Abril de 2013
Na Europa... e no Brasil
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Por que Nossa Senhora Chora?

Na Europa... e no Brasil

  liberdade de expressão se reduz cada vez mais para os cristãos na Europa”— adverte o conceituado professor e historiador italiano Roberto de Mattei, em seu boletim “Correspondance Européenne”, de fevereiro/2013.

A onda cristianofóbica deixa cada vez mais livre o caminho para a blasfêmia e dificulta a reação dos que professam os princípios cristãos de se pronunciar contra o aborto, a eutanásia e o homossexualismo.

Trata-se de uma tentativa brutal da parte dos dirigentes da União Europeia de subverter as leis e os costumes até aqui vigentes em nações cuja formação histórica e moral, bem como os princípios norteadores são devidos à ação e ao influxo seculares da Santa Igreja Católica.

Explica o citado professor: “A imposição da união contra a natureza entre pessoas do mesmo sexo, a introdução do delito de homofobia, que proíbe toda forma de defesa da família natural, a tentativa de reprimir juridicamente a objeção de consciência àqueles que se recusam a cooperar com homicídios como o aborto e a eutanásia, a promoção da blasfêmia na publicidade, nos filmes e peças teatrais são formas de ódio e de intolerância em face dos princípios e das instituições cristãs, obras da ditadura do relativismo contemporâneo.”

*        *        *

Infelizmente, a situação não se afigura menos sombria no Brasil. Se ainda não sofremos a pressão ateia — sob capa de laicismo — de uma União Europeia, entretanto temos partidos políticos e organizações sociais que forçam de todos os modos, com penalidades acachapantes para quem não seguir, a adoção de leis anticristãs.

Ainda recentemente houve manifestações muito assanhadas contra um deputado eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Motivo? O fato de o mesmo se manifestar contrário ao “casamento” entre homossexuais. E paira sobre as cabeças de todos os brasileiros a ameaça de aprovação de um projeto de Código Penal cristianofóbico até sua medula.

Homossexuais fantasiados de eclesiáticos e religiosas católicos

Não podemos nos omitir, escudados no fato de que são minorias que pensam assim e se entregam a essas pressões. Na História da humanidade foram sempre minorias bem organizadas que se assenhorearam do poder e impuseram suas leis a uma maioria acomodada e inerte, ora pela força, ora pela pressão. Basta lembrar o caso paradigmático da Revolução Francesa de 1789.

Nossa Senhora chora não somente por presenciar os assaltos da impiedade, mas também por ver a inércia daqueles que deveriam opor-se, denunciar, bradar, lutar... e não o fazem.

“Tudo isto não pode ser tolerado. Os cristãos não permanecerão inertes”— conclui o Prof. de Mattei.

Se quisermos verdadeiramente consolar Nossa Senhora — tanto em suas dores não exteriorizadas quanto em suas diversas manifestações de pranto — não basta nos entregarmos a arroubos sentimentais, perfeitamente infecundos. É preciso lutar.

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