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Ação Contra-Revolucionária

Peru: alerta contra a neo-revolução indigenista

Enérgico e oportuno manifesto da entidade peruana Tradición y Acción esclarece a opinião pública e denuncia plano esquerdista de uma revolução indigenista na América Latina

Alejandro Ezcurra Naón
Correspondente – Peru

Indigenistas organizaram bloqueios na principal rodovia amazônica do Peru
Lima — Está cada vez mais claro que a agitação indigenista é atualmente uma das principais ferramentas de demolição revolucionária na América Latina.

Também o Peru — que, além de sua extraordinária riqueza cultural, é uma das economias mais pujantes do continente —sofre atualmente a ameaça indigenista. De 27 a 31 de maio último, realizou-se na cidade de Puno, perto da Bolívia, a IV Cúpula Continental de Povos Indígenas. O presidente boliviano, o marxista-leninista Evo Morales, enviou mensagem ao evento, na qual declara: “Este é o momento para que todos saibam que a nossa luta não termina, que da resistência passamos à rebelião e da rebelião à revolução”. Mais claro, impossível...

IV Cúpula Continental de Povos Indígenas
Há dois anos o Peru assinou um Tratado de Livre Comércio com os EUA (TLC), que previa a abertura da despovoada Amazônia (onde vivem pouco mais de 300 mil indígenas) à iniciativa privada, para o desenvolvimento de seus imensos recursos. Mas um setor do clero influenciado pela Teologia da Libertação e ONGs eco-ambientalistas espalharam entre os índios a informação — completamente falsa — de que os decretos regulamentando o TLC afetariam negativa e irreversivelmente suas comunidades. 

Devido a isso, promoveram um muito bem organizado protesto indígena, que misteriosamente conseguiu reunir membros de tribos muito dispersas pela imensa selva peruana. Organizaram bloqueios na principal rodovia amazônica, ocuparam estações de petróleo, etc., enquanto o principal líder indígena convocava à “insurgência”. Tal mobilização custou uma fortuna. De onde veio o dinheiro? Certamente dos mais de 4 milhões de dólares despejados por ONGs no ano passado, nas organizações indigenistas do Peru.

Nesta e nas fotos abaixo, cenas relacionadas com as violentas agitações na cidade de Bágua.
Após duas semanas desses bloqueios, as cidades da Amazônia peruana começaram a ficar desabastecidas. Assim, a polícia decidiu intervir e liberar a rodovia. Porém, na operação realizada no dia 5 de junho na periferia da cidade de Bágua, ao norte do país, elementos armados emboscaram a polícia e mataram nove agentes policiais. De imediato, algumas rádios de Bágua, controladas pela esquerda católica, começaram a espalhar a notícia de um “massacre” de “centenas de indígenas indefesos” pelos policiais. Tal boato, repetido pelas agências noticiosas internacionais, em questão de minutos deu a volta ao mundo...

Aquecidos os ânimos, outros policiais que guarneciam uma estação de petróleo a dezenas de quilômetros de Bágua foram brutalmente chacinados por indígenas, que ouviram as versões incendiárias dos rádios e haviam invadido o local. No total, morreram 24 policiais e nove índios. O Peru inteiro ficou estarrecido com a selvagem violência do episódio. Mas a mídia procurou, como é habitual, esconder o verdadeiro alcance revolucionário do caso. Por essa razão, Tradición y Acción por un Peru Mayor — valorosa organização dos discípulos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira —, que no Peru batalha em prol dos ideais da Tradição, Família e Propriedade, decidiu publicar uma declaração esclarecendo a opinião pública sobre o verdadeiro significado desse episódio, na estratégia revolucionária.

Sob o título Tradición y Acción alerta a opinião pública – O Peru na mira da neo-revolução pseudo-indígena, o manifesto (vide box na página seguinte) expõe que a estratégia comunista de destruir os estados nacionais para estabelecer republiquetas indígenas na América Latina data de mais de 80 anos, tendo sido elaborada por um congresso da Internacional Comunista em 1928. E acrescenta que a idéia de explorar os índios como massa de manobra, formulada por Fidel Castro em 1962, foi transformada em diretriz política pelo Partido Socialista da Espanha, em 1981, e é agora levada à prática pela Teologia da Libertação,irmã gêmea” do comunismo. A argumentação de Tradición y Acción baseia-se no best-seller Tribalismo indígena, ideal comuno-missionário para o Brasil no século XXI, no qual, há mais de 30 anos, Plinio Corrêa de Oliveira denunciava os rumos da revolução comunista na América Latina. 

O manifesto foi publicado em jornais de Lima e mais quatro capitais do interior: Arequipa, Trujillo, Cuzco e Cajamarca. Curiosamente, enquanto as repercussões favoráveis ao documento foram numerosas e entusiásticas, os habituais xingatórios da esquerda quando é denunciada brilharam pela sua ausência. Parece ter-se ela sentido envergonhada de se ver desmascarada, e certamente temerosa de que a denúncia de Tradición y Acción pudesse gerar uma polêmica, a qual seria ainda mais nociva para as hostes revolucionárias do que o próprio manifesto. O fato é que, após a publicação, toda essa agitação indigenista acabou se desfazendo.

Com tal manifesto, Tradición y Acción consolida-se no Peru como um pólo do pensamento católico, orientador da opinião pública face ao caos revolucionário, e cada vez mais influente na profundidade da vida do país.

Nas fotos, cenas relacionadas com as violentas agitações na cidade de Bágua.

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