Novembro de 2012
Rainha do Brasil
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Correspondência

Rainha do Brasil

Estava muito curioso para conhecer bem a ligação de Nossa Senhora Aparecida com a História do Brasil e os artigos que a revista publicou sobre Ela atenderam minha curiosidade. Agradeço de coração. Deixou-me muito feliz a leitura desses textos e compreendi como o Brasil recebeu de Deus um grande destino. Vamos rezar para que os resultados das eleições não frustrem tal destino “de um dos maiores povos da Terra” (conforme disse o Dr. Plinio Côrrea de Oliveira).

(C.K.P. — SC)

Aumento da devoção

O brasileiro em geral deveria ser muito mais devoto de Nossa Senhora Aparecida, porque é um privilégio muito grande o fato de ter Ela escolhido para se manifestar tão admiravelmente na cidade de Aparecida do Norte. Embora haja muitos devotos, Ela merece muito mais. O pior é existir brasileiros que não aceitam Nossa Senhora, como os protestantes e evangélicos. Para estes devemos lembrar o dito: “Quem não tem Maria como mãe, não tem Deus como pai”.

(F.C.D. — SP)

Objeção protestante

Na Bíblia está escrito que só Jesus é mediador entre Deus e os homens, mas vocês católicos substituem isso por Maria. Colocar Maria no lugar de Jesus não é adoração a Maria?

(O.J. — RJ)

 
Padre David Francisquini responde:

O que está escrito na Sagrada Escritura não exclui que possa haver outros mediadores secundários, pois o próprio Apóstolo dos Gentios é o primeiro a pedir a intercessão de outros junto a Deus. Assim, pede aos romanos: “Rogo-vos, pois, irmãos, por Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito Santo, que me ajudeis com as vossas orações por mim a Deus” (Rom 15, 30); aos Corintos diz que espera que Deus o livrará de futuros grandes perigos, “se nos ajudardes também vós com orações em nossa intenção” (2 Cor 1, 9-11).

Nós, católicos, temos — e é a única atitude coerente — uma profunda veneração, e não adoração, a Maria Santíssima. Se reconhecemos que Jesus Cristo é Deus, temos que reconhecer que Ela é a Mãe de Deus. Somente tal fato já mereceria de nossa parte essa veneração especial. Se devemos honrar pai e mãe, Cristo Jesus deixaria de dar-nos nessa atitude o mais exímio exemplo, ainda mais com tal Mãe? Ficaria Ele magoado com nossa veneração à sua santa Mãe?

Nossa Senhora, pelo papel que desempenhou na Redenção, tornou-se Medianeira entre nós e Jesus Cristo. Não é uma mediação independente, diferente da do Filho, mas de participação, por vontade divina, na mediação de Cristo Jesus. É uma associação da Mãe à mediação de seu Divino Filho.

Do sofrimento ao trono

Gostei muito da história de Santo Eduardo, rei da Inglaterra. Não conhecia sua trajetória tão rica e bela. Certamente Deus o recompensou e o coroou rei porque ele sofreu muito. Hoje os políticos em geral não se dispõem a sofrer pelo povo, mas procuram apenas satisfazer os interesses próprios.

(K.S.B. — SP)

“Silêncio desconcertante”

Sinistra a fisionomia do metropolita Kikodim, a julgar pela foto que vocês publicaram. Está mais para agente da KGB do que para religioso. Parece-me incompreensível que ele tenha sido convidado para assistir ao Concílio Vaticano II. Deu no que deu: Não condenaram o comunismo. “Moscou exigiu e Roma aceitou”... Pretendo comprar o livro do Roberto de Mattei para entender melhor toda essa história.

(N.I.O. — MG)

De acordo com a Igreja Católica

Muito boa e informativa a reportagem da lavra do Sr. Gregório Vivanco Lopes [Projeto de Código Penal Angustia o País], principalmente para quem não está afeito à área jurídica. Entretanto, foi de uma infelicidade ao dizer que o Código "vai equiparar o homem ao animal", como se os animais não merecessem nenhuma proteção. Esse pensamento vai na contramão da Igreja Católica. [...]

(V.N. — PR)

 
Gregório Vivanco Lopes, autor da referida matéria, responde:

Prezado Sr. Valdomiro

Agradecemos seu interesse por nossa revista e demos toda atenção às suas observações. Por uma questão de objetividade, respondemos de modo esquemático, mas suficiente.

1 — O Sr. afirma “foi de uma infelicidade ao dizer que o Código ‘vai equiparar o homem ao animal’, como se os animais não merecessem nenhuma proteção”.

Desculpe-nos, mas há uma contradição nesta sua frase. Nós não dizemos que os animais não merecem nenhuma proteção. O que dizemos é que não se pode equiparar o animal ao homem. O que é evidente. Pois o animal é inferior ao homem, pois este foi criado à imagem e semelhança de Deus, como diz a Bíblia.

Se o Sr. se der ao trabalho de ler novamente o texto que publicamos, verá que lá está escrito o seguinte: “Desde tempos imemoriais os homens gostaram de se fazer cercar por animais domésticos. E por isso os tratavam bem. É natural!

2 — O Sr. cita o seguinte trecho do Catecismo da Igreja Católica: “Os animais são criaturas de Deus, que os rodeia com sua solicitude providencial (Mt 6, 16). Por sua simples existência, o bendizem e dão glória (Dn 3, 57-58). Também os homens lhes devem apreço. Recorde-se com que delicadeza São Francisco de Assis e São Felipe Néri tratavam os animais [...] É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e sacrificar sem necessidade suas vidas”.

Estamos inteiramente de acordo com isso. Só que o Sr. deixou de citar a continuação dessa mesma frase do Catecismo que diz: “É igualmente indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas”.

E pouco mais adiante o mesmo Catecismo diz: “Deus confiou os animais à administração daquele que criou à sua imagem. É, portanto, legitimo servir-se dos animais para a alimentação e a confecção das vestes. Podem ser domesticados, para ajudar o homem em seus trabalhos e lazeres”. Logo eles não são iguais aos homens.

3 — Quanto ao pensamento que o Sr. atribui a João Paulo II, devemos dizer que essas frases correram de fato pela Internet, especialmente em sites protestantes, mas nunca vimos ninguém que apresentasse a fonte, ou seja, em que documento ele disse isso, em que data etc. Como pela Internet correm as coisas mais disparatadas e muitas vezes falsas, ficaria grato se o Sr. me desse a fonte dessas afirmações atribuídas a João Paulo II. Adianto-lhe que no site oficial do Vaticano, no qual se encontram todos os pronunciamentos de João Paulo II, essas frases não existem.

4 — O Sr. diz: “Também o Sr. Gregório exagera, e muito, ao dizer: se a coleira apertada machucar um pouco o pescoço do animal o Juiz iria condená-lo a uma pena de 2 a 8 anos. Claro que não é isso”. Vê-se que o Sr. não acompanha regularmente as sentenças judiciais. Com a introdução de uma escola jurídica chamada “justiça alternativa”, tem saído cada absurdo, próprio a causar justas perplexidades. Independente disso, a crítica que figura na revista não se refere aos juízes e sim ao texto do projeto. E esse texto deixa aberta tal possibilidade, por mais absurda que ela seja.

Que ocorrem maltratos a animais totalmente indevidos, contrários à razão humana, concordamos. Por exemplo, há macumbeiros que esfolam e sacrificam animais na realização de seus ritos. Mas isso não é objeto do artigo em questão. No que se refere ao exemplo que o Sr. dá do tal monstro sexual, é bom lembrar que a Igreja Católica condena tais pecados com o nome de bestialidade.

6 — O Sr. faz ainda diversas outras considerações que nos levariam longe. Mas o que foi dito já é suficiente para colocar o problema nos seus devidos termos.

O Sr. termina seu e-mail dizendo “Um povo educado é aquele que cuida, sim, de seus animais”.

Estamos de acordo, mas nós acrescentaríamos: “colocando-os no seu devido lugar e não igualando-os aos homens que Deus criou à sua imagem e semelhança”.

Saudações

Gregório Vivanco Lopes

 
Nota da redação:

Na matéria O enigmático silêncio do Vaticano II sobre o Comunismo, à pág. 20 da edição anterior, onde consta o ano de 1965, a data correta é 1962.

FRASES SELECIONADAS

A sabedoria não pode acrescentar um dia sequer à nossa existência. Mas diminui o terror da morte
(Edward Young)

Os vivos fecham os olhos dos mortos, os mortos abrem os olhos dos vivos
(Provérbio espanhol)

Que vem a ser, afinal, esta vida senão uma breve jornada para a morte?
(Lope de Vega)

Se morrer pelo seu príncipe é uma ilustre dádiva, quanto mais fazê-lo pelo seu Deus!
(Corneille)

Deus não morre!
(Garcia Moreno)


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