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Dupla fraude:
dois milhões (!) de homossexuais

No noticiário da mídia, os participantes da passeata homossexual na Av. Paulista variam de 1,8 a 2,5 milhões. Comprovamos matematicamente que isso é um exagero grosseiro e denunciamos sua dupla fraude.

  • Gilberto Miranda

Amplamente alardeada pelos promotores da passeata homossexual na Av. Paulista (29-5-05), e longamente antecipada pelos principais órgãos da mídia, a participação de dois milhões teria mesmo de ser consignada pelo noticiário. Uma verdadeira imposição de números, como se houvesse uma ditadura interessada em propagandear um crescimento exponencial do número de homossexuais ou simpatizantes.

Ninguém nega que havia uma multidão na Paulista. Mas... dois milhões?!

Momento de densidade máxima na passeata de homossexuais, com 1.170 participantes em 550 m²
Em nosso informe anterior (vide Catolicismo, novembro/2004), demonstramos que em toda a Av. Paulista não cabem mais de 600.000 pessoas de pé, mesmo se estivessem aglomeradas como em elevador lotado. Esse é o número máximo possível, resultante de cálculos objetivos. O número total, incluindo no cálculo a área da Consolação e outras, é reduzido para 500.000 pelo matemático Tristão Garcia, e para 550.000 pelo Prof. Pablo Augusto Ferrari, da USP.

Na passeata de 2004 não havia pessoas aglomeradas como em elevador lotado, além de não ocuparem durante o pico toda a extensão da Paulista. As notícias sobre o evento acenavam para 1,5 milhão, mas sustentamos que o número real teria de ser reduzido para muito menos de 600.000.

Na passeata deste ano o total era significativamente maior, mas os mesmos cálculos e conclusões são ainda inteiramente válidos. Portanto, permanece inalterada a afirmação: não havia na Av. Paulista mais de 600.000 pessoas. Mas esses números matematicamente calculados e indiscutíveis são espichados ao gosto dos interessados. Como se arranjaram para comprimir (ou imaginar) lá três ou quatro vezes mais pessoas? Num passe de mágica, sai da cartola uma imensurável “população flutuante”, quadruplicando inexplicavelmente com fantasmas o público estatisticamente quantificável. Mais de três fantasmas para cada pessoa. Isso acrescenta diversidade ao grupo, que merece passar a GLBTF.

Eis aí a primeira fraude: é impossível juntar na Paulista mais de 600.000 pessoas, mas o número propagandeado oscila entre 1,8 e 2,5 milhões. Houve até exaltados que foram muito além, chegando ao inimaginável: 5 milhões. Bem... papel aceita tudo. E na cabeça de ativistas os números podem ser metabolizados à vontade.

A grande maioria eram espectadores não homossexuais

Mas há uma segunda fraude: eram todos homossexuais? Algum leitor que tenha estado na Paulista como curioso, mero espectador, pode estranhar a pergunta. Mas é isso mesmo que o noticiário procura insinuar: dois milhões de homossexuais na Paulista. As reportagens passam “como gato sobre brasas” sobre o assunto, para elidir a pergunta. Uma pesquisa predominantemente entre os que desfilavam – e que, portanto, estavam pelo menos manifestando o seu apoio – mostrou que grande percentual destes não eram homossexuais. É importante distinguir uns de outros, e o assunto tem de ser encarado de frente. É o que faremos a seguir.

A exposição fotográfica prolongada apresenta "tremidos" apenas os participantes, pois só estes se deslocavam
Para documentar o que afirmaremos, tivemos o cuidado de fotografar e filmar toda a passeata do alto de um edifício com localização adequada, entre as ruas Augusta e Haddock Lobo. Era um ponto por onde passariam obrigatoriamente todos os que desfilavam. A partir do início do desfile às 15:40h até o final, fizemos 235 fotos com uma câmera de 3,1 megapixels e 133 com outra de 6,1 megapixels. O intervalo entre as fotos foi de aproximadamente 1 minuto, tempo suficiente para abranger inequivocamente todos os participantes do desfile à medida que se punham no ângulo de visão das câmeras.

As fotos demonstram de modo incontestável que havia duas populações distintas: 1) os que desfilavam; 2) os que apenas assistiam. Os participantes, ou seja, os que desfilavam, usavam apenas a pista Paraíso-Consolação. Os mesmos que por ali passavam ocupavam depois a Consolação, e pode ser qualificado de fraudulento o cálculo que considere, para efeito da estimativa do número de participantes, a soma das áreas dos dois logradouros, pois estaria computando grosso modo as mesmas pessoas nos dois lugares, o que aproximadamente dobra os valores encontrados. Em vários quarteirões, nas proximidades do MASP e Cásper Líbero, o público ocupava todo o restante da área local na Paulista, e também um pouco em ruas laterais, embora não ocupasse toda a Paulista até os seus dois extremos.

O número de espectadores era muito maior que o dos participantes. Quando passou o último trio elétrico com o respectivo bloco, a mesma multidão de espectadores ainda permanecia no local, só então começando a se dispersar. Não para integrar-se ao desfile, como gostariam de fazer crer os organizadores, mas rumo às conduções que os levariam às suas casas.

O desfile foi organizado para transformar-se num verdadeiro show. Vejamos o que acontece em outro evento que sempre atrai multidões – um desfile militar. Nas arquibancadas e calçadas se posicionam os espectadores, que pouco se deslocam das suas posições. Na pista, devidamente isolada pelos encarregados da segurança, passam os veículos, pelotões, bandas de música, fanfarras, porta-bandeiras, balizas e demais participantes. Compacta e imóvel nas suas posições, a multidão de espectadores geralmente supera de longe a de participantes. E estes se deslocam, o que exige manterem entre si uma distância conveniente.

Exatamente a mesma coisa ocorreu no desfile de homossexuais. Por que não se fez no noticiário essa distinção? Para dar a impressão de que eram todos homossexuais? Seria o mesmo que incluir como militares, num desfile de 20.000 destes, os 180.000 espectadores, alegando “duzentos mil na parada militar”.

Nossa estimativa com base matemática

Vamos agora apresentar a nossa estimativa do número real de participantes. Tendo em vista que todo o desfile se fez na pista Paraíso-Consolação, podemos considerar espectadores os que se posicionavam fora dela, atraídos pelo show ou por qualquer outro motivo. A pista usada para o desfile tem a largura de 12,5 metros, ao longo de 2.500 metros, perfazendo 31.250 m2. Se os participantes estivessem parados e aglomerados como em elevador lotado (5 pessoas por m2), seriam no máximo 156.250. Mas eles estavam se deslocando, o que exige densidade muito menor, e isso pode ser claramente comprovado nas fotos. Havia também grande espaço rarefeito ou praticamente vazio entre os blocos constituídos em torno dos trios elétricos.

Selecionamos uma foto dentre as que tinham máxima densidade de participantes (foto nº 0111, feita às 17:19 h) e encontramos 1.170. A área abrangida pela foto mede 12,5x44 m, perfazendo 550 m2. Portanto, a concentração máxima nas fotos que fizemos era 2,13 pessoas por m2. Projetando esse índice máximo para toda a pista Paraíso-Consolação (31.250 m2), podemos concluir com segurança que nela caberiam no máximo 66.560 participantes em movimento. Este número tem de sofrer reduções, pois a densidade máxima não foi atingida em toda a extensão do desfile, como vimos. Fizemos também contagens em fotos com densidades média e mínima, encontrando números drasticamente menores.

O matemático Tristão Garcia estabelece como parâmetro de cálculo o índice máximo de 1,5 pessoa por m2 em toda a área da manifestação, o que leva em consideração as várias densidades populacionais aí existentes. Isso reduz o que encontramos em nosso cálculo para 46.875. Portanto, o número de participantes do desfile situa-se entre 46.875 e 66.560. Qualquer extrapolação desses limites pode ser qualificada de exagero ou fraude.

Existem grandes grupos interessados em inflar o balão homossexual, por isso não temos a ilusão de que os números divulgados venham a ser retificados. Mas fica a nossa denúncia de que eles são grosseiramente falsos e fraudulentos.

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