fraquejar. Não podemos mais. Embora caiamos debaixo da cruz, meu Deus, mais uma vez Vos suplicamos, por vossas entranhas misericordiosas, pelo vosso Coração Sagrado, pelo amor que tínheis à vossa Mãe, pelas dores crudelíssimas que neste passo sofrestes, não permitais que saiamos da estrada do sofrimento e da virtude, e que atiremos para longe de nós a cruz. Socorrei-nos então Senhor meu de misericórdia. Porque o que queremos é o cumprimento inteiro de nosso dever.


Mas ouvi Deus benigno, a súplica de nossa fraqueza. Pelo muito que sofrestes, pela superabundância de vossos méritos infinitos, abrandai, se possível, nosso sofrimento, tomai mais leve nossa cruz, sede Vós mesmo nosso misericordioso Cireneu, em toda a extensão em que o permitam nossa santificação e os supremos interesses de vossa glória.

Embora caiamos debaixo da cruz, mais uma vez Vos suplicamos: Senhor, não permitais que saiamos da estrada da virtude

É o que Vos pedimos, Senhor, pela onipotente intercessão de vossa Mãe. 

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém.

 

VIII Estação

Jesus fala às filhas de Jerusalém

 

V. — Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R. — Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

 

Vós tivestes a Verônica, Senhor, e o inapreciável, se bem que amaríssimo, consolo de vossa Mãe. E, neste passo, outras mulheres se acercam de Vós. Elas choram, elas gemem, elas se apiedam de Vós!

Como se chamariam estas boas mulheres? O Evangelho não o diz. Como as trataram os soldados e o populacho que Vos martirizavam? Também não o diz o Evangelho. É certo que se eles falassem linguagem de nossos dias, teriam exclamado: Ó beatério...

Beatério! Quantas vezes esta palavra se pronuncia com desprezo e dureza, para designar as pessoas que se assinalam e se distinguem pela sua assiduidade aos pés de vossos altares tantas vezes abandonados, na frequentação das cerimônias religiosas durante as quais, por vezes, sem elas as igrejas teriam ficado quase vazias. Com chuva ou bom tempo, ei-las que se esgueiram pelas sombras da madrugada ou do crepúsculo, com passo apressado. Vão para a igreja. Muitas vão depressa, porque têm de trabalhar, ou em casa, ou fora. Rezam. E sua oração é por vezes tão agradável que, sem aquilo que pejorativa e injustamente se convencionou chamar beatério, seria muito mais infeliz qualquer grande cidade de pecadores de nossos dias.

Senhor!Destes a estas pias mulheres sua voacação: "Chorai". Vocação de chorar pelos sofrimentos de justos e inocentes.

Poderá por vezes haver excesso, abuso, má compreensão de muita coisa. Mas por que generalizar a regra? Por que olhar apenas para as manchas, sem ver a luz dessa piedade perseverante e inextinguível? Quanto ouro nessa ganga! E quando, depois de ter contemplado assim essas almas entre as quais muitas têm tão grande mérito, se ouvem certas declamações doutas contra o beatério, tem-se a vontade de dizer dos declamadores: Senhor, quanta ganga nesse ouro!

Esse verdadeiro beatério, esse beatério genuíno e sincero já esteve aos pés da Cruz, chorando e gemendo. E quanta gente que gosta de dizer que Judas não está no inferno, mas que para lá vão certamente as beatas, ficara pasmo no dia do Juízo Final!

Senhor, aceitai e abençoai essas orações que no decurso de vossa Paixão Vos foram dirigidas. Vós destes a estas pias mulheres sua vocação: “Chorai”. A vocação de chorar pelos castigos que justos e inocentes sofrem em consequência dos pecados coletivos, é a grande vocação delas.

Que esse pranto, Senhor, que Vós mesmo incitastes, sirva para que vossas igrejas fiquem regurgitantes de beatos verdadeiros, isto é, de bem-aventurados de todas as idades e condições sociais, nobres, ricos, poderosos, pobres, andrajosos, infelizes.

Senhor, conquistai e atraí a Vós todas as almas, pelas orações, o exemplo e as palavras das almas fiéis, indefectivelmente fiéis.

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém.

 

IX Estação

Jesus cai pela terceira vez

V. — Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R. — Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Há mistérios que o vosso Santo Evangelho não narra. E entre eles eu gostaria de saber se me engano ao supor que essa vossa terceira queda foi feita, meu Senhor, para expiar e salvar as almas dos prudentes.

A prudência é a virtude pela qual escolhemos os meios adequados para obter o fim que temos em vista. Assim, os grandes atos de heroísmo podem ser tão prudentes quanto os recuos estratégicos. Se o fim é vencer, em noventa por cento dos casos é mais prudente avançar do que recuar. Não é outra a virtude evangélica da prudência.

Entretanto... entende-se que a prudência é só a arte de recuar. E, assim, o recuo sistemático e metódico passou a ser a única atitude reconhecida como prudente por muitos de vossos amigos, meu Senhor.

Vendo-Vos cair pela terceira vez, quantos "prudentes" Vos abandonariam escandalizados!

E por isto se recua muito... A realização de uma grande obra para vossa glória está muito penosa? Recua-se por prudência. A santificação está muito dura? A escalada na virtude multiplica as lutas em vez de as aquietar? Recua-se para os pântanos da mediocridade, para evitar, por prudência, grandes catástrofes. A saúde periclita? Abandona-se, por prudência, todo ou quase todo apostolado, mediocriza-se a vida interior, e transforma-se o repouso no supremo ideal da vida, porque a vida foi feita, antes de tudo, para ser longa. Viver muito passa a ser o ideal, em vez de viver bem. O elogio já não seria como o da Escritura: “Em uma curta vida percorreu uma longa carreira” (Sab. IV, 13). Seria, pelo contrário, “teve longa vida, para o que teve a sabedoria de renunciar a fazer uma grande carreira nas vias do apostolado e da virtude”. Vidas longas, obras pequenas.

E vossa prudência como foi, ó Modelo divino de todas as virtudes? Quantos amigos tendes, que Vos aconselhariam a renunciar quando caístes a primeira vez? Da segunda vez, seriam legião. E vendo-Vos cair pela terceira, quantos Vos não abandonariam escandalizados, achando que éreis temerário, falto de bom senso, que queríeis violar os manifestos desígnios de Deus!

Que esse passo de vossa Paixão nos dê graças, Senhor, para sermos de uma invencível constância no bem, conhecendo perfeitamente o caminho do verdadeiro heroísmo, que pode chegar a seus limites mais extremos e mais sublimes sem jamais se confundir com uma vil e presunçosa temeridade.

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém.

 

X Estação

Jesus é despojado de suas vestes

 

V. — Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R. — Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

 

Não Vos seria poupada esta suprema afronta, meu Deus. Aquele Corpo divinamente casto que a Virgem Santíssima protegeu sempre com as faixas e túnicas que lhe fazia, aquele Corpo inexprimivelmente puro haveria de ficar exposto a todos os olhares!

Meu Deus, como não supor que Vós tenhais expiado particularmente neste passo os pecados contra a castidade? O martírio da nudez é imenso para uma alma pura. Houve tempo em que, em Cartago, as cristãs conduzidas à arena, tendo vencido miraculosamente as feras, foram submetidas a martírio ainda maior pelos magistrados, que as expuseram nuas diante do auditório, alegando saberem que elas prefeririam mil vezes morrer estraçalhadas pelas feras. E tinham razão. Se assim sofriam as mártires, como sofrestes Vós, meu Deus?

Após os sofrimentos anteriores indizíveis, vosso sacrifício chegou até o fim

E se tão grande é vosso divino horror à impureza e à impudicícia, com que ódio não odiais, Senhor, aqueles que abusam de sua riqueza propagando modas indecentes, por meio de representações cinematográficas e teatrais, por meio de revistas e fotografias, por meio do exemplo funesto que as classes altas dão às mais modestas? Como não odiais aqueles que abusam de sua autoridade, forçando as empregadas, as filhas e até as esposas a se vestir de modo indecoroso, para seguir as fantasias da época? Deles é que dissestes no Evangelho: “Melhor seria que se lhes atasse uma pedra ao pescoço, e fossem atirados ao fundo do mar” (Mt. XVIII, 6).

Dai, a todos os que têm por incumbência combater a moda imoral, coragem para tanto, meu Deus. Aos pais, às mães, aos professores, aos patrões, e aos membros das associações religiosas.

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém.

 

XI Estação

Jesus é pregado na Cruz

 

V. — Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R. — Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

 

Quando Abraão, numa docilidade sublime à vossa vontade, meu Deus, ia vibrar contra Isaac o cutelo sacrificador, Vós detivestes, misericordiosamente, o curso do sacrifício. Com vosso Filho, entretanto, não agistes assim. Pelo contrário, meu Jesus, vosso sacrifício chegou até o fim. Fez-se absolutamente inteiro. Carregastes a Cruz ao alto do monte. E, agora, sois cravado nela.

A Cruz está por terra, meu Jesus, e Vós nela deitado. Aumentam cruelmente vossas dores. São tantas que, sem um auxílio sobrenatural, morreríeis. Mas vossa força cresce na medida de vossa divina missão. Tereis tudo quanto for necessário para chegar até a última imolação.

Os laxistas, meu Senhor, recuam. Eivados de determinismo, não sabem que Deus multiplica, pela graça, as forças naturais insignificantes da vontade humana. Por isto recuam diante do dever evidente, admitem inibições invencíveis onde muita vez só há falta de mortificação, e consideram perdidas com honras de guerra muitas batalhas da vida espiritual. Na vida espiritual não se perde com honras de guerra. As honras de guerra consistem apenas em vencer. E vencer consiste em não deixar a cruz, mesmo quando se cai debaixo dela, consiste em perseverar em meio aos fracassos aparentes das obras externas, adversidade, o esgotamento de todas as forças. Consiste em levar a cruz ao alto do Gólgota, e, lá, se deixar crucificar.

Vós jazeis sobre vossa Cruz deitado, ó meu Deus! Que fracasso aparente para o Salvador do mundo, atirado à terra como um verme, desfigurado como um leproso, e crucificado como um criminoso! Meu Deus, quanta e que esplêndida vitória na realização de vossos desígnios, a despeito de todos estes obstáculos!

Mais uma vez, meditando vossa Paixão, se ergue em nós o clamor tumultuário de nossa pequenez. Afastai, se possível, de nós o cálice, meu Deus, mas, se indispensável, dai-nos forças para chegar até a crucifixão.

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém.

 

XII Estação

Jesus morre na Cruz

V. — Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R. — Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Já não estais por terra, meu Deus. A Cruz lentamente se levantou. Não para Vos elevar, mas para proclamar bem alto vossa ignomínia, vossa derrota, vosso extermínio.

Entretanto, era o momento de se cumprir o que Vós mesmo havíeis anunciado: “Quando for elevado, atrairei a Mim todas as criaturas” (Jo. XII, 32). Em vossa Cruz, humilhado, chagado, agonizante, começastes a reinar sobre esta Terra. Numa visão profética, víeis todas as almas piedosas de todos os tempos, que vinham a Vós. Víeis o recato e o pudor das Santas Mulheres, que ali partilhavam de vossa dor e com esse alimento espiritual se santificavam. Víeis as meditações de São Pedro e dos Apóstolos sobre vossa Crucifixão, víeis as

Em vossa Cruz, humilhado, chagado, agonizante, começas-tes a reinar sobre a Terra!

meditações de Lino, Cleto, Clemente, Sixto, Cornélio, Cipriano, Inês, Cecilia, Anastácia, todos aqueles santos que vossa Providência quis que fossem, diariamente e no mundo inteiro, mencionados durante o Sacrifício da Missa, porque a oblação da santidade deles se fez em união com a oblação de vossa Crucifixão. Víeis os missionários beneditinos que, conduzindo vossa Cruz pelas selvas da Europa, conquistavam mais terras que as legiões romanas. Víeis São Francisco, que do Monte Alverne Vos adorava, e ouvíeis a pregação de São Domingos. Víeis Santo Inácio ardendo em zelo pelo Crucifixo, reunindo em torno de Vós as falanges dos retirantes dos Exercícios Espirituais. Víeis os missionários que percorriam o Novo Mundo para propagar o vosso Crucifixo. Víeis Santa Teresa chorando a vossos pés. Víeis vossa Cruz luzindo na coroa dos Reis.

Meu Deus, na Cruz é que começou vossa glória, e não na Ressurreição. Vossa nudez é um manto real. Vossa coroa de espinhos é um diadema sem preço. Vossas chagas são vossa púrpura. Ó Cristo-Rei, como é verdadeiro considerar-Vos na Cruz como um Rei! Mas como é certo que nenhum símbolo exprime melhor a autenticidade dessa realeza quanto a realidade histórica de vossa nudez, de vossa miséria, de vossa aparente derrota.

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém.

 

XIII Estação

Jesus é depositado nos braços de sua Mãe

V. — Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R. — Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

A Redenção se consumou. Vosso Sacrifício se fez inteiro. A Cabeça sofreu quanto tinha de sofrer. Restava aos membros do corpo sofrer também. Junto à Cruz estava Maria. Para que dizer, uma palavra que seja, sobre o que Ela sofreu? Parece que o próprio Espírito Santo evitou de descrever a pungência da dor que inundava a Mãe como reflexo da dor que superabundou no Filho. Ele só disse: “Ó vós, ­que passais pelo caminho, atentai e vede se há dor semelhante à minha dor” (Lamentações de Jeremias 1, 12). Só uma palavra a pode descrever: não teve igual em todas as puras criaturas de Deus.

Nossa Senhora da Piedade! É assim que o povo fiel invoca a Nossa Senhora quando A contempla sentada, com o cadáver divino do Filho ao colo. Piedade, porque toda Ela não é senão compaixão. Compaixão do Filho. Compaixão dos filhos, porque Ela não tem só um filho. Mãe dele, tornou-se Mãe de todos os homens. E Ela não tem apenas compaixão do Filho, tem também dos filhos. Ela olha para nossas dores, nossos sofrimentos, nossas lutas. Ela sorri para nós no perigo, chora conosco na dor, alivia nossas tristezas e santifica nossas alegrias. O próprio do coração de Mãe é uma íntima participação em tudo que faz vibrar o coração dos filhos. Nossa Senhora é nossa Mãe. Ela ama muito mais a cada um de nós individualmente, ainda ao mais miserável e pecador, do que poderia fazê-lo o amor somado de todas as mães do mundo por um filho único.

Nossa Senhora da Piedade. Assim o povo fiel invoca Nossa Senhora sentada com o cadáver do Filho ao colo.

Persuadamo-nos bem disto. É a cada um de nós. É a mim. Sim, é a mim, com todas as minhas misérias, minhas infidelidades tão asperamente censuráveis, meus indesculpáveis defeitos. É a mim que Ela ama assim. E ama com intimidade. Não como uma Rainha que, não tendo tempo para tomar conhecimento da vida de cada um dos súditos, acompanha apenas em linhas gerais o que eles fazem. Ela me acompanha a mim, em todos os pormenores de minha vida. Ela conhece minhas pequenas dores, minhas pequenas alegrias, meus pequenos desejos. Ela não é indiferente a nada. Se soubéssemos pedir, se compreendêssemos a importunidade evangélica como uma virtude admirável, como saberíamos ser minuciosamente importunos com Nossa Senhora. E Ela nos daria na ordem da natureza, e principalmente na ordem da graça, muitíssimo mais do que jamais ousaríamos supor.

Nossa Senhora da Piedade! Tanto valeria, ou quase, dizer Nossa Senhora da Santa Ousadia. Porque o que mais pode estimular a santa ousadia, ousadia humilde, submissa e conformada de um miserável, que a piedade maternal inimaginável de quem tudo tem?

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém.

 

XIV Estação

Jesus é depositado no sepulcro

V. — Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.

R. — Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Ao mesmo tempo em que as pesadas lajes do sepulcro velam o Corpo do Salvador aos olhares de todos, a fé vacila nos poucos que haviam permanecido fiéis a Nosso Senhor.

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