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Marcante atuação na conferência Rio+20

Helio Brambilla

Ao me deslocar de São Paulo para o Rio de Janeiro com um grupo de voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e outro do movimento Paz no Campo — grupos que atuaram em conjunto na Rio+20 — a fim de acompanhar o evento na capital carioca, passamos por Aparecida do Norte. Ali rezamos junto à imagem de nossa Padroeira pela atuação que realizaríamos. Já no Rio de Janeiro, visitamos o túmulo do fundador da cidade, Estácio de Sá, na bela igreja dos frades capuchinhos, no bairro da Tijuca. Muitos fiéis o têm como santo, pois ele morreu na luta contra os calvinistas franceses, invasores no século XVI, além de ter sido o braço armado do Bem-aventurado Anchieta, o Apóstolo do Brasil.

A Rio+20, conferência patrocinada pelas Nações Unidas, realizou-se no pavilhão Rio Centro. No local havia seis conjuntos de estandes, constituindo uma verdadeira cidade com cerca de 50 mil participantes de raças e nacionalidades do mundo inteiro.

Navio dos ecologistas da Greenpeace no píer da praça Mauá

Coube à China comunista presidir a Rio+20! Aproximadamente 5% dos participantes do evento eram chineses. O jornal “China Daily” (órgão do PC chinês) foi distribuído diariamente na sua versão em inglês. Pilhas desse jornal comunista eram vistas em todos os locais do Rio Centro, constituindo um fator de propaganda do regime. A par dos eventos oficiais, efetuaram-se mais de 30 fóruns independentes em outros lugares, como na sede da Federação das Indústrias do Rio, na Universidade Católica, na Gávea, bem como no píer da praça Mauá. Ali se encontrava o estande da Confederação Nacional da Agricultura e da Federação de Agricultura do Rio de Janeiro. A poucos metros estava ancorado o navio dos ecologistas da Greenpeace.

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A Rede Bandeirantes de TV manteve no píer um plantão de seu canal Rural Terra Viva, ao qual Dom Bertrand de Orleans e Bragança, coordenador da campanha Paz no Campo, concedeu no dia 19 de junho importante entrevista sobre o que está por detrás do ambientalismo (foto acima). A mesma TV concedeu espaço ao engenheiro Bruno Schröeder e a mim para que pudéssemos explicar aos telespectadores a atuação do movimento Paz no Campo.

Um fórum, de três dias de duração, realizou-se na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, reunindo 500 parlamentares de todo o mundo. Por iniciativa de Paz no Campo, foram distribuídas a deputados contrários à causa ecológica radical cópias do trabalho Ambientalismo – Cavalo de Troia. A acolhida foi alentadora, pois a maioria dos parlamentares rejeitava os excessos ambientalistas, concordando em preservar a natureza, mas dando prioridade à produção de alimentos para a população. Muitos pronunciamentos e debates realizados no plenário foram influenciados pelo material divulgado por Paz no Campo.

Houve também distribuição de folhetos do movimento Paz no Campo junto ao grande público de cidades vizinhas como Petrópolis e São Gonçalo, nos bairros do Méier e Copacabana, bem como no Forte Copacabana, onde estava instalada uma exposição. Nesta, em apenas um dia, compareceram mais de 50 mil pessoas.

As repercussões mais frequentes colhidas nessa ocasião eram no sentido de que os eventos da Rio+20 careciam de substância, além de representar um custo demasiado aos cofres públicos.

Universitários do Rio de Janeiro e Toledo (PR), participaram da distribuição do folheto sobre o ambientalismo. Ao todo, foram divulgados 40 mil exemplares em português e cinco mil em inglês.

Enquanto o grupo de Paz no Campo atuava junto aos fóruns, a campanha pública efetuada pelos jovens do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira com seus estandartes e insígnias causou grande impacto nas ruas da capital carioca.

Além disso, ambas entidades exerceram vigorosa atuação nos três dias de reuniões promovidas pela Confederação Nacional da Agricultura, no píer da praça Mauá. Não se limitaram a entregar suas publicações aos assistentes das várias palestras, mas conversaram pessoalmente com os mais interessados sobre os temas da Rio+20.

Farta literatura referente às falácias do eco-terrorismo foi distribuída no Forte Copacabana, onde se reuniram representantes das 58 maiores cidades do mundo, entre os quais o prefeito de Nova York. Ao todo, 40 mil folhetos em português e cinco mil em inglês foram divulgados entre os participantes.

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Foi possível ainda colaborar com várias iniciativas felizes ocorridas durante o evento, como por exemplo, a atuação do Lord inglês Christopher Monckton e o grupo de americanos a ele associado. O Lord estabeleceu grande amizade com o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, de cujas mãos recebeu um exemplar do trabalho Ambientalismo – Cavalo de Troia.

Apesar de a Rio+20 ter resultado num fiasco, é difícil avaliar os malefícios causados pelo seu bombardeio publicitário de mitos ambientalistas junto à parcela do público desinformada e pouco esclarecida.

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