Setembro de 2007
Paternidade desconhecida, miscelânea ecumênica, imagens profanadas, catástrofe neomissionária
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Por que Nossa Senhora Chora?


Paternidade desconhecida, miscelânea ecumênica, imagens profanadas, catástrofe neomissionária

 

 

 

 

 
As trágicas conseqüências da falta do pai em inúmeras famílias no País

Filhos sem pai — Como decorrência do neopaganismo moderno, não só decaiu enormemente o nascimento de crianças, como também cresceu o contingente daquelas que, nascendo, não têm pai. Freqüentemente são fruto de relações espúrias, por isso os pais não as reconhecem. Nem os lobos fazem isso!

Só na capital paulista, há 123.000 crianças em cuja certidão não consta o nome do pai. Em todo o Estado, são 350.000 que precisam de reconhecimento.

O fenômeno vai tomando proporção de calamidade pública. Uma parceria se estabeleceu entre a Corregedoria, o Tribunal de Justiça, a Secretaria da Educação, a Defensoria Pública e a ARPEN (Associação dos Registradores Civis da Pessoa Natural) para tentar fazer com que toda criança paulista venha a contar com o nome do pai no registro de seu nascimento (cfr. Coluna “Persona”, “O Estado de S. Paulo”, 3-8-07)

Indigna mixórdia religiosa — Na última edição dos Jogos Pan-Americanos, no Maracanã, a pretexto de ecumenismo, a Religião católica foi rebaixada ao nível, por exemplo, do espiritismo. Foi instituído durante aquele evento um chamado “Centro Ecumênico”, que se dividiu em quatro compartimentos: capela, sala de aconselhamento, sala de estar e secretaria. O altar da capela não tinha símbolos religiosos fixos. Os representantes dos segmentos convidados — católico, evangélico, espírita, judaico e muçulmano — “levam seus respectivos apetrechos aos cultos. [...] O padre Bruno Bastos Lins, por exemplo, carrega o crucifixo e uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. [...] Já o representante espírita Palmiro Costa dispõe de livros de Alan Kardec. [...] Cada segmento possui uma hora de celebração mais meia de aconselhamento” (cfr. “O Estado de S. Paulo”, 28-7-07).

Horrível dessacralização — As imagens de Jesus, de Maria Santíssima e dos santos ajudam os fiéis a elevarem suas almas para Deus. E nesse sentido são altamente sacrais. Agora, um movimento dessacralizante procura desmerecer o valor dessas imagens, aviltando-as à condição de brinquedos infantis.

A rede americana Wal-Mart, a mesma que andou fazendo propaganda do homossexualismo, vai comercializar agora bonecos de Jesus, Daniel, Moisés e outras figuras religiosas. Segundo a rede, o boneco de Jesus, o primeiro a ser lançado, terá 30 cm; o profeta Daniel terá 8 cm. Os brinquedos serão comercializados para fazer frente aos bonecos hoje mais vendidos pela indústria de brinquedos americana –– o Homem-Aranha e os Transformers. Segundo David Socha, fundador da One2believe, empresa que fabrica esses brinquedos, eles serão “divertidos” (cfr. “O Globo”, 31-7-07).

A notícia coloca esse fato no quadro do crescimento da venda de objetos cristãos, que está havendo nos Estados Unidos. Ao que parece, pois, é uma tentativa de desvirtuar um movimento bom com uma iniciativa injuriosa à Religião.

Pobres índios — A política indigenista dos neomissionários e outros está levando os pobres índios à catástrofe. Sem falar do enorme pecado que é evitar que eles acedam à Fé católica, são obrigados a viver em reservas, para “manter sua cultura”. Com isso são impedidos de se beneficiarem das vantagens da civilização. Não conseguindo sobreviver por si sós, com as ervas e mandingas que lhes legaram seus antepassados, os índios se vêem na contingência de depender totalmente das esmolas do governo.

“Em Dourados (MS), índios guaranis e caiuás invadiram um posto da Funai na cidade em protesto contra atraso na entrega de cestas básicas. Também houve morte de uma criança indígena de 2 anos ontem em Dourados” (“Folha de S. Paulo”, 2-8-07).

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