Fevereiro de 2017
Carta do Diretor
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Carta do Diretor

Caro leitor,

       Nosso artigo de capa versa sobre matéria de suma importância. O verdadeiro católico deve não somente praticar a virtude teologal da fé, mas também ter o espírito de fé — infelizmente cada vez menos conhecido pela generalidade dos católicos e, portanto, pouco praticado.

       É indispensável que os católicos aprofundem as verdades básicas da Religião, aprendidas nas aulas de catecismo. Se tal aprofundamento ocorre a todo o homem em fases de sua vida — na juventude, na idade madura ou na velhice — quanto à cultura geral e profissional, ele também deveria se dar, a fortiori, em relação às verdades religiosas referentes a seu fim último, isto é, à vida eterna.

       Assim sendo, é muito recomendável que o católico estude apologética com vistas a refutar a falsa argumentação atinente ao Sacramento da Penitência ou Confissão, por exemplo.

       Todavia, o mero conhecimento intelectual necessário para uma boa formação católica não é suficiente. É preciso que a prática da fé seja completada pelo espírito de fé. Para exemplificar melhor seu significado, a matéria de capa desta edição explica que este espírito consiste na excelência da prática da própria virtude de fé.

       A seguir exemplifica com o sacramento da Penitência. Ressalta que o pecador, após seu pecado, encontra nesse sacramento a solução para se reconciliar com Deus. O móvel do confessionário é o tribunal que o próprio Criador instituiu para tal reconciliação. E Deus perdoa o pecador por meio do confessor, através de cuja laringe fala o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo.

       Outros aspectos do sacramento da Penitência que refletem essa excelência da fé são considerados pelo autor do artigo, como a clemência divina inesgotável, a inviolabilidade do segredo de confissão, a atmosfera sobrenatural que paira sobre o confessionário, a paz de alma do penitente arrependido após a confissão.

       O autor faz correlação entre confissão, culinária e civilização. O que poderá talvez causar certa surpresa, ou mesmo estranheza, em algum leitor. Convido-o a examinar essa matéria e o artigo seguinte (iniciado à p. 35), a fim de verificar que, de fato, tal correlação é real.

 

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

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