Maomé renasce
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Excertos

Maomé renasce

O perigo maometano, que hoje salta aos olhos, foi previsto por Plinio Corrêa de Oliveira com muita antecedência. Entretanto seus contemporâneos não lhe deram ouvidos.

Plinio Corrêa de Oliveira



 
Agentes policiais turcos trasladam o cadáver do Pe. italiano Andrea Santoro
A propósito de charges de Maomé, publicadas em periódicos europeus, estamos assistindo a violentas manifestações contra o mundo ocidental e cristão, bem como uma implacável perseguição aos católicos que vivem em países maometanos. Recentemente um sacerdote italiano, Pe. Andrea Santoro, foi baleado pelas costas e morreu quando rezava na igreja de Santa Maria Kilsesi, na cidade de Trabzon (Turquia); católicos são torturados ou assassinados, simplesmente pelo fato de não serem muçulmanos; sacrários são profanados; igrejas católicas incendiadas; imagens sagradas destruídas, etc.

Plinio Corrêa de Oliveira fez inúmeras advertências a seus contemporâneos sobre o perigo da ameaça islâmica. Se estas tivessem sido acatadas, tudo poderia ser muito diferente nos dias de hoje. Por exemplo, imigrações indiscriminadas de muçulmanos para a Europa teriam ocorrido?

A respeito do perigo islâmico, já na década de 1940 o Prof. Plinio publicou diversos artigos no “Legionário”, então órgão oficioso da Arquidiocese de São Paulo. A seguir, excertos de um deles de 15-6-1947 com o título Maomé renasce.

* * *

Manifestação contra as charges em Londres
“Quando estudamos a triste história da queda do Império Romano do Ocidente, custa-nos compreender a curteza de vistas, a displicência e a tranqüilidade dos romanos diante do perigo que se avolumava [...].

Desta ilusão, vivemos ainda hoje. E, como os romanos, não percebemos que fenômenos novos e extremamente graves se passam nas terras do Corão.

Falar na possibilidade da ressurreição do mundo maometano pareceria algo de tão irrealizável e anacrônico quanto o retorno aos trajes, aos métodos de guerra e ao mapa político da Idade Média [...].

Todas estas nações [maometanas] — estas potências, podemos dizer — se sentem orgulhosas de seu passado, de suas tradições, de sua cultura, e desejam conservá-las com afinco. Ao mesmo tempo, mostram-se ufanas de suas riquezas naturais, de suas possibilidades políticas e militares e do progresso financeiro que estão alcançando. Dia a dia elas se enriquecem [...]. Nas suas arcas, o ouro [adquirido pelo alto valor do petróleo] se vai acumulando. Ouro significa possibilidade de comprar armamentos. E armamentos significam prestígio mundial [...].

Tudo isto transformou o mundo islâmico, e determinou em todos os povos maometanos, da Índia ao Marrocos, um estremecimento [...]. O nervo vital do islamismo revive em todos estes povos, fazendo renascer neles o gosto pela vitória.

A Liga Árabe, uma confederação vastíssima de povos muçulmanos, une hoje todo o mundo maometano. É, às avessas, o que foi na Idade Média a Cristandade. A Liga Árabe age como um vasto bloco, perante as nações não árabes, e fomenta por todo o norte da África a insurreição [...].

Será preciso ter muito talento, muita perspicácia, informações excepcionalmente boas, para perceber o que significa este perigo?”

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