Nossa Senhora de Longpont
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Página Mariana

Nossa Senhora de Longpont
(Longpont - França, 3 de março)

A observação do vôo de certos pássaros ou a existencia de plantas flutuando sobre as águas, aju­davam experientes marinheiros deduzir a proximidade da ­terra procurada.

Assim, no meio do turbulento mar do paganismo, a Divina Providência foi permitindo a alguns povos discernir sinais de algo extraordinariamente bom que se aproximava. Desta forma, na história de povos, foram aparecendo indícios de que a terra firme da verdadeira Fé estava por ser alcançada.

Um fato impressionante sucedeu com ancestrais dos católicos franceses. Mais de meio século antes do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma Virgem era venerada pelos gauleses. Nos bosques considerados sagrados - de Longpont e depois de chartes - esses bárbaros cultuavam a Virginem parituram (Virgem que dará à luz). Os druidas, sacerdotes celtas, não lhe conheciam o nome, mas sim um dos seus principais privilégios. Sabiam que existiria uma Donzela que, permanecendo Virgem, daria à luz um Filho, o Esperado das Nações. Daí o título de Virgem que dará à luz, com que A designavam.

Desconhece-se como, no meio de aspectos sinistros do culto dos druidas, tenha-se esgueirado tão maravilhosa crença.

Não há provas, por exemplo, de que pudessem ter conhecido a célebre profecia de lsaías: "Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um Filho" (Is. 7, 14).

Amostra expressiva de como a Providência pre­parava a conversao da França foi o que se seguiu à edificação do altar da Virgem no Bosque de Chartres. O régulo Prisco, tocado pelas palavras de um sacerdote druida, diante de seus súditos, cheio de confiança, consagrou seu reino Àquela que daria à luz o Desejado das nações. Os assistentes, então, consa­graram-se igualmente Àquela Virgem privilegiada.

São Dionísio (séc. III), primeiro Bispo de Paris, colheu frutos dessa semeadura. Os gauleses logo acreditaram na boa nova: a Virgem que honravam já havia dado à luz o Salvador. Tendo continuado a instruí-los na doutrina católica, eles logo aceitaram o batismo. São Dionísio deixou-lhes como apóstolo Santo Yon, que edificou em Longpont um santuário dedicado à Virgem.

É significativo que a milenar família Capeto, que ocupou papel central na História da França, manteve sempre particular devocão a Nossa Senhora de Long­pont.

No século XI, ao tempo da famosa Ordem de Cluny, o segundo rei da família Capeto, Roberto o Piedoso, iniciou a construção de novo templo dedi­cado a Nossa Senhora, em agradecimento por sua coroação.

Com efeito, seu direito ao trono havia sido con­testado por senhores feudais. Nao houve outro meio de solucionar o impasse senão por meio de um com­bate a dois. Roberto o Piedoso foi representado pelo Conde de Anjou que venceu o embate, não tanto pela força de seu braco, mas por uma maravilhosa arma que trazia: o cinto de Nossa Senhora. Essa preciosissima relíquia estava de posse da Casa Real da França desde Carlos Magno, que a recebera da Imperatriz lrene de Constantinopla. Como se sabe, segundo piedosa tradição, o Apóstolo São Tomé recebeu o cinto de Nossa Senhora no exato momento de Sua gloriosa Assunção.

São Luís IX, rei de França, da mesma dinastia dos Capetos, foi também muito protegido por Nossa Sé­nhora de Longpont. Pois sua mãe, Branca de Castela, então regente, com freqüência o conduzia àquele santuário pedindo à Virgem especial proteção ao jovem príncipe durante sua minoridade.

O famoso São Bernardo de Claraval foi um dos muitos ilustres peregrinos que visitou Nossa Senhora de Longpont, que está localizado a 97quilômetros a nordeste de Paris.

Fontes de Referência:

Marques de la Franquerie, La Vierge Marie dans l'Histoire de France, Imprimerie Lussaud Frères, Auxis, 1939, pp. 3-12


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