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Mas há uma lâmpada que não se apaga, nem bruxuleia, e que arde só ela plenamente, nesta escuridão universal. É Nossa Senhora, em cuja alma a fé brilha tão intensamente como sempre. Ela crê. Crê inteiramente, sem reservas nem restrições. Tudo parece ter fracassado. Mas Ela sabe que nada fracassou. Em paz, aguarda Ela a Ressurreição. Nossa Senhora resumiu e compendiou em Si a Santa Igreja, nesses dias de tão extensa deserção.

 

Enquanto o corpo Divino Salvador jaz no sepulcro, só na alma de Maria Santíssima a fé brilha intensamente.

Nossa Senhora, protetora da fé. É este o tema da presente meditação. Da fé e do espírito de fé, ou seja, do senso católico. Hoje, a muitos olhos, as possibilidades de restauração plena de todas as coisas segundo a lei e doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo parecem tão irremediavelmente sepultadas quanto aos Apóstolos parecia irremediavelmente sepultado Nosso Senhor em seu sepulcro. Os que têm devoção a Nossa Senhora recebem dela, entretanto, o inestimável dom do senso católico. E, por isto, eles sabem que tudo é possível, e que a aparente inviabilidade dos mais ousados e extremados sonhos apostólicos não impedirá uma verdadeira ressurreição, se Deus tiver pena do mundo, e o mundo corresponder à graça de Deus.

Nossa Senhora nos ensina a perseverança na fé, no senso católico e na virtude do apostolado destemido — “fides intrepida” — mesmo quando parece tudo perdido. A Ressurreição virá logo. Felizes dos que souberem perseverar como Ela, e com Ela. Deles serão as alegrias, em certa medida as glórias do dia da Ressurreição.

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Padre Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

V. — Tende piedade de nós, Senhor.

R. — Tende piedade de nós.

V. — Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.

R. — Amém. 

INDULGÊNCIA PLENÁRIA

Sobre o piedoso exercício da Via Sacra, lê-se no “Manual das Indulgências — Normas e concessões”

“Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da Via Sacra, piedosamente.

Com o piedoso exercício da Via Sacra renova-se a memória das dores que sofreu o divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até ao monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação.

Para ganhar a indulgência plenária, determina-se o seguinte:

1. O piedoso exercício deve-se realizar diante das estações da Vias Sacras, legitimamente eretas.

 2. Requerem-se catorze cruzes para erigir a Via Sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.

 3. Conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.

 4. Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a Via Sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares.

 5. Os legitimamente impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura e meditação da Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo, um quarto de hora.

 6. Assemelham-se ao piedoso exercício da Via Sacra, também quanto à aquisição da indulgência, outros piedosos exercícios, aprovados pela competente autoridade: neles se fará memória da Paixão e Morte do Senhor, determinando também catorze estações.

 7. Entre os orientais, onde não houver uso deste exercício, os Patriarcas poderão determinar, para lucrar esta indulgência, outro piedoso exercício em lembrança da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

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(Tradução oficial da “Enchiridion Indulgentiarum”, Editora Paulus, 3ª. edição, São Paulo, 1990, pp 72-73).

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