Outubro de 2006
Vitrais da catedral de Reims
Ambientes, Costumes e Civilizações

Vitrais da catedral de Reims

Luz que convida à contemplação

Plinio Corrêa de Oliveira

Chamamos as obras do engenho humano de “netas” de Deus porque, sendo a alma humana filha de Deus, aquilo que o espírito humano engendra é “neto” de Deus. Engendrando os “netos” de Deus, que são as verdadeiras obras de arte, o homem prepara-se para, quando comparecer diante do eterno Juiz, eterna Verdade e eterna Beleza, voar de entusiasmo rumo a Ele.

Não vou elogiar aquilo que salta aos olhos: a harmonia magnífica dessa esplêndida “neta” de Deus, que é a catedral de Reims, onde se coroavam os reis de França.


No interior desse templo religioso podemos admirar rosáceas tão bonitas, que dir-se-ia ter sido o prédio construído para dar sustentação à beleza delas. É verdade que as rosáceas existem para que a luz entre no interior do edifício, mas não a luz clara de todos os dias, e sim a luz um pouco coada, um tanto filtrada, que convida à contemplação e cria um ambiente místico de recolhimento.













Além disso, os medievais aproveitavam os vitrais para representação de cenas da história da Igreja, de histórias do Antigo e do Novo Testamento e de mil símbolos da doutrina católica, para ensinar os povos por meio de figuras. As catedrais eram denominadas na Idade Média bíblias dos analfabetos. Uma pessoa que não soubesse ler e escrever podia compreender toda a História Sagrada através dos vitrais!


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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 10 de fevereiro de 1974.

Sem revisão do autor.