Abril de 2013
A Paixão de Cristo revive na Paixão da Igreja
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A Paixão de Cristo revive na Paixão da Igreja

Plinio Corrêa de Oliveira

           

A evidência dos fatos deixa patente que a partir do concílio Vaticano II penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a "fumaça de Satanás" de que falou Paulo VI, a qual se foi dilatando dia-a-dia mais, com a terrível força de expansão dos gases.

 A evidência dos fatos deixa patente que a partir do Concílio Vaticano II penetrou na Igreja, em proporções impensáveis, a “fumaça de Satanás” de que falou Paulo VI, a qual se foi dilatando dia-a-dia mais, com a terrível força de expansão dos gases. Para escândalo de incontáveis almas, o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo entrou no sinistro processo da como que autodemolição, a que aludiu aquele mesmo Pontífice, em Alocução de 7 de dezembro de 1968.

        Quando, porém, viu a História, antes de nossos dias, uma tentativa de demolição da Igreja, já não mais articulada por um adversário, mas qualificada de como que autodemolição em altíssimo pronunciamento de repercussão mundial?A História narra os inúmeros dramas que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana sofreu nos 20 séculos de sua existência. Oposições que germinaram fora d’Ela, e de fora mesmo tentaram destruí-la. Tumores formados dentro d’Ela, extirpados, contudo, pela própria Esposa de Cristo, mas que, já então de fora para dentro, tentaram destruí-la com ferocidade.

E, evidentemente, todos esses pecados produziram sofrimentos verdadeiramente inenarráveis no Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, que pulsava de dor no peito da Santíssima Virgem enquanto Ela estava de pé junto à Cruz.A atitude normal de um católico vendo a Igreja, sua Mãe, passar por essa crise deve ser antes de tudo de profunda tristeza, porque é lamentável que isso seja assim. É um perigo para incontáveis almas que a Igreja seja afligida por tal crise. E, por essa razão, pode-se ter a certeza de que quando Nosso Senhor, do alto da cruz, viu todos os pecados que haveriam de ser cometidos contra a obra da Redenção que Ele consumava de modo tão profundamente doloroso, sofreu enormemente em vista de tal gênero de pecados, cometidos em nossos dias.

Considerando quanto Nosso Senhor e sua Santíssima Mãe sofreram por causa do que agora está se passando, é impossível não se ficar consternado, muito mais do que em qualquer Sexta-Feira Santa anterior, porque talvez este seja um dos pontos mais agudos da Paixão, e que se mostra em toda a sua hediondez nas atuais circunstâncias da vida da Igreja. [...]

 

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Excertos de artigo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, distribuído à imprensa em 25-2-1994.

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