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Ação Contra-Revolucionária

Chile: dia de luto para a instituição familiar

Consternação não apenas para a família, mas para todo o país, devido à recente aprovação da lei do divórcio. Vigorosa reação de Acción Familia contra a nova legislação.

  • Juan Antonio Montes

Acción Familia em campanha na cidade de Concepción
Em 17 de maio, com a promulgação da lei do divórcio, o Chile deixou de figurar na honrosa lista dos poucos países do mundo que ainda respeitam a indissolubilidade do vínculo conjugal.

Depois de quase 10 anos de tramitação no Parlamento, um projeto  divorcista finalmente foi aprovado com a unanimidade dos votos da esquerda e o apoio de não poucos parlamentares de partidos de centro-direta.

Os promotores da nova legislação sustentaram que, desta forma,  evitar-se-iam as chamadas fraudes de nulidade — um recurso que a antiga lei de matrimônio civil contemplava —, que consistiam em obter, com base em falsas testemunhas, a anulação dos matrimônios civis. Com o pretexto de acabar com tais fraudes, os promotores do projeto divorcista extinguiram o matrimônio indissolúvel. O Parlamento atuou como um oculista que, para acabar com um defeito na vista de seu paciente, não encontrasse melhor solução que reduzi-lo à cegueira...

Um dos aspectos mais escandalosos de toda a tramitação e posterior aprovação do projeto de divórcio foi ter sido apresentado e apoiado pelo Partido Democrata Cristão, integrado em sua quase totalidade por deputados e senadores  que se dizem católicos.

Se a DC (Democracia Cristã) conseguiu apoio popular no passado, foi graças a seu nome de cristã e ao respaldo a ela concedido por importantes autoridades eclesiásticas.

Não se poderia entender tão completa negligência dos representantes da Democracia Cristã em defender a indissolubilidade do vínculo conjugal, se os promotores do divórcio não tivessem encontrado apoio em alguns setores eclesiásticos.

Nesse sentido, apesar das declarações de bispos contrários ao divórcio, não faltaram vozes eclesiásticas dissonantes, que prepararam o terreno para sua aceitação; tais vozes, apesar dessa atitude censurável, mediante campanha televisiva, contraditoriamente foram obrigados a reconhecer os péssimos frutos do divórcio na educação dos filhos.

*     *     *

Acción Familia, entidade de leigos católicos que se honra em continuar no Chile a gesta do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em defesa da  família, enviou centenas de milhares de mensagens aos eleitores, pedindo que manifestassem a seus representantes a seguinte contradição: terem sido eleitos como católicos, e posteriormente manifestado seu apoio ao projeto de lei divorcista.

Segundo informaram meios de comunicação, “as caixetas postais dos senadores ficaram abarrotadas” com tais mensagens remetidas pelos eleitores católicos, pedindo coerência aos parlamentares. Sem embargo, os representantes políticos preferiram fazer ouvidos moucos à voz de seus representados.

Tal atitude não ficou sem sanção por parte do eleitorado. Sintoma do rechaço da opinião pública aos parlamentares  democrata-cristãos foi que os deputados que redigiram o projeto original de divórcio não se reelegeram. O próprio Partido Democrata Cristão diminuiu sua votação em benefício do partido de centro-direita, que inspirou desconfiança no eleitorado quanto ao projeto divorcista, e atuou no sentido de defender a indissolubilidade matrimonial.

Em seu empenho de destruir as raízes e as tradições cristãs da família no Chile, os promotores da revolução cultural que flagela o país não se dão por satisfeitos apenas com a introdução do divórcio. Eles já se articulam para aprovar também o aborto e as uniões homossexuais.

O futuro dirá até onde a Democracia Cristã e seus conselheiros eclesiásticos levarão a incoerência entre seu nome de cristã e sua ação demolidora da família.

 

 

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