Ação Contra-Revolucionária

Vitoriosa reação contra a blasfêmia

Repugna ao nosso amor filial a Nossa Senhora descrever o que abaixo vem narrado, mas é indispensável fazê-lo para se compreender a extrema gravidade do ocorrido e a eficaz reação da Fundação Argentina de Amanhã

  • Martin Jorge Viano

Antonio Gasalla, conhecido comediante argentino da América-TV, protagonizou, disfarçado de mulher, um sketch durante o qual falou de sua defecação como se tivesse a forma de uma imagem da Virgem Santíssima. Atraídos pelo “milagre”, “peregrinos” ajoelham diante dos imundos dejetos, rezam o Rosário, acendem velas e agradecem favores recebidos!

Artigo do jonal "La Nación" - 15/11/04
A Fundación Argentina del Mañana (FADM) reagiu imediatamente e despertou um movimento que alcançou profunda repercussão. Por sua iniciativa, quatro distintas e valentes senhoras denunciaram os fatos em uma carta difundida pela Agencia Informativa Católica Argentina (AICA). Após mencionarem a atuação movida pela Fundação, ante a Câmara Argentina de Anunciantes e os patrocinadores do programa televisivo, elas concluíam com a pergunta: “A Virgem Maria não tem mais filhos dispostos a reparar publicamente tamanha ofensa?”

Sim, teve. A reação foi imediata e cresceu com o passar dos dias: cartas de leitores; pedidos ao Comitê Federal de Radiodifusão (COMFER) — organismo oficial de controle televisivo — para que punisse exemplarmente os responsáveis; espontâneos atos públicos de piedade em honra de Nossa Senhora e repudiando a blasfêmia.

Um editorial do diário “La Prensa”, de Buenos Aires, condenou a injúria contra a Santíssima Virgem e a fé católica, afirmando que Antonio Gasalla havia praticado “um ato absolutamente reprovável, mesmo para aqueles que estão dispostos a admitir as insolências e agravos que nos tem imposto a telinha”.

A repercussão transpôs as fronteiras argentinas. A esse respeito, ACI Prensa do Peru difundiu nota pela Internet; e nos Estados Unidos foi tema de reportagem do programa Fim de semana, de María Nelly Collazos, da conhecida rádio “EWTN”.

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Alertados por centenas de cartas e mensagens via e-mail, enviadas pela Fundación Argentina del Mañana a seus aderentes, os anunciantes adotavam medidas eficazes.

A Câmara Argentina de Anunciantes enviou uma circular a todos seus associados, com a cópia da carta de autoria da Fundação. As empresas que sustentavam o programa com propagandas comerciais ordenaram, umas após outras o cancelamento dos contratos publicitários, comunicando que haviam sido surpreendidas pelo conteúdo da emissão, com a qual estavam em completo desacordo.

Finalmente, América–TV, a produtora Publicidad Estática Internacional e o próprio comediante não tiveram outra saída — para evitar o fechamento do programa — senão dar meia-volta e desculpar-se de vários modos. E isso foi noticiado em diversos artigos, como os publicados nos diários “Clarín” e “La Nación” (14 e 15 de novembro), de Buenos Aires.

Os responsáveis pelo canal afirmaram que o autor da montagem do blasfemo e repugnante sketch tinha sido despedido, e que não tiveram intenção de “ofender uma crença”.

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Ainda que somente Deus julga as intenções, não resta dúvida de que América–TV passou recibo dos enérgicos protestos e voltou atrás.

Os fatos deixaram uma lição — e esperamos que não se esqueçam — a todos os meios de comunicação: não se brinca com a fé, e sobretudo com nossa excelsa Mãe, a Santa Mãe de Deus.

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