Dezembro de 2008
Na comemoração do centenário natalício do inspirador de Catolicismo
Capa

Na comemoração do centenário natalício do
inspirador de Catolicismo

No dia 13 deste mês, Plinio Corrêa de Oliveira completaria 100 anos. Na pequena e aprazível São Paulo do início do século passado, nascia no aristocrático e aconchegante palacete da família Ribeiro dos Santos aquele que muito justamente foi cognominado “O Cruzado do Século XX”. Em comemoração desse centenário, dedicamos a matéria de capa desta edição ao destemido líder católico, idealizador, sustentáculo, principal colaborador e alma de Catolicismo.

Centúria que é ocasião para renovarmos nossa resolução de prosseguir na mesma linha editorial com a qual o Prof. Plinio marcou Catolicismo desde sua primeira edição, em janeiro de 1951, com a memorável matéria intitulada A Cruzada do Século XX — artigo-manifesto delineando a finalidade e o ideal que deveria nortear o “Grupo de Catolicismo”:

“É esta nossa finalidade, nosso grande ideal. Caminhamos para a civilização católica que poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros do mundo romano nasceu a civilização medieval. Caminhamos para a conquista deste ideal, com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar todos os obstáculos, com que os cruzados marcharam para Jerusalém”.

Ocasião também para manifestar nossa imorredoura gratidão e prestar homenagem a nosso inesquecível articulista, falecido em 3 de outubro de 1995. Poderíamos qualificá-lo como nosso modelo, mestre e guia no exercício do jornalismo católico. Com efeito, se Catolicismo continua, contra ventos e marés, a Cruzada iniciada por Plinio Corrêa de Oliveira, a ele o devemos.

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Na presente edição, nossa homenagem consiste em proporcionar aos leitores matéria — que, em seu conjunto, nunca abordamos — a respeito das três grandes devoções de Plinio Corrêa de Oliveira: sua devoção ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora e ao Papado.

Mons. de Ségur (1820 – 1881), filho da célebre condessa de Ségur, pregava essas três devoções como sendo as “três rosas dos bem-aventurados” — devoções essenciais a um verdadeiro católico, de um predestinado e predileto do Altíssimo.

Sobre essas grandes e indissociáveis devoções, são tantas as considerações tecidas pelo Prof. Plinio ao longo de quase sete décadas, que a redação de Catolicismo se deparou com uma dificuldade: o “embaraço da escolha”. No vasto acervo de livros, ensaios, artigos, entrevistas e conferências da lavra desse grande intelectual católico do século XX, que trechos escolher para compor este trabalho? Resolvemos simplesmente compendiá-los, selecionando excertos para esta publicação.

A Direção de Catolicismo

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