Fevereiro de 2017
Informativo Rural
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Movimento ambientalista é uma fraude

O Brasil não produz hoje a metade da borracha natural que consome. Gastamos 412 mil toneladas e produzimos apenas 193 mil toneladas de florestas plantadas. Menos de 1% da produção nacional vem do extrativismo dos seringais nativos. Nesse sentido, podemos dizer que o movimento ambientalista brasileiro constitui uma fraude. Nos anos de 1980, os seus ecólatras fizeram o mundo acreditar que o extrativismo representava o futuro da Amazônia. Era mentira. (Cfr. matéria do “Canal Rural”, publicada em 25-12-16: Setor de borracha no Brasil busca autossuficiência da produção.

(Cfr.http://www.codigoflorestal.com/2017/01/o-movimento-ambientalista-brasileiro).

 

 

Neve no Saara. Resfriamento global?

Boa parte do Hemisfério Norte ficou coberta de neve no fim de ano. Mas, o que dizer do deserto do Saara? Também uma região dele ficou coberta, 37 anos depois! Segundo noticiou o jornal inglês “Daily Mail”, na tarde de segunda-feira, 19 de dezembro de 2016, voltou a nevar no deserto africano. O fotógrafo amador Karim Bouchetata registrou o fenômeno na região de Ain Sefra (Argélia), situada a mil metros do nível do mar. A neve caiu por cerca de meia hora. O fenômeno havia sido visto pela última vez também em Ain Sefra, conhecida como Portão do Deserto, em fevereiro de 1979.

 

 

“Quem vai pagar esta conta?”

A pergunta em epígrafe foi feita ao ministro da Agricultura Blairo Maggi, em Marrakesh.

Para ele, os agricultores e pecuaristas brasileiros são atores que podem ajudar o meio ambiente, mas devem ser compensados. Aos produtores rurais cabe a tarefa de reflorestar 12 milhões de hectares e recuperar 15 milhões de pastagens degradadas, com vistas a melhorar a eficiência da pecuária e evitar novos desmatamentos.

Cabe-lhes também ampliar a área de plantio direto e reduzir o uso de nitrogênio nos adubos pela inoculação de rizobiuns nas gramíneas, disse o ministro, que calcula em cerca de US$ 40 bilhões o custo das intenções previstas no Acordo de Paris.

Quem vai pagar esta conta? – Questiona Blairo Maggi, acrescentando que os agricultores do Brasil fornecem alimentos a mais de um bilhão de pessoas utilizando apenas 8% do território nacional para plantio e 19,7% para pecuária, e ainda preservam às suas custas 11% do território brasileiro em suas propriedades. (Cfr.http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Sustentabilidade/noticia/2016/11/acordo-do-clima-vai-custar-us-40-bilhoes-ao-brasil-diz-maggi.html).

 

Indústria de invasão indígena

O vereador indígena Aguilera de Souza, de Dourados (MS), defende que a Polícia Federal investigue quem está por trás das invasões de áreas nas imediações da Reserva Indígena e alerta as autoridades sobre a presença de estranhos.

Ele classificou ainda como “muito importantes” as denúncias feitas pelo cacique guarani Renato Machado, uma das principais lideranças da Reserva Indígena de Dourados, sobre manipulação nas invasões de propriedades vizinhas às aldeias. “Li a matéria antes de sair de casa e posso afirmar que essa situação preocupa muito as famílias da Reserva Indígena de Dourados, mesmo porque não concordamos com essas ocupações”, enfatizou Aguilera, em entrevista por telefone.

Durante sessão da Câmara Municipal, o vereador ocupou a tribuna para cobrar uma investigação séria da Polícia Federal (PF) sobre a presença de famílias indígenas de outros municípios, e até de outras etnias, nas invasões de áreas particulares em Dourados.

Disse ele: “A Polícia Federal precisa investigar isso, porque essas pessoas vêm de outras localidades e acabam passando para a sociedade a impressão de que tais ocupações estão partindo das famílias indígenas de Dourados”.

 

 

Salvação com nova lavoura

Após os contratempos climáticos de 2016, o Brasil deverá ter safra recorde de grãos este ano. O agronegócio pode, assim,crescer o triplo do esperado para a atividade econômica em geral (0,5% a 0,7%), estimam economistas, ajudando o PIB do País a ficar positivo em 2017.

A expectativa de uma safra recorde levou economistas a apostarem no agronegócio como a salvação para que a economia brasileira não amargue o terceiro ano sem crescimento no ano que se inicia.

De acordo com o Banco Santander, o setor deve ser responsável por metade do magrocrescimento econômico previsto para o País em 2017, de 0,7% nas contas do banco (o mercado espera 0,5%). O PIB do agronegócio, que representa quase um quarto (22%) do PIB nacional, deve crescer 2%, quase três vezes mais, segundo a CNA. Só o PIB agropecuário, que tem peso menor na economia, de 5%, deve crescer 4,2% este ano, depois de cair 6 % em 2016, segundo projeções do Santander. (Fonte: Daiane Costa, “O Globo”, 4-1-17).

 

Alimentar o mundo

 

Evaristo de Miranda

O mais vendido refrigerante do mundo define sua missão como a de “saciar a sede do planeta”. A missão do Brasil já pode ser: saciar a fome do planeta. E com os aplausos dos nutricionistas.

Em 2015 o Brasil produziu 207 milhões de toneladas de grãos para uma população de 206 milhões de habitantes. Ou seja, uma tonelada de grãos por habitante. Só a produção de grãos do Brasil é suficiente para alimentar quatro vezes sua população, ou mais de 850 milhões de pessoas. Além de grãos, o Brasil produz por ano cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata, inhame, batata doce, cará etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas.

Frutas — A agricultura brasileira produz, ainda, mais de 40 milhões de toneladas de frutas, em cerca de 3 milhões de hectares. São 7 milhões de toneladas de banana, uma fruta por habitante por dia. O mesmo se dá com a laranja e outros citros, que totalizam 19 milhões de toneladas por ano. Cresce todo ano a produção de uva, abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco...

Às frutas tropicais e temperadas se juntam 10 milhões de toneladas de hortaliças, cultivadas em 800 mil hectares e com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos e, por aí, vai longe.

À produção anual de alimentos se agrega cerca de 1 milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis — da palma ao girassol — e de uma grande diversidade de palmitos.

Não menos relevante é a produção de 34 milhões de toneladas de açúcar/ano, onipresente em todos os lares, restaurantes e bares. A produção vegetal do Brasil já alimenta mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, usando para isso apenas 8% do território nacional.

Carnes — E a tudo isso se adiciona a produção animal. Em 2015 o País abateu 30,6 milhões de bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. É muita carne. Coisa de 25 milhões de toneladas! O consumo médio de carne pelos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ano ou 2,5 kg por pessoa por semana. A estimativa de consumo médio de carne bovina é da ordem de 42 kg/habitante/ano; a de frango, de 45 kg; e a de suínos, de 17 kg; além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas, codornas...), peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas) e outros animais.

Mudança e agradecimento — Em 50 anos, de importador de alimentos o Brasil tornou-se uma potência agrícola. Nesse período, o preço dos alimentos caiu pela metade e permitiu à maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada e a erradicação da fome. Esse é o maior ganho social da modernização agrícola e beneficiou, sobretudo, a população urbana. O Brasil saiu do mapa dos países com insegurança alimentar.

Como o crescimento da população e das demandas urbanas, o que teria acontecido na economia e na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis. Era para a sociedade brasileira agradecer todo dia aos agricultores por seu esforço de modernização e por tudo o que fazem pelo País. A Nação deve assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional.

Caminho da recuperação no campo — As pistas estão no agronegócio. Sinais de recuperação, ainda escassos em outros setores, aparecem bem mais claramente na atividade do campo.

A melhora da economia brasileira em 2017, depois de dois anos de recessão, pode começar pelo campo, com uma safra de grãos de 213,1 milhões de toneladas — se o tempo, como se espera, for favorável.

Sinais de recuperação, ainda escassos em outros setores, aparecem bem mais claramente na atividade do campo. Se as previsões se confirmarem, os produtores, com mais dinheiro, poderão dar um bom impulso aos negócios, inicialmente no interior e depois em toda a cadeia de circulação de bens e serviços. Além disso, a maior oferta de alimentos e matérias-primas garantirá preços mais estáveis e previsíveis, mas esse efeito dependerá também do desempenho de outros tipos de lavouras e da pecuária.

A colheita prevista para a safra 2016-2017 será 14,2% maior que a da temporada anterior, pelos números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subordinada ao Ministério da Agricultura. Esse aumento compensará com alguma folga o recuo do ano anterior, quando a produção, de 186,6 milhões de toneladas, prejudicada pelas condições do tempo, foi 10,6% menor que a de 2014-2015. (Fonte: “O Estado de S. Paulo”, 12-12-16).

 

Agronegócio sustenta maior superávit da história da balança comercial brasileira

A balança comercial do Brasil teve o maior resultado positivo da história em 2016. Com sete produtos entre os dez mais exportados pelo País durante o ano, o campo teve participação decisiva no maior superávit registrado pela balança comercial brasileira desde o início da série histórica, em 1989.

No último ano, a diferença entre as exportações e importações ficou em US$ 47,7 bilhões (o recorde anterior havia sido obtido em 2006, com US$ 46,4 bilhões).

Em parte, o saldo é consequência da recessão econômica no Brasil e do dólar em alta, que levaram a uma queda de 20,1% nas importações. Por outro lado, a moeda americana valorizada evitou um tombo maior nas exportações e a receita caiu apenas 3,5%, com destaque para a soja, que ganha pelo montante e continua sendo a campeã do comércio exterior (as vendas da oleaginosa renderam US$ 19,3 bilhões); e para o açúcar também, cujas exportações cresceram 40,35% em receita, totalizando US$ 8,3 bilhões.

Ao todo, o montante exportado pelo Brasil em 2016 foi de US$ 185,2 bilhões e as importações ficaram em US$ 137,5 bilhões, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). (Fonte: “Gazeta do Povo”, 3-1-17).

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