Novembro de 1996
Está o Brasil à beira de um castigo divino?
Capa

Condenações da homossexualidade na Sagrada Escritura

São abundantes as categóricas condenações existentes na Sagrada Escritura, no ensinamento dos Padres e Doutores da Igreja, de Santos e de Papas das mais diversas épocas. Assim, o que transcrevemos neste quadro e no da página #.....# é apenas uma pequena amostra da doutrina da Igreja Católica sobre o assunto.

Antigo Testamento

* Pecado execrando -- "Aquele que pecar com um homem, como se ele fosse uma mulher, ambos cometeram uma coisa execranda, sejam punidos de morte; o seu sangue caia sobre eles" (Lev. 20, 13)

* O castigo divino sobre Sodoma e Gomorra -- "Fez, pois, o Senhor da parte do Senhor chover sobre Sodoma e Gomorra enxofre e fogo (vindo) do céu; e destruiu estas cidades, e todo o país em roda, todos os habitantes das cidades, e toda a verdura da terra. E a mulher de Lot, tendo olhado para trás, ficou convertida numa estátua de sal. (Gen. 19, 24-26)

Novo Testamento

* Apóstolo São Paulo -- "Não vos enganeis: nem os fornicadores, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, .... possuirão o reino de Deus". (I Cor. 6, 9-10)

"A lei não foi feita para o justo, mas para os injustos e desobedientes, para os ímpios e pecadores, para os irreligiosos e profanos, para os parricidas, matricidas e homicidas, para os fornicadores, sodomitas, .... e para tudo o que é contra a sã doutrina". (I Tim. 1, 9-10)

* Apóstolo São Pedro -- "E se [Deus] condenou a uma total ruína as cidades de Sodoma e de Gomorra, reduzindo-as a cinzas, pondo-as por exemplo daqueles que venham a viver impiamente; e livrou o justo Lot oprimido pelas injúrias e pelo viver luxurioso desses infames .... que todos os dias atormentavam a sua alma justa com obras detestáveis". (II Petr. 2, 6-8)

* São Judas Tadeu -- "Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas que fornicaram com elas, e se abandonaram ao prazer infame, foram postas por escarmento, sofrendo a pena do fogo eterno". (Jud. 1, 7)

Mais uma "barreira de horror" cairá?

Se por um lado o Projeto procura dar segurança aos homossexuais na prática de sua homossexualidade, por outro procura fazer com que esta seja aceita com toda a naturalidade pela sociedade em geral, mais especialmente pelos parentes e pessoas mais relacionadas com os praticantes do pecado contra a natureza. Estes teriam direito a um clima de solidariedade em torno deles. Assim, afirma a autora ainda em sua Justificação:

"A possibilidade de oficializar a união civil entre pessoas do mesmo sexo, permitirá, como nas uniões heterossexuais, que em períodos de crise os casais possam ser ajudados. .... Uma parceria legalizada será sinal de que o casal, gay ou lésbica, para suas famílias, amigos e sociedade, desejam manter uma relação de compromisso. .... A maioria dos homossexuais sozinhos não são reconhecidos pelas famílias. As pessoas com orientação homossexual possuem a mesma necessidade de segurança e proximidade que pessoas com orientação heterossexual, e devem ter direito ao mesmo apoio nas relações permanentes".

E mais adiante a autora volta a acentuar que a sociedade deve aceitar a união entre homossexuais, para o benefício e segurança destes:

"A atitude preconceituosa da sociedade resulta em isolamento para homossexuais e frequentemente dificulta suas vidas e até seus relacionamentos pessoais e estabilidade emocional. A possibilidade de regularizar uma situação de união já existente tornará estes relacionamentos mais estáveis. .... A vida social dos casais homossexuais também será afetada, fazendo com que sejam melhor aceitos pela sociedade e até pelas próprias famílias. .... Todas as provisões aplicáveis aos casais casados também devem ser direito das parcerias homossexuais permanentes. A possibilidade para casais de gays e lésbicas registrarem suas parcerias implicará na aceitação por parte da sociedade de duas pessoas do mesmo sexo viverem juntas numa relação emocional permanente".

Tríplice atentado contra a lei moral natural

Vemos assim que, do ponto de vista moral, este Projeto se apresenta como triplamente abominável e nefasto:

1 - No campo individual, estimula o pecador a manter-se em seu pecado -- pecado este muito grave, que, segundo ensinamento tradicional católico, clama a Deus por vingança (vide quadro à página !!!!) -- ao proporcionar-lhe segurança psicológica, social e econômica para a prática do mesmo.

2 - No campo social, induz a sociedade a encarar com naturalidade e simpatia tal pecado, incutindo-lhe um espírito de completa amoralidade e radical relativismo. Portanto é contrário também ao bem comum.

3 - No campo institucional, propõe ao Poder Público o reconhecimento oficial dessa forma de vida. Caso o Projeto venha a ser aprovado e sancionado, isto será mais uma afronta feita a Deus pelo Estado brasileiro, a ser acrescentada a várias outras, com a agravante de ser ainda pior que as anteriores.

Cólera divina será atraída sobre o Brasil

Escrevemos em uma revista que se norteia pelos princípios católicos, e cuja maioria dos leitores é católica, acredita em Deus e espera a manifestação de sua justiça. Se um país ofende muito gravemente a Justiça Divina através da multiplicação de pecados que são praticados com desfaçatez e arrogância por indivíduos, pela sociedade e pelo Estado, o que esse país deve esperar de Deus? Misericórdia? A misericórdia de Deus é para aqueles que a pedem, e não para aqueles que a desprezam. Este tríplice pecado não é um pedido de misericórdia, mas um desprezo da mesma.

Resta então a justiça. E a História tem mostrado que Deus castiga os povos e as nações que prevaricam (5), embora algumas vezes tal castigo tarde em chegar, parecendo até que não virá.

Aprovando o Projeto de lei comentado acima, o Brasil se colocaria entre as nações que podem recear, com boa margem de probabilidade, o desencadeamento da ira divina. Esta virá sobre todos, e não apenas sobre os governantes e legisladores que reconhecem e legalizam o pecado. Sobre todos os que o praticam, e também sobre aqueles que, embora sem o praticarem, encaram-no com naturalidade, indiferença ou simpatia. E principalmente sobre aqueles que, por sua própria condição, têm a obrigação e os meios necessários para combatê-lo e, por omissão ou por ação, não o combatem e até o favorecem.

voltar 1 | 2 | 3 | 4 Continua