Ação Contra-Revolucionária

Fotos: Paulo Roberto Campos

Painel “RioMENOS20”: refutação profunda das fraudes da ofensiva ambientalista entusiasma auditório

Luis Dufaur

Na presença de numeroso público, realizou-se na noite de 21 de junho, no Clube Homs, situado na Avenida Paulista, o Painel RioMENOS20 – O que os jornais não irão publicar sobre a Rio+20 – Mitos e verdades sobre o desenvolvimento sustentável.

O principal orador da noite foi o Prof. Luiz Carlos Molion, PHD em Meteorologia e professor de Climatologia e Mudanças Climáticas da Universidade Federal de Alagoas. Antes dele fez uso da palavra o Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca, analista político do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. A conclusão do painel esteve a cargo de Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e coordenador da campanha Paz no Campo.

Previamente aos oradores, o Sr. Daniel Martins, assessor de imprensa do IPCO, fez um breve apanhado da campanha pública realizada durante a semana por 20 jovens cooperadores do Instituto em logradouros públicos do Rio de Janeiro, especialmente aqueles onde se promoviam atos da Rio+20. Com suas becas e seus grandes estandartes, eles distribuíram um folheto editado pelo Instituto, destinado a informar a opinião pública das ameaças contidas na ofensiva ambientalista mundial, bem como as fraudes científicas sobre as quais ela pretende fundamentar-se.

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O Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca analisou a Rio+20 à luz do pensamento e das teorias de ação do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, acentuando a obscuridade e indefinição dos termos medulares da investida ambientalista, notadamente a expressão “desenvolvimento sustentável”.

Segundo o expositor, pessoas desejosas de se mostrarem modernas, de estarem “no vento”, pronunciam o termo “sustentável” sem saber precisamente o que ele significa.

Observou em seguida que “desenvolvimento sustentável” e/ou “sustentabilidade” é um termo “talismânico”, isto é, uma expressão com múltiplos significados indefinidos, cuja finalidade é desarmar os espíritos e predispô-los a aceitar uma ideologia subjacente. No caso, a chamada ideologia verde.

Com profusão de documentos, Sepúlveda da Fonseca mostrou como esse “talismã” ideológico é utilizado na Rio+20 para justificar o aborto, a “ideologia de gênero”, o movimento anti-“homofobia”, a investida contra a propriedade privada, e ainda outras metas.

Analisada em detalhe, essa pluralidade de sentidos apresenta uma significação única: a ideia de que tudo aquilo que o mundo conheceu até agora como cultura, civilização, progresso, desenvolvimento, ficou “insustentável”.

Em última análise, como se pôde ver na Rio+20, o objetivo não confessado, porém mais dinâmico da “sustentabilidade”, consiste num retrocesso visando a abandonar hábitos de consumo, de vida e do modo de viver de civilizados, para se imergir numa existência de tipo tribal.

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Animadas conversas durante o coquetel após o Painel

Por sua vez, o Prof. Molion denunciou com ciência, segurança e clareza as fraudes científicas a respeito do suposto “aquecimento global”, ao discorrer sobre o tema Mudanças climáticas: realidade ou mito?

Com abundância de esquemas e gráficos elucidativos, ele mostrou que os dados fornecidos por satélites não só desmentem a teoria do aquecimento como apontam com a força dos números para uma tendência ao resfriamento do clima da Terra nas últimas décadas, que poderá ainda se acentuar nos próximos séculos.

O especialista mostrou também a inconsistência do alarmismo midiático-científico no tocante ao derretimento do Ártico, que está seguindo seu ciclo típico influenciado pelas marés e pela Lua.

A elevação do nível dos mares, que segundo o catastrofismo ambientalista vai subir até alagar cidades como Nova York, é outra balela que não resiste à menor análise científica.

A respeito das habituais críticas à emissão de CO2, o climatologista sublinhou que “o CO2 não controla o clima. Não é o vilão! É o gás da vida!”. É ele que alimenta as plantas e, se por absurdo fosse retirado da atmosfera, nem o homem nem qualquer ser vivo poderia existir sobre a Terra. Além do mais, as tentativas de reduzir as emissões desse gás se mostraram perfeitamente inúteis.

“Quanto mais CO2 tiver melhor! As plantas vão crescer mais!” — completou o professor, que ao longo de sua exposição provou ainda que não está nas mãos do homem mudar o clima global.

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A seguir, Dom Bertrand afirmou que a recusa de Deus conduz aos desvarios do ambientalismo, pois o homem, ao tirar o Criador do panorama, inevitavelmente se coloca no lugar d’Ele, julgando-se o centro de todas as coisas.

Como consequência, o Estado acaba sendo divinizado pelo homem, transformando-se num deus que se imiscui até nos mínimos detalhes da vida das pessoas.

O atual ambientalismo — explicou Dom Bertrand — prepara a instalação de uma ditadura planetária que, a pretexto de ecologia e defesa do planeta, vai dizer a cada um o que pode ou não pode fazer, deve ou não deve fazer. Essa é a meta que se tem em vista na Rio+20.

No Gênesis, narra-se que Deus criou o homem e a mulher, mandando que crescessem e se multiplicassem e enchessem a Terra; dispôs que todas as sementes, plantas e animais que se movem servissem para sua alimentação. Portanto, colocou a natureza a serviço do homem, e não o homem a serviço da natureza.

A recusa de Deus leva, pois, aos desvarios do ambientalismo, concluiu o príncipe imperial.

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Ao encerrar o Painel, o Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, destacou o alívio que experimentava, e que percebia existir também no auditório, vendo os embustes do ambientalismo refutados de modo tão convincente e tranquilizador.

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