Brasil: pobres pagam pelo coletivismo
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A Realidade Concisamente

ONGs sob investigação

Marcello Alencar, governador do Rio de Janeiro, criou por decreto publicado no Diário Oficial do Estado de 23 de janeiro um grupo de trabalho destinado a investigar a situação fiscal das ONGs e o destino que está sendo dado aos vultosos donativos, enviados especialmente de países de Primeiro Mundo.

Há denúncias de malversação de fundos, má utilização, desvios, etc. Rubem César Fernandes, coordenador do movimento Viva Rio e diretor-executivo do Instituto de Estudos da Religião (ISER), uma ONG, considerou "estranha" a suspeita do governador, mas reconheceu que no passado foi comum a utilização do caixa 2 pelas ONGs.

Narco-democracias

Na Colômbia, no México, na Argentina, na Bolívia, no Paraguai, há escândalos envolvendo a corrupção política causada pelo dinheiro da droga.

Grandes traficantes financiam campanhas políticas, subornam altos funcionários, há assassinatos mal esclarecidos que se admite estarem ligados com o tráfico. A promiscuidade entre o mundo da droga e os três poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) ameaça contaminar todo o aparelho estatal, lançando-o num descrédito junto ao público, perigosíssimo para sua estabilidade. Os eleitores ficarão muito mais abertos à possibilidade de qualquer tipo de aventuras.

No Brasil, as denúncias relativas ao jogo do bicho, ao bingo, caminham no mesmo sentido. A solução é difícil, pois, com a decadência da moralidade pública, o número potencial de infratores cresceu assustadoramente. E "a ocasião faz o ladrão"!

Menino prodígio, milionário e delinqüente

O ator Macaulay Culkin tem hoje 15 anos. Foi superastro aos sete, como protagonista do filme Esqueceram de mim.

A fama precoce, a feroz disputa entre os pais pela sua guarda, e a má educação recebida perturbaram o garoto, que se transformou em um vândalo. Pintou o cabelo de azul e promove noitadas com os irmãos e amigos, em que fumam e bebem até ficarem embriagados. E é um péssimo aluno.

Que futuro terá esse jovem a quem tudo parecia prometido?

 

 

Hino Nacional em ritmo de samba, de rock, de reggae

O comercial de fim de ano da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) representou um passo a mais na quebra do respeito, da compostura, da gravidade -- numa palavra, da sacralidade -- que deve existir não apenas no meio religioso, mas perpassar a própria sociedade temporal.

O Hino Nacional, na música e na letra, expressa o sentimento que os brasileiros têm pela sua Pátria. Pátria vem de pater, palavra latina para pai. O amor à Pátria tem o seu equivalente no amor ao pai. Em certos aspectos, é mais importante do que este. Assim como o amor aos pais não se pode manifestar dignamente num ambiente de pagodeira, também o amor à Pátria deve expressar-se sempre com elevação.

Em sentido contrário, a publicitária que criou a propaganda da ECT acha que o Hino Nacional deve ser um hit musical. Para ela, cada intérprete deve entoar o Hino à sua maneira, em qualquer ritmo.

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Na Itália, peregrinação em baixa, turismo cultural em alta

A Itália possui 85% do patrimônio artístico e cultural europeu. Anualmente, esse país recebe 35 milhões de visitantes.

Em Roma, mais de 50% dos turistas que visitam igrejas e museus católicos o fazem por interesse meramente cultural. Apenas 20% consideram-se peregrinos.

Se os números são lamentáveis para a Capital da Cristandade, ao contrário, somente a Basílica de Santo Antônio, que se encontra em Pádua, recebeu sete milhões de peregrinos em 1995.

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Uso inescrupuloso da curiosidade infantil

Difunde-se pelo Brasil o uso das camisetas do Big Johnson entre os pré-adolescentes, garotos de 9 a 11 anos. Estampam sempre um homenzinho feio, rodeado de moças, e têm frases de sentido dúbio, entendidas como alusivas a atos imorais.

As camisetas custam por volta de 30 reais, e as cópias piratas saem por mais ou menos 10 reais. Muitas mães de família compram esse instrumento de corrupção de seus filhos, e acham tudo muito divertido. Trata-se do mesmo público-alvo do malsinado conjunto Mamonas Assassinas.

Em tudo isso, onde está a preocupação de preservar a inocência, de formar personalidades de bom caráter? Parece que já ninguém se lembra da terrível maldição de Nosso Senhor sobre os que escandalizassem os pequeninos: "melhor fora que atassem uma pedra ao pescoço e se atirassem ao mar".

Permissivismo e desleixo no ensino

Cada ano, 6000 advogados inscrevem-se no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Secção de São Paulo, para obter a licença para o exercício da profissão. Cerca de 75% são reprovados.

É um triste sintoma do nível baixíssimo em que foi precipitado o ensino do Brasil, sobretudo por causa de políticas governamentais desastradas, permissivistas e condescendentes.

Fábio Ferreira de Oliveira, presidente da Comissão de Estágio e Exame, expõe a razão do fato desolador: "O aluno chega à universidade sem base cultural e sem saber escrever". Em outras palavras, ensino primário e secundário profundamente deficiente.

Além do desconhecimento da língua e do Direito, muitos inscritos não sabem expor o pensamento de forma lógica. Numa das questões do exame, o candidato deve fazer uma justificação jurídica. "Muita gente simplesmente transcreve o enunciado do problema proposto. Não consegue elaborar nem desenvolver um raciocínio de convencimento. E a tarefa do advogado é convencer" -- afirma Fábio de Oliveira.

Nas provas, há candidatos que em vez de habeas corpus utilizam Corpus Christi, acham que o pretório excelso foi um ilustre jurista mineiro, usam Meretríssimo em vez de Meritíssimo, para se dirigir a um Juiz de Direito, e estão certos de que Fazenda Pública é uma propriedade rural a que todos têm livre acesso e direito de uso!

Brasil: pobres pagam pelo coletivismo

O Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, calculou que, se nas décadas de 80 e 90 o Brasil tivesse mantido o crescimento médio das três décadas anteriores, em vez de um Produto Interno Bruto de 360 bilhões de dólares, teria alcançado um de 2 trilhões de dólares. A renda per capita não seria de 2.770 dólares, mas de 12.500.

Quais as causas dessa tragédia econômica que afeta todos os brasileiros, mas especialmente os pobres? Uma, todos vêem: a irresponsabilidade com que é gerida a coisa pública entre nós, o que ocasiona desperdício, corrupção, má aplicação de recursos etc.

Irresponsabilidade que está muito ligada à decadência da seriedade, de hábitos morais sadios, de educação exigente. Numa palavra, que está ligada à diminuição da influência religiosa e à decadência da moralidade familiar.

A outra causa é o estatismo selvagem, que foi característico de políticas econômicas governamentais, em graus um tanto diversos, desde a década de 30. Um dos pontos altos do estatismo selvagem foi a Carta de 1988 -- denominada Constituição Cidadã --, objeto hoje de lentas e dispendiosas modificações.

O perigo do denuncismo irresponsável

Em 1994, duas mães de alunos da Escola Base, localizada no bairro da Aclimação em São Paulo, procuraram o Delegado Edélcio Lemos, do 6º Distrito Policial, e denunciaram que seus filhos estavam sofrendo abusos sexuais naquele estabelecimento. O delegado intimou os donos, o casal Saulo e Mara Nunes, e deu declarações sensacionalistas à imprensa. A mídia, por seu lado, montou um verdadeiro circo a respeito. A escola foi depredada por magotes enfurecidos e acabou fechando. Mais de um ano depois, a Justiça inocentou os proprietários da Escola Base. Tudo havia sido invenção. Mas a escola fechou, e os antigos donos hoje passam por sérias dificuldades financeiras, morais, psicológicas. O casal Saulo e Mara Nunes enviou carta ao Presidente Fernando Henrique, na qual consta: "Na hora de prender pessoas inocentes em nome da lei, tudo é feito de forma rápida e inconseqüente, mas, na hora de reparar erros, a Justiça se omite. Quem irá apagar de nossas cabeças as lembranças de termos ficado três dias presos? Tivemos nossas vidas devastadas, arruinadas, desmoralizadas".

Estados Unidos: uma radiografia dos últimos 50 anos

Foram publicados alguns dados muito interessantes sobre a evolução dos Estados Unidos nos últimos 50 anos. Em 1945, a expectativa de vida era de 65,9 anos. Subiu para 75,7 em 1995. A renda per capita era de US$ 6.367 em 1945, e subiu para US$ 14.696 em 1995. O nível de pobreza era de 39,7% em 1945, e desceu para 14,5% em 1995.

Até aí tudo bem, e poder-se-ia concluir que o país está num mar de rosas. Mas vejamos a outra face da medalha: as crianças nascidas fora do matrimônio, em 1945, constituíam 3,9% do total; mas em 1995 perfazem nada menos que 31% do total. Ou seja, a moralidade pública caiu assustadoramente. As folhas e frutos ainda estão aparentemente saudáveis, enquanto o apodrecimento avança nas raízes.

Desafio das grandes cidades

Especialistas em combate à criminalidade, procedentes de diversos países, reuniram-se na capital carioca sob a coordenação da Associação Comercial do Rio de Janeiro, a fim de encontrar soluções para a situação de grave insegurança em que se debate a população.

As conclusões deram origem a documento sob o título Carta do Rio de Janeiro.

Entre as medidas propostas, destacam-se: modificações na legislação penal, controle do uso de armas, combate às drogas e implantação de uma nova política penitenciária.

O Sr. Sidharta, representante da Gndia, foi o único a referir-se ao aspecto religioso do problema da criminalidade. Segundo ele, na Gndia os conflitos religiosos substituem, atualmente, a guerra fria.

Diante da assustadora criminalidade no Rio e em qualquer megalópolis hodierna, como não considerar seu aspecto religioso?

Evidentemente, à medida que os indivíduos, as famílias e a sociedade colocaram em segundo plano o Decálogo e os preceitos da Igreja, abriram caminho para a desagregação que agora sofrem.

Distanciamento da fé católica, resultante de um processo que há séculos vem implantando gradativamente seu terrível anti-decálogo.

Pena que o documento final não tenha posto em relevo que uma verdadeira conversão, em nível pessoal e também social, é requisito indispensável para um eficaz combate à criminalidade.

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