AÇÃO CONTRA-REVOLUCIONÁRIA (3)

Manifestações contra o crime do aborto

Oscar Vidal

Na ensolarada tarde de 2 de dezembro, um trecho da Avenida Paulista, nas proximidades do MASP (Museu de Arte de São Paulo), foi tomado por numeroso público empenhado em importante manifestação contra o aborto.

Do alto de um carro de som, oradores se dirigiram aos presentes, encorajando-os ao bom combate em defesa da vida inocente. Destacaram a importância de tal combate nestes dias, quando no Congresso Nacional parlamentares promovem projetos favoráveis ao assassinato do nascituro no ventre materno. Alguns lamentaram também o “ativismo judiciário”, pelo qual juízes legislam como se integrassem o Poder Legislativo e atuam para enfraquecer a instituição da família.

Por via legislativa ou judiciária, congressistas, juízes e até ministros pretendem descriminalizar a prática abortiva até a 12ª semana de gestação, como propõe a disparatada “Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental” (ADPF 442), atualmente tramitando no Supremo Tribunal Federal. Outros, ainda mais extremados, atuam para que seja aprovada uma lei permitindo o aborto até o nono mês de gestação.

Contribuindo para barrar tais projetos atentatórios às Leis de Deus, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira participou ativamente da manifestação e distribuiu um folheto a favor de uma Emenda Constitucional que assegure a vida dos nascituros, ameaçados no ventre materno pelo abominável crime do aborto.

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No mesmo sentido dessa manifestação, no dia 13 de dezembro o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira realizou na região da Avenida Berrini, em São Paulo, uma campanha durante a qual distribuiu aos pedestres e aos motoristas um comunicado exigindo o arquivamento da mencionada ADPF 442, e a favor de uma PEC visando proteger a vida inocente desde a concepção. Os jovens do Instituto organizaram também um “buzinaço” contra a legalização do aborto no Brasil e em defesa da família tradicional estabelecida por Deus: entre um homem e uma mulher, com matrimônio indissolúvel. 

Dom Bertrand de Orleans e Bragança se dirigiu ao público, animando os manifestantes ao bom combate contra o crime do aborto. O príncipe lembrou que tal prática constitui uma grave ofensa a Deus, sendo este o principal motivo pelo qual devemos rejeitá-la.

Campanha na Avenida Berrini, em São Paulo.

Muitos jovens participaram da manifestação contra o aborto na Avenida Paulista.