Maio de 2013
Caro Leitor
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Carta do Diretor

Caro leitor,

         Seguindo a boa praxe de no mês de maio abordar como matéria de capa um tema dedicado a Maria, oferecemos aos leitores admiráveis considerações de um abalizado mariólogo, o Pe. Émile Neubert, falecido em meados do século passado.

         Ele pertenceu à Sociedade de Maria, ou Marianistas, congregação fundada no século XIX pelo Pe. Guillaume-Joseph Chaminade, um ardente devoto da Virgem Santíssima que prenunciou a seus discípulos — como também ao Papa Gregório XVI, em carta a ele enviada — que a próxima era da humanidade seria a do triunfo de Nossa Senhora, de Cristo e de sua Igreja. Previsões similares às de São Luís Grignion de Montfort, o grande missionário francês e doutor marial dos séculos XVII e XVIII.

         A obra do Pe. Émile Neubert, Maria Santíssima como a Igreja ensina, teve em vista preencher uma lacuna apontada pelo autor. Embora ele reconheça que houve um considerável avanço doutrinário no plano da mariologia na época contemporânea, tal progresso se afirmou predominantemente entre os teólogos. E, segundo seu parecer, seriam necessárias obras de mariologia que contivessem ensinamentos metódicos estabelecendo a vinculação entre os tratados profundos e os livros de devoção mariana; que fossem simples para a intelecção dos devotos de Maria, mas suficientemente sólidas para fundamentar essa piedade.

         A mencionada obra — de cujo primeiro capítulo transcrevemos excertos em nossa matéria de capa — atinge em larga medida o anseio do autor. Julgamos mais apropriada a transcrição desses excertos, para que os leitores tomem contato direto com o estilo teológico, sólido e preciso da parte inicial do livro — fundamento dos capítulos seguintes, apenas enunciados na matéria que aqui publicamos.

         Almejamos assim ajudar os leitores a realizar um desejo comum a todos: o de se instruir com certa profundidade no conhecimento de nossa Mãe Santíssima. E dessa forma complementar suas leituras de piedade marial que visam, na expressão do Pe. Neubert, mais a edificar. Nesse sentido, ele observa no prefácio da obra: “É fácil prever que, se a devoção a Maria se baseia menos no dogma do que no sentimento, será tão instável como o sentimento”.

        

Que Nossa Senhora, junto com a admiração, conceda a todos os prezados leitores esse fecundo aprofundamento intelectual das maravilhas da doutrina mariana.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

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