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Na comemoração do centenário natalício do
inspirador de Catolicismo

No dia 13 deste mês, Plinio Corrêa de Oliveira completaria 100 anos. Na pequena e aprazível São Paulo do início do século passado, nascia no aristocrático e aconchegante palacete da família Ribeiro dos Santos aquele que muito justamente foi cognominado “O Cruzado do Século XX”. Em comemoração desse centenário, dedicamos a matéria de capa desta edição ao destemido líder católico, idealizador, sustentáculo, principal colaborador e alma de Catolicismo.

Centúria que é ocasião para renovarmos nossa resolução de prosseguir na mesma linha editorial com a qual o Prof. Plinio marcou Catolicismo desde sua primeira edição, em janeiro de 1951, com a memorável matéria intitulada A Cruzada do Século XX — artigo-manifesto delineando a finalidade e o ideal que deveria nortear o “Grupo de Catolicismo”:

“É esta nossa finalidade, nosso grande ideal. Caminhamos para a civilização católica que poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros do mundo romano nasceu a civilização medieval. Caminhamos para a conquista deste ideal, com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar todos os obstáculos, com que os cruzados marcharam para Jerusalém”.

Ocasião também para manifestar nossa imorredoura gratidão e prestar homenagem a nosso inesquecível articulista, falecido em 3 de outubro de 1995. Poderíamos qualificá-lo como nosso modelo, mestre e guia no exercício do jornalismo católico. Com efeito, se Catolicismo continua, contra ventos e marés, a Cruzada iniciada por Plinio Corrêa de Oliveira, a ele o devemos.

*       *       *

Na presente edição, nossa homenagem consiste em proporcionar aos leitores matéria — que, em seu conjunto, nunca abordamos — a respeito das três grandes devoções de Plinio Corrêa de Oliveira: sua devoção ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora e ao Papado.

Mons. de Ségur (1820 – 1881), filho da célebre condessa de Ségur, pregava essas três devoções como sendo as “três rosas dos bem-aventurados” — devoções essenciais a um verdadeiro católico, de um predestinado e predileto do Altíssimo.

Sobre essas grandes e indissociáveis devoções, são tantas as considerações tecidas pelo Prof. Plinio ao longo de quase sete décadas, que a redação de Catolicismo se deparou com uma dificuldade: o “embaraço da escolha”. No vasto acervo de livros, ensaios, artigos, entrevistas e conferências da lavra desse grande intelectual católico do século XX, que trechos escolher para compor este trabalho? Resolvemos simplesmente compendiá-los, selecionando excertos para esta publicação.

A Direção de Catolicismo

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