Setembro de 2009
As prefiguras bíblicas e os emblemas da Santíssima Virgem são pouco conhecidos, mesmo por católicos de boa formação
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Carta do Diretor

Caro leitor,

De Maria nunquam satis (nunca se louva suficientemente Maria), acentuava o grande São Luís Maria Grignion de Montfort, missionário francês do século XVII e admirável devoto de Nossa Senhora.

Eis a razão por que, após termos publicado na edição de maio/2006 matéria de nosso colaborador Marcos Aurélio Vieira sobre as prefiguras da Virgem Santíssima no Antigo Testamento, o presente número apresenta, como matéria de capa, outro estudo de sua lavra, agora sobre os emblemas da Mãe de Deus.

O mundo de hoje não tem a menor idéia da grandeza e do poder de Nossa Senhora, obra-prima da Criação. Se tivesse, certamente voltar-se-ia com mais confiança e assiduidade para Ela, única capaz de tirá-lo do terrível estado de dissolução e desespero em que se encontra.

Sirva o artigo sobre os emblemas de Nossa Senhora para nos incitar à admiração e veneração para com Ela. Admiração sempre maior por Aquela que é incomparável, e que a ladainha lauretana aclama como “Mater admirabilis”, porque soube acima de tudo admirar a grandeza infinita de Deus.

Tanto as prefiguras bíblicas quanto os emblemas da Santíssima Virgem são pouco conhecidos até mesmo por católicos de boa formação. Essas temáticas foram sendo desenvolvidas pelos exegetas e mariólogos através dos tempos, sendo preciosas para ampliar o conhecimento da Santíssima Virgem e incentivar nossa devoção a Ela.

Conhecendo as analogias entre personagens femininas do Antigo Testamento — como, por exemplo, Sara, Débora, Ester — e a Mãe de Deus, nossa admiração e amor por Ela tende a crescer. O mesmo poderíamos dizer quanto aos emblemas bíblicos aplicáveis a Nossa Senhora. As analogias com Maria Santíssima, nesse caso, não se referem a seres humanos, e sim a seres materiais, que constituem figuras simbólicas do Velho Testamento. Assim, por exemplo, a sarça ardente, a Arca da Aliança, a Torre de David e o Templo de Salomão representam símbolos materiais das excelsas perfeições da Mãe de Deus.

Eis o tema do artigo de capa desta edição, cuja leitura aprofundará o conhecimento da obra-prima da Criação, e por certo incrementará uma sólida devoção mariana.

Desejo a todos uma boa leitura.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor

paulobrito@catolicismo.com.br

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