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Fotos: Paulo Américo

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira alerta opinião pública contra alarmismo ecológico na Rio+20

Edson Carlos de Oliveira

Enchentes, aumento do nível dos oceanos, poluição, buraco na camada de ozônio, derretimento das geleiras do Ártico e da Antártida, CO2, gás metano, aquecimento da Terra, tsunamis, furacões e atividades vulcânicas. Todos esses termos e fenômenos passaram a fazer parte do dia-a-dia do leitor. Propagandas, filmes e noticiários utilizam todos esses ingredientes, que acompanhados de uma pitada de sal sensacionalista são cozinhados na cabeça de nossos contemporâneos, para incutir-lhes a ideia de que o fim do mundo está próximo!

Não se trata, bem entendido, do fim do mundo decretado por Deus, que chegará para nós em momento ignoto, segundo a sabedoria da Providência Divina, mas de um pretenso fim do mundo causado pelo próprio homem. Nossos “hábitos capitalistas” estariam assassinando a “Mãe Terra”, que “geme em dores de parto”. Qual a solução que os propagadores desse alarmismo nos apresentam? Adequarmos nosso modo de viver à meta almejada pela utopia marxista...

É contraditório, contudo, o fato de o secretário-geral da Rio+20, Sha Zukang, ser oriundo de uma ditadura comunista, a da China, primeiro país que deveria ser criticado se o alarmismo ecológico sobre o CO2 tivesse razão, pois é o maior poluidor do mundo.

Em uma coletiva de imprensa realizada no Riocentro, falando sobre as críticas ao documento final, Zukang deixou claro que o objetivo é “fazer com que todos sejam iguais, não felizes”.(*) Portanto, o terrorismo psicológico praticado por certas correntes ecológicas tem uma meta política muito clara: o igualitarismo marxista colorido de verde.

Diversas matérias abalizadas, publicadas nesta revista, têm mostrado que o alarmismo ecológico a respeito dos malefícios do homem à Terra carecem de fundamento científico. Trata-se de uma estratégia revolucionária para tentar realizar no presente aquilo que, através das armas e da dialética explícita, o comunismo internacional não conseguiu no passado. Acrescido agora de uma nota tribalista.

Essa foi a razão pela qual, nos dias 16 a 19 de junho, 20 jovens voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira desenvolveram importante campanha na cidade do Rio de Janeiro, durante a realização da Rio+20, visando alertar a população sobre a ideologia que está por detrás dos exageros do movimento ambientalista.

Nos principais setores da cidade, em contato direto com o público, distribuíram um folheto refutando as principais falsidades utilizadas pelos ambientalistas de plantão, expondo de modo claro o viés político e “religioso” subjacente em sua atuação.

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“Leia aqui, contra os exageros do ambientalismo” — disse um jovem voluntário do Instituto ao oferecer o folheto a um transeunte. “Não quero saber!” — esbravejou o homem. Mas depois parou, virou para trás e disse: “Espere aí! Você disse contra? Então eu quero!”.

Diversas pessoas, ao ouvir que a campanha era contra o alarmismo ecologista, diziam: “Puxa, até que enfim alguém pensa como nós!”.

Ocorreram várias manifestações de apoio e incentivo do público aos jovens do Instituto. Muitas pessoas de boa fé, aturdidas pela propaganda maciça dos slogans ecológicos, paravam para fazer alguma pergunta e, depois de esclarecidas, manifestavam seu agradecimento.

Em contrapartida, as reações contrárias a nossa campanha foram poucas e tímidas. Alguns simplesmente devolviam o folheto; um transeunte nos chamou de “ruralistas” (parece que ele considera o termo ofensivo!). Raramente alguém parava para contra-argumentar e debater e, quando isso ocorria, o interesse pelo folheto aumentava no público em torno.

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Para que o leitor possa ter uma ideia objetiva do que circulava no Aterro do Flamengo, onde a chamada Cúpula dos Povos (foto ao lado) se reunia, é só considerar o website oficial daquele congresso, que “tem como marco político a luta anticapitalista, classista, antirracista, antipatriarcal e anti-homofóbica”.

Na saída do local onde esse evento era promovido, foi realizada, num fim de tarde, uma rápida campanha de distribuição do referido folheto. Alguma programação do dia havia terminado e muitas pessoas ainda permaneciam no local. Elas se apresentavam com camisas e bonés da Via Campesina, dos quilombolas, do MST, da CUT ou vestidas (ou desvestidas) de índios, etc. Para nossa surpresa, a grande maioria delas, talvez 95%, pegava o folheto, olhava-o ligeiramente e ficava em silêncio, dando a impressão de que muitas estavam ali pagas para estarem presentes, sem nenhuma posição ideológica ou instrução política. Em outras palavras, mera massa de manobra.

* * *

Graças a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira cumpriu mais uma vez seu dever de alertar e esclarecer a opinião pública nacional, cuja boa vontade em relação à preservação ambiental está sendo utilizada como pretexto para propulsar uma revolução socioeconômica e de costumes em nossa Pátria.

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(*) “Veja”, S. Paulo, 22-6-12, http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/sha-zukang-nosso-trabalho-e-fazer-com-que-todos-sejam-iguais-nao-felizes

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