Setembro de 2007
A política brasileira a respeito dos quilombos
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Carta do Diretor

 

Caro leitor,

Sempre com a preocupação de manter nossos leitores informados sobre temas de interesse para a causa católica e a Civilização Cristã, tanto no Brasil como no exterior, Catolicismo trata este mês, em sua matéria de capa, de um grave problema: a política brasileira a respeito dos quilombos. Se não for bem solucionada, tal política “quilombola” poderá contribuir decisivamente para desviar nossa Pátria do porvir glorioso com que sonhavam Nóbrega e Anchieta, e afinal precipitá-la no caos e na anarquia — meta final do comunismo.

Com efeito, estamos a braços com uma crise, toda ela articulada e artificial, desencadeada por ações do Poder Público, da esquerda católica e de certas ONGs, em torno do que se convencionou chamar os quilombolas. Inserem-se nesta categoria quaisquer afro-descendente que, com base em mera autodeclaração junto à Fundação Palmares, afirmem que determinada terra está em local outrora habitado por seus antepassados. A partir de tal declaração unilateral, o governo inicia um processo de desapropriação da referida terra!

Esse absurdo existe, desde que foi transformado em norma de ação pelo decreto 4887, do presidente Lula, de novembro de 2003. E não ficou só no papel: está sendo posto em prática, deixando sobressaltados legítimos proprietários rurais e urbanos de diversos Estados.

Além de sério atentado ao direito de propriedade –– assegurado por dois mandamentos da Lei de Deus, “não roubarás” e “não cobiçarás as coisas alheias” —, o decreto apresenta outra conseqüência terrível: atiçar a luta de raças em um País que, ao contrário de muitos outros, soube somar harmonicamente as qualidades das diferentes raças, derivando daí um povo inteligente, intuitivo, perspicaz e pacífico, graças à inspiração católica e à herança lusa. Ao se intentar jogar o negro contra o branco, ou vice-versa, está-se na verdade enxertando nesse corpo robusto e variegado, que é o Brasil cristão e multi-racial, a erva daninha de um apartheid, com todas as conseqüências desagregadoras que daí poderão advir.

Pela aplicação do mencionado decreto, o governo deverá responder diante de Deus e da História. Não só pelas injustiças patrimoniais a que dará lugar, como também pela chaga que abrirá no coração do Brasil.

Diante de tão sombrio panorama, Catolicismo não poderia omitir-se, confirmando sua atuação ao longo das várias crises que ocorreram durante os 50 anos de existência da revista. Por isso publica nesta edição matéria específica da lavra de seu competente colaborador e jornalista responsável, Nelson Ramos Barretto, conhecedor aprofundado do tema.

Desejo a todos uma boa leitura.

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho
Diretor

paulobrito@catolicismo.com.br

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