Maio de 2009
Em sua 3ª edição, Grande Ato Público em Defesa da Vida
SOS - Família

Em sua 3ª edição,
Grande Ato Público em Defesa da Vida

Pouco noticiado por órgãos da mídia, o evento reuniu considerável público na praça da Sé, em São Paulo. Sinal da crescente reação contrária à aprovação do aborto no Brasil.

Paulo Roberto Campos

A um sinal meu, o motorista do táxi abriu a porta. Entrei e cumprimentei:

Boa tarde!

— Aborto é uma lei assassina! –– respondeu o taxista.

Estranho esse cumprimento! Muito estranho, mas perfeitamente compreensível em quem presenciara a grande manifestação anti-aborto, ocorrida em 28 de março último no centro da capital paulista. O taxista, que faz ponto na praça da Sé, percebera que eu estava saindo da manifestação, e perguntou-me se tudo tinha transcorrido bem.

Muito bem! Foi ótimo!

— Mesmo eu estando de fora, deu para notar o engajamento do povo.

— É verdade! Gente entusiasmada, vinda de diversos bairros e até de outras cidades, para manifestar seu repúdio à legalização do aborto. O Sr. classificou muito bem: “lei assassina”.

 
Dr. Cícero Harada, dirigindo-se aos participantes

Até o táxi parar diante do prédio onde moro, a conversa versou sobre a questão do aborto no Brasil, e sobre o ato que tinha se encerrado havia pouco na praça da Sé. Assim como o cumprimento inicial, a despedida também foi estranha, reveladora de uma nova mentalidade que está nascendo:

Bom fim de semana! –– disse eu.

— Para o senhor também. Viva a vida!

Não pude deixar de responder, usando essa nova forma de despedida:

Viva a vida!

A Dra. Marília de Castro abriu o evento

Esse pequeno fato é apenas um exemplo, entre milhões, de quanto o povo brasileiro reprova a prática abortiva. O que confere com o resultado de uma pesquisa de opinião do constatando que 87% da população são contrários ao aborto.

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No meio da multidão, destaca-se um gonfalão do movimento “Nascer é um Direito”, uma campanha da Associação dos Fundadores.

A 3ª edição do Grande Ato Público em defesa da Vida foi organizada pelo Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto, e contou com a participação de várias associações pró-vida.

Após o Hino Nacional, a advogada Marília de Castro, coordenadora estadual, abriu o evento diante de um público estimado em mais de 10 mil pessoas.

 

No palco montado na espaçosa praça, expressaram sua posição anti-aborto representantes de diversos setores da sociedade civil e religiosa. Sob diferentes aspectos, demonstraram como a vida deve ser defendida desde a concepção até a morte natural; conclamaram a todos para atuar na defesa da vida desde a concepção; e pediram para se manterem alertas, manifestando-se sempre contrários a projetos de lei abortistas.

Fragorosas derrotas da “bancada do aborto”

 

 

 Muitas e muitas páginas seriam necessárias para reproduzir tudo o que foi expresso pelos diversos oradores. Na impossibilidade de o fazer, apresento apenas este breve resumo, para informar o leitor sobre o andamento do Projeto de Lei abortista (PL 1195/91), o qual constitui prioridade de governo para a bancada petista.

Público estimado em mais de 10 mil pessoas.

No dia 3 de maio de 2008, o projeto abortista foi rejeitado na Comissão de Seguridade Social e Família por 33 votos contra zero. Dois meses depois, no dia 9 de julho, foi novamente rejeitado na Câmara dos Deputados (Comissão de Constituição e Justiça), desta vez por 57 x 4. Nas duas votações, a maioria dos parlamentares pró-aborto, percebendo que seriam derrotados, retiraram-se do recinto...

A Dra. Alice Teixeira, professora associada de Biofísica da UniFESP/EPM na área de Biologia celular, portou uma camisa negra, segundo explicou, em sinal de luto pelos milhões de nascituros mortos pelo aborto em nosso País. Encerrou suas palavras com um louvável conselho: “Eu convido todos os católicos a rezarem o terço, pedindo que o Brasil fique livre do crime do aborto e pedindo a conversão dos abortistas”.
Devido à flagrante derrota, deveria o projeto ser considerado inconstitucional e arquivado. Entretanto, o deputado (e ex-guerrilheiro) José Genoíno, por manobras regimentais, obteve a reabertura dele para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados — o que poderá ocorrer proximamente.

Assim como os anteriores atos anti-aborto realizados em São Paulo e em outros estados influenciaram na votação, da qual resultaram duas derrotas para a bancada abortista, esta terceira manifestação poderá também influenciar beneficamente o Congresso Nacional para derrotar definitivamente o nefando PL 1195/91.












Lei do aborto: a “descriminalização do crime”

Também esteve presente o dep. federal Paes de Lira

Se a bancada petista obtiver vitória, poderá ser legalizado o aborto no Brasil em qualquer caso, e até o 9º mês de gravidez! (desde a concepção até o momento do parto). Seria, portanto, a legalização do crime em sua forma extrema.

Assim sendo, os oradores conclamaram todos os presentes a demonstrar o repúdio da imensa maioria dos brasileiros à legalização do aborto; e também pressionar os congressistas a votarem contra. A causa pela vida poderá assim obter a vitória no plenário da Câmara, apesar das manobras dos deputados e do lobby internacional pró-aborto.

 

Os que pretendem tornar legal a matança de nascituros inocentes não descansarão enquanto não conseguirem alcançar seu nefando intento. Não descansemos também nós, até conseguirmos a vitória definitiva: impedir a descriminalização do crime do aborto. Uma lei assassina, como a definiu o motorista de táxi.