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Por que Nossa Senhora Chora?

 

Prostíbulo e igualitarismo

Todos os autores espirituais (no tempo em que os havia!) advertiam para o fato de que o instinto sexual desregrado não se satisfaz com nada e faz o homem precipitar-se de abismo em abismo.

No Rio de Janeiro, em plena Copacabana, projeta-se agora criar a Cidade do Sexo, um centro de entretenimento sexual (imagine-se o que pode ser isso!) e também de estudos, comércio, memória e medicina ligados ao tema. Foi concebido por um tal de Igor de Vetyemy, arquiteto, para ocupar a Avenida Princesa Isabel. Na parte de entretenimento, entre outras atrações, haverá cabines isoladas. O que parece significar que haverá também espaços comunitários para práticas sexuais.


Felizmente há um forte movimento na população do bairro opondo-se à construção desse complexo que, segundo tudo indica, seria um prostíbulo sofisticado. Para a presidente da Câmara Comunitária de Copacabana, Ema Fonseca, os moradores de Copacabana lutam para livrar o bairro do estigma da prostituição. Na opinião de Fernando Polônia, presidente da Associação Comercial de Copacabana, a idéia é absurda: “Com certeza, iria institucionalizar a prostituição que, infelizmente, já existe no bairro”.

Em plena Copacabana, projeta-se agora criar a Cidade do Sexo, um centro de entretenimento sexual
Prevendo a polêmica, o prefeito César Maia, ao invés de tomar todas as medidas legais para evitar que a cidade seja infectada pela realização desse projeto, “ofereceu ao arquiteto um helicóptero para sobrevoar o Rio e escolher outra área” (“O Globo”, 2 e 4-7-06). Vetyemy calcula em nada menos que R$ 260 milhões o custo de implantação.

Para consumar o horror, no desenho de Vetyemy a sinuosidade do edifício remete à prática sexual.

O prefeito chegou ao cúmulo de elogiar o projeto, que considera “excelente” e “de cunho educativo”. Só não concorda com o nome Cidade do Sexo e com o desenho da cobertura, que poderiam provocar reações. Em outras palavras, se o nome e o desenho forem menos rombudamente imorais, as consciências poderão ser adormecidas, e assim far-se-á engolir a aberração no seu conjunto.

Igualitarismo fanático

Deus criou homem e mulher fundamentalmente iguais quanto à sua natureza (ambos têm a mesma natureza humana) e desiguais quanto aos seus acidentes e atributos. Tal fato, de evidência primeira, é corroborado pela doutrina católica, que atribui direitos e deveres diferentes a ambos.

Por exemplo, do homem se exige que empregue mais força, da mulher mais suavidade; o esposo deve proteção à sua mulher e esta lhe deve carinho e apoio. A relação deles com os filhos também é diferenciada, segundo as aptidões de cada um. De tal maneira tudo isto é de bom senso, que quase dá vergonha lembrar.

Entretanto, vai ganhando campo nos tristes dias em que vivemos uma mentalidade fanaticamente igualitária, que passa por cima até das evidências primeiras. Assim, um projeto da deputada Iara Bernardi, do PT, já aprovado pela Câmara dos Deputados e encaminhado para a sanção do presidente, proíbe o uso de palavras masculinas em documentos oficiais, para designações coletivas que incluam mulheres.

Caso a lei seja sancionada por Lula, o termo “brasileiros”, usado para designar o conjunto da população, terá de ser substituído por “brasileiros e brasileiras”. Caso sancionada, a lei vai exigir que a palavra “homem”, quando estiver se referindo a pessoas de ambos os sexos, seja substituída por “homem e mulher”.

Iara é a mesma deputada que conseguiu a extinção do artigo que considerava crime o adultério, o que favorece o amor livre; e também a aprovação de uma lei que retirou do Código Penal as referências a “mulher honesta” e “mulher virgem”, rebaixando assim as honestas à mesma condição das outras.

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