Abril de 2013
Informativo Rural
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Informativo Rural

A agropecuária deverá liderar o crescimento econômico

Em 2013, o aumento no valor bruto da produção agropecuária no Brasil deverá saltar de R$380 bilhões para R$450 bilhões, ou seja, um acréscimo de 18,2%. Para que esta estimativa se confirme, muito contribuirá o crescimento da economia, previsto em 3,18% neste ano, segundo o boletim Focus do Banco Central. Diante disso, consultorias econômicas preveem que o setor liderará a retomada do PIB em 2013, com crescimento superior ao da Indústria e dos serviços.

(Fonte: “O Estado de São Paulo”,31-1-13)

 

O gargalo do agronegócio              

O gargalo é a infra-estrutura. Enquanto a indústria brasileira amargou em 2012 uma queda na produção de 2,7% e sofre há anos de um forte esvaziamento decorrente de certas avarias em alguns de seus subsetores, o agronegócio exibe pujança. A nova projeção para o ano aponta para a produção de 183 milhões de toneladas de grãos.

Entretanto, faltam condições de armazenamento e transporte. Paulo Molinari, da consultoria Safras&Mercado, vê grande descompasso entre os ritmos da produção e o de investimentos na última década.

Nas zonas de produção há falta de armazéns, de portos modernos, de estradas em boas condições, de ferrovias e hidrovias. Operamos nesta área com total irresponsabilidade do setor público. Seus olhos só se voltam para as “favelas rurais” produzidas pela Reforma Agrária, para a pretensa “agricultura familiar” (entendida no sentido utópico-socialista de única salvadora da fome no mundo), para a delimitação de novas terras ditas indígenas, para a criação de falsos quilombos e de uma verdadeira psicose ambientalista que só sabe ver no agropecuarista um predador da natureza.

(Fonte: “O Estado de São Paulo”,12-2-13)

  

Nenhum outro segmento contribui tanto para o desenvolvimento econômico e social do País quanto o agronegócio

“Abram alas para o agro”

Sob o título acima, a senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), publicou um artigo na “Folha de S. Paulo”, no qual afirma que a luta pela estatização do campo – projeto antigo da esquerda revolucionária – tenta atribuir ao produtor rural a responsabilidade pelas mazelas sociais do País, quando a realidade é precisamente o oposto. Nenhum outro segmento contribui tanto para o desenvolvimento econômico e social do País quanto o agronegócio, responsável há anos não apenas pelos sucessivos superávits da balança comercial brasileira, mas também por 30% dos empregos formais do Brasil.

Mais. O agro brasileiro é hoje modelo para todo o mundo. Estudo publicado pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a produtividade agrícola em 156 países constata que o crescimento do Brasil neste setor foi de 4,04% na década de 2000, enquanto a média mundial foi de 1,84%. O País é o que mais incorpora tecnologia de produção e mais investe no aprimoramento de sua mão de obra. Apesar disso, o produtor é não raro falsamente acusado de promover trabalho escravo e perseguido.

Acusam-no também de ser predador ambiental, quando a realidade é bem outra. O produtor brasileiro preserva nada menos que 61% de nosso território com cobertura vegetal nativa (554 milhões de hectares), e utiliza para a produção de alimentos menos de um terço (27,7%), ou seja, 274 milhões de hectares.

Por tudo isso o nosso produtor rural deve ser tratado como herói, e não como vilão, como pretendem os utopistas do socialismo caboclo.

 

 Ameaça à produção de alimentos

Uma velha praga volta a ameaçar a agricultura brasileira, pondo em risco a eficiência, o poder de competição e a liderança internacional conquistados em décadas de muito investimento e intensa modernização tecnológica: é o primário e demagógico intervencionismo, orientado por objetivos políticos de curto prazo.

Após comprometer a saúde financeira da Petrobrás e a produção de etanol com sua desastrada intromissão, o governo se prepara agora para mexer politicamente nos preços dos alimentos e desarranjar o agronegócio. OConselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep),criado recentemente por decreto presidencial, será o instrumento dessa lambança – a mais nova demonstração de voluntarismo da presidente Dilma Rousseff. O novo conselho usurpará funções até agora atribuídas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e geralmente exercidas com eficiência quando subordinadas a critérios técnicos. Esses critérios serão obviamente colocados em um segundo ou terceiro plano, com a previsível politização das decisões.

Somente a intenção de politizar a formação e a administração de estoques de alimentos pode explicar a instituição do Ciep. Se a presidente da República estivesse descontente apenas com a ação técnica dos atuais dirigentes da Conab, poderia simplesmente substituí-los.

Em vez de combater a inflação, o governo tem procurado conter os índices através do controle do preço dos combustíveis, do corte de alguns impostos para baratear produtos selecionados e da tentativa de administrar o câmbio.

Mexer no mercado para derrubar alguns preços selecionados é um jogo perigoso, tentado no Brasil, em outros tempos, com péssimos resultados. Seria insanidade ressuscitar a velha Sunab, a desastrosa Superintendência Nacional do Abastecimento. A presidente Dilma Rousseff deveria se lembrar disso. Não é necessária muita cultura econômica para entender esses fatos.

Esta é mais uma espada de Dâmocles sobre a cabeça de nossos agropecuaristas.

(Fonte: “O Estado de São Paulo”,22-2-13)

  

Política Indigenista, vergonha do Brasil

Em seu célebre livro Tribalismo indígena — Ideal comuno- missionário para o Brasil no século XXI, escrito há mais de 30 anos, Plinio Corrêa de Oliveira denunciou uma corrente de missionários contrária à catequização dos índios e à sua integração na sociedade. Um sistema tribal pagão é o ideal desses neomissionários orientados pela Teologia da Libertação. As previsões do autor se confirmaram por completo. 

O livro foi reeditado recentemente, acrescido de uma segunda parte na qual os jornalistas Nelson Ramos Barreto e Paulo Henrique Chaves contam o que viram na reserva Raposa-Serra do Sol e o que pesquisaram no Mato Grosso e em Santa Catarina, além de transcreverem importantes entrevistas com várias personalidades que confirmam em tudo as teses do Prof. Plinio.

Hoje, apesar de o Supremo Tribunal Federal ter declarado inconstitucionais as demarcações de novos territórios ditos indígenas e proibido a ampliação dos já existentes, a FUNAI (Fundação Nacional do Indio), em conluio com o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), organismo ligado à CNBB, continuam “inventando” novas terras pretensamente indígenas. Por exemplo, no Mato Grosso do Sul, onde em 8 de janeiro de 2013 a FUNAI publicou Portaria identificando uma suposta área indígena de 41.751 hectares em Iguatemi. Entretanto, no processo existe um mapa – colocado provavelmente por um funcionário desavisado – que inclui, além de Iguatemi, Paranhos, Tacuru, Coronel Sapucaia e Amambai, somando mais de 200.000 hectares! Uma verdadeira insanidade.

Tudo isso configura uma perseguição aberta à propriedade particular rural, entretanto responsável pela comida abundante e farta na mesa do trabalhador, e sustentadora do PIB nacional! Tal é o socialismo.

As “quase favelas rurais” do Ministro Gilberto Carvalho

 Apesar de tardio, foi contundente o reconhecimento por Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e elemento de ligação com os
Victor Soares / ABr
movimentos sociais, de que os assentamentos de trabalhadores sem-terra criados pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) se transformaram em “quase favelas rurais”. Criada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira há mais de 30 anos, a expressão “favela rural” tem sido amplamente utilizada para descrever a realidade da Reforma Agrária. Só que o crescimento da referida “favela” foi tão desmesurado, que hoje ninguém pode escondê-lo. E o “quase” do ministro deixa transparecer sua vergonha pela constatação.

(Fonte: “O Estado de São Paulo”,18-2-13)

 

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