Maio de 2013
Correspondência
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Correspondência

Publicação indispensável

         Se não tivesse lido a revista com a matéria principal sobre as questões que aterrorizam a América do Sul [artigo de Alfredo Mac Hale], sobretudo com as ameaças da revolução chavista, estaria como me encontrava: mais perdido que cego em tiroteio. Com essa leitura, o que estava muito emaranhado no quadro sul-americano ficou ordenado em minha cabeça. Por isso, não quero mais perder em nenhum mês essa publicação indispensável para as famílias e para todos aqueles que se esforçam por compreender os acontecimentos do ponto de vista católico.

(G.M.S. — RJ)

 

“Monarquia” comunista...

Acho engraçado constatar contradições quando leio manifestações de esquerdistas contra a monarquia, como por exemplo a que rege o império britânico, sob o cetro da soberana, sempre elegante, Rainha Elizabeth II. Esses mesmos esquerdistas acham inteiramente natural que o irmão de Fidel Castro o substitua no “trono”, sem qualquer eleição do povo cubano para a escolha de seu novo “soberano”. O mesmo digo em relação à sucessão no “império” venezuelano: Hugo Chávez passou o “cetro” para Nicolás Maduro. Não deu para acreditar naquela imitação de eleições livres. Também, quando morreu o déspota Kim Il, este passou seu “cetro” para o filho, sem qualquer eleição entre os norte-coreanos. E a dinastia Kim continua. Não é engraçada essa “lógica” esquerdista?!

(H.T. — SC)

 

Chavismo sem Chávez

         As mesmas parlapatices do falecido Chávez são agora apresentadas por Maduro. Uma “reencarnação” do defunto coronel, que reapareceu num “pajaritochiquitito”, em seu sucessor... Este chegou à paranoia de dizer que o câncer que abateu o coronel Chávez foi inoculado pela conspiração organizada pelo “imperialismo ianque”... Não entendo como a Venezuela não deu um basta nessa comédia chavista. Com as eleições teria sido uma boa ocasião para acabar com a comédia. Mas não: saiu um fanfarrão e entrou outro. Será necessário Maduro cair de podre para a Venezuela voltar a acordar e voltar à normalidade?

(V.L.V. — BA)

 

Malefícios do rock

         Sem gostar muito, mas por modismo costumo (costumava) ouvir Rock, mas vou evitar e ver se consigo o mesmo de minhas duas filhotas. A entrevista do Mathias [von Gersdorff] mostra o Rock como música de ódio e violência. No início objetei, fiquei incrédula, depois apenas estranhei, mas no final da leitura estava convencida do prejuízo que esse tipo de música causa nas mentes, incentiva coisas diabólicas e nos afasta de Deus. Recomendo aos pais e professores estudarem essa entrevista para se darem conta dos danos que o Rock pode causar e passarem esse ensinamento para os jovens.

(M.J.C. — MG)

 

Cristo Rei do Universo

Muito obrigado por facultar-me o privilégio de receber a revista Catolicismo todos os meses. Neste mês [abril], por exemplo, fiquei bem instruída quanto aos problemas que atingem nossa Santa Igreja. Não tinha muita noção do problema de se exaltar a pobreza desprezando o aspecto do brilho e do grandioso que devem ter as coisas católicas. Claro, nosso Deus é grandioso e não um simples miserável. Ele é Rei e não se reduz à simplicidade de um miserável.

(F.O. — SP)

 

Culto da feiura em BH

Excelente a entrevista com o padre norte-americano Anthony Brankin. Um artigo majestoso, com o título “O culto à feiura no mundo revolucionário”. A feiura da nova “catedral” da Arquidiocese de Belo Horizonte encontra eco nas palavras desse grande sacerdote, com senso artístico aprimoradíssimo e sofisticado, quando nos apresenta o diagnóstico dessa patologia que é o modernismo, expandindo sua infecção no mundo das artes. Aliás, não me canso de dizer: feiura essa que custará cerca de 100 milhões de reais! A modernidade, de fato, expulsou a Beleza das igrejas católicas e, em seu lugar, impôs o vazio, o confuso, o feio, o deprimente.

(L.A. — MG)

 

La Salette e Fátima

Acredito, salvo melhor juízo, fazer parte da natureza da Verdade ser ela Una e Coerente. Como católico — conservador, tradicionalista — como me rotulo com orgulho, venho acompanhando o trabalho de Catolicismo e do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Deixo claro não estar rotulando nada nem ninguém, a não ser eu mesmo, de conservador e tradicionalista; detalhe estritamente pessoal. Fora isso, observando-se a coisa em conjunto, percebe-se a evolução e o trabalho da Igreja Católica — único repositório da Verdade — no sentido de preservar todo o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, contido no Novo Testamento, no mais alto escalão dentre os conceitos humanos, visando à constituição de uma civilização eminentemente católica voltada à salvação de todas as almas. É preciso levar em conta o simbolismo de Nosso Senhor Jesus Cristo ter nascido em uma manjedoura, deixando-nos clara sua natureza humana e o ensinamento da virtude da humildade, mas sendo sempre considerado como Rei e como Deus, devendo assim ser sempre considerado e louvado. Não há no mundo um rei ou um deus que habite uma caverna. Basta considerar com que pompa todo e qualquer povo pagão venera seus ídolos, construindo templos magníficos para abrigar alguma estatueta qualquer. Historicamente falando, a Igreja Católica vinha caminhando — e conduzindo a humanidade — sempre na direção de tudo o que fosse mais elevado e nobre no espírito do homem, a fim de conduzi-lo a Deus. Com tal intenção, acredito eu, deve ter sido erigida a primeira catedral do mundo. E assim todos os mosteiros, palácios e castelos de nobres e religiosos identificados com a Verdade dos Santos Evangelhos. Mesmo a forma das Igrejas, se se for ver, dirigidas para o alto, com as torres em forma de mãos postas em oração. Não é difícil observar, no entanto, especialmente do início do século XX para cá, mais intensamente após o Concílio Vaticano II, mudanças significativas no comportamento de nossos pastores de alma, algo que tem gerado bastante desconforto espiritual no seio dos fiéis, dúvidas, crises. Deixando de lado as razões da renúncia do então Papa Bento XVI e partindo para as atitudes inaugurais do atual Papa Francisco I, tenho comigo que algo deva estar errado, mas muito errado mesmo. Se a primeira impressão for a que vale, temos um Papa que caminha para o despojamento total de atitudes, incluindo toda a pompa e circunstância que sempre orientou a civilização católica e, sem entrar em detalhes nesse inopinado e insólito comportamento como desprezar vestes e cerimoniais, vem receber figuras políticas de duvidosa relevância, notoriamente socialistas, abortistas e de outros comportamentos destruidores da família. De modo que chego a temer que os próximos passos sejam demolir os mais significativos símbolos da multissecular doutrina católica, incluindo sua multissecular Verdade. Por tudo o que me tem sido mais caro em toda minha vida, não creio que este seja o caminho traçado pela Igreja, nos últimos dois mil anos, para alcançar o Reino dos Céus. O que mais me intriga e me impeliu a tecer tais considerações, é o fenômeno inusitado que gerou um consenso mundial em torno da defesa da “simplicidade”, tornando-se quase unanimidade universal (“toda unanimidade é burra”, já disse alguém): de todos os meus conhecidos pessoais, desde ateus, de esquerdistas a direitistas, até católicos fervorosos, passando por aqueles conhecidos como “católicos de sacristia”, até alguns ditos radicais. Não é possível que não haja algo, senão de errado, ao menos de muito estranho. Algo me diz que estamos fazendo um sinistro retorno aos mais elementares princípios esposados pela dupla Marx e Lênin, em termos de materialismo e igualitarismo. Deus queira que eu esteja equivocado e que Nossa Senhora me ilumine, porque o que mais vejo agora são as predições de La Salette e de Fátima se aproximando da concretização.

(N.A.T.G.P. — PR)

 FRASES

SELECIONADAS

 “Não me cansarei de dizer que não acuso o rico, mas o ladrão. Rico não é sinônimo de ladrão, nem opulento o é de avaro. Distingui bem, e não confundais coisas tão diversas. Sois ricos? Não há nenhum mal nisto. Sois ladrões? Eu vos acuso. Tendes o que vos pertence? Gozai-o em boa hora. Vos apoderais do bem de outro? Levanto minha voz para vos delatar... Os ricos são meus filhos; os pobres também”

(São João Crisóstomo)

 “Ser rico de fato e pobre no afeto é a grande ventura dos cristãos, porque ao mesmo tempo têm as comodidades das riquezas para esta vida e os merecimentos da pobreza para a outra”

(São Francisco de Sales)

 

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