Janeiro de 2013
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Carta do Diretor

 

 

 

 

 

Caro Leitor

         2012 foi um ano extremamente complexo.

         Caso se deseje traçar uma linha-mestra dos acontecimentos nesses 365 dias, esta poderia ser: de um lado, contradições e desentendimentos, tanto no plano temporal quanto espiritual; de outro, alentadores sintomas da existência de um número expressivo de almas que anseiam retornar à trilha do bem.

         Dir-se-ia que a humanidade se encontra numa situação análoga à da Torre de Babel, tais são os conflitos de toda ordem que surgiram nas mais diversas áreas.

         Para castigar a soberba dos homens daquela época, que quiseram desafiar a Deus construindo uma torre que atingisse o céu, a Providência Divina permitiu que se estabelecesse a confusão das línguas. E os homens de então, divididos por diversos idiomas, abandonaram seu projeto e dispersaram-se por toda a Terra. Apesar dessa punição, eles não só prosseguiram na senda do pecado e da revolta contra os desígnios divinos, mas intensificaram as transgressões à religião natural que Deus lhes comunicara.

         Os acontecimentos marcantes do ano que passou evocam de certo modo a confusão da Torre de Babel. O artigo de capa desta edição discorre sumariamente sobre tal confusão e descaminho. A título exemplificativo, alguns de seus intertítulos: Desconjuntamento da União Europeia; Do mito da concórdia à babelda discórdia geral; 50 anos depois: interpretações conflitantes do Concílio Vaticano II; Intensificação da “cristofobia” e das blasfêmias.

         Mas, em meio a essa confusão, o intertítulo Saudades do retorno à ordem indica sintomas alentadores de que a Providência Divina não abandonou a humanidade. Um número crescente de pessoas procura uma tábua de salvação em algo completamente diverso deste mundo assolado por desgraças. E alguns fatos ocorridos durante o ano constituem fontes indicadoras da saudade profunda que germina nas camadas religiosas, psicológicas e morais da humanidade. São como os remorsos e as saudades do filho pródigo da parábola evangélica, desejoso de voltar à casa paterna. Sentimentos análogos estão aflorando à mente do homem contemporâneo sofrido e pecador, acompanhados de graças para a sua conversão e para que ele alcance uma paz como a reinante no período anterior à Torre de Babel. Só que desta vez será a paz de Maria no reino de Maria.

         Que essas considerações, induzidas do balanço de 2012, sejam de proveito espiritual para todos os nossos diletos leitores, são os nossos sinceros votos para este início de novo ano.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

catolicismo@terra.com.br

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