Abril de 2013
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Carta do Diretor

 

 

 

 

Caro leitor,

Como matéria de capa desta edição, Catolicismo apresenta aspectos capitais da atual situação de nosso continente. E o faz não só para denunciar as sérias ameaças que pairam sobre a América do Sul, como também para apontar as medidas que parecem mais indicadas para evitar que tais ameaças se tornem uma realidade difícil de reverter.

O ponto de irradiação delas, já se vê, é o “movimento bolivariano” comunistizante, cujas células cancerígenas desprendidas do organismo de seu outrora jactancioso caudilho contagiaram a Venezuela e deitaram metástases em países como o Equador, a Bolívia e a Argentina.

Com efeito, o sinistro conluio entre o falecido presidente Hugo Chávez e o brutal regime marxista estabelecido em Cuba — conduzido com mão de ferro pelos irmãos Castro — não foi capaz de conter o câncer mortal que vitimou o presidente venezuelano, mas conseguiu assim a sua irradiação.

Apesar de a situação venezuelana ser “a de um país em guerra” — segundo avaliação de um professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) — após 14 anos de governo chavista, será difícil ao oposicionista Henrique Capriles sobrepujar nas próximas eleições o herdeiro de Chávez, Nicolás Maduro, ocupante interino da Presidência da República. Isto porque a situação político-militar do país é dominada por um esquema cubano-chavista, fazendo recear a continuação do regime chavista opressor.

Nas recentes eleições presidenciais do Equador — com enorme índice de abstenção, grande número de candidatos opositores e muita pressão governamental sobre os meios de comunicação —, prevaleceu Rafael Correa, fiel seguidor do chavismo, que conseguiu também obter maioria no Congresso.

E na Argentina, a presidente Cristina Kirchner — outra aliada do “movimento bolivariano” — intensificou o processo de hegemonia do Poder Executivo sobre os demais poderes do Estado.

Assim, em várias nações sul-americanas, governos populistas de inspiração marxista vão adotando políticas cada vez mais radicais.

Em face dessa situação altamente preocupante, é imperioso que em seus respectivos países os setores de oposição antimarxista rejeitem o espírito capitulacionista e de conciliação com as correntes marxistas, quaisquer que sejam os sofismas e as promessas apresentadas por seus porta-vozes.

*    *    *

Apresentamos ainda, nesta edição, matéria alusiva à recente eleição do Papa Francisco, acontecimento de transcendental importância para a Igreja Católica e com desdobramentos muito consideráveis na esfera temporal.

Desejo a todos os leitores uma proveitosa leitura,

Em Jesus e Maria,

Paulo Corrêa de Brito Filho

Diretor

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