CARTAS DOS LEITORES

Melodia eloquente

Encantador o artigo a respeito do bicentenário da canção “Noite Feliz”. Ela é realmente muito “eloquente”, pois “fala” profundamente aos corações, mesmo daqueles que não se voltam para o mistério do Natal: um Deus que se fez menino no seio da Virgem Maria para salvar toda a humanidade, “o verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós”. A canção consubstancia o espírito de alegria e luminosidade espiritual do Natal. Uma época que deveria ser de renovação espiritual, não apenas do guarda roupa e da despensa da casa. Uma feliz Noite Feliz a toda a equipe desta revista, e felizes 365 dias do ano novo com muitas atuações rumo ao Reinado da Sagrada Família nesta Terra. Desse modo, ela recompensará todos os senhores pelo tanto que têm feito a fim nos manter sempre fiéis aos ensinamentos tradicionais da Igreja. (M.A.D.S. — RJ)

Música celestial

Uma música descida do Céu e que nos eleva até lá, enchendo nossa imaginação numa atmosfera de paz, ouvindo coros de Anjos cantar o imortal e harmonioso Stille Nacht e outras melodias de belos cânticos de Natal. Um convite que nos leva a ajoelhar diante do Santo Presépio para adorar a Deus e agradecer-Lhe pelas graças recebidas e pedir outras para enfrentar as adversidades nos lugares nada celestiais em que vivemos. Feliz Natal e próspero Ano Novo! (W.F.F. — SP)

Máquina dos bons tempos

Lendo o artigo e ouvindo o Stille Nacht, e mesmo ouvindo a versão brasileira Noite Feliz, sinto-me entrando numa “máquina do tempo”, que me leva aos tempos de minha infância; aos tempos em que enfeitávamos toda a casa num clima de Natal, sobretudo montando o presépio e a árvore de Natal. Hoje, infelizmente, outra “máquina do tempo” nos leva para dentro de shoppings (des)preparados para vendas de Natal, num lugar com brilho apenas material, sem nada de espiritualizado; ao contrário do que seria apropriado para a época natalina, com a religiosidade celestial pairando nos ambientes. Temos que nos esforçar para voltarmos àqueles tempos inocentes, incutindo em nossos filhos e netos a alegria pelo nascimento do Menino Jesus, não as falsas alegrias comerciais. (J.R.A. — BA)

Palavra do Sacerdote

Por anos acompanhei a coluna “Palavra do Sacerdote”, publicada pelo Mons. José Luiz mensalmente na revista Catolicismo. Era meu alimento espiritual. Suas respostas sobre os mais variados temas do ensinamento católico me esclareciam problemas difíceis com os quais um católico pode se deparar em sua vida. Sempre com muita firmeza e tato sacerdotal, ele sabia responder a tudo dentro da mais rigorosa ortodoxia. Um amigo que o conheceu pessoalmente disse-me que ele sempre era visto de batina e sempre celebrava a Santa Missa no rito tradicional. Não aderiu, resistiu e sempre combateu a igreja progressista da linha da teologia da libertação, e por isso foi perseguido pelo clero esquerdista. Sentirei sua falta, mas agora peçamos a ele que do Céu, junto a Maria Santíssima a quem era consagrado, interceda por nós, especialmente para salvar a Igreja desta enorme crise que se abateu sobre ela após o malfadado Concílio Vaticano II. (D.M.N.O. — ES)

Aulas magistrais de doutrina católica

Que triste notícia o falecimento do Monsenhor Villac. Representa uma grande perda para a Igreja. Estive algumas vezes com ele para me confessar. Foi um confessor exemplar, um aconselhador ímpar. Como, aliás, comprovam as respostas dadas por ele na revista Catolicismo, verdadeiras aulas magistrais de doutrina católica. A tudo ele respondia com muita lucidez e sabedoria. Sempre que se pedia a ele para atender alguém em confissão, ou para atender algum enfermo, ele não media esforços, estava sempre pronto a qualquer sacrifício do seu tempo. Rezarei por sua alma no descanso eterno de seu combate sem quartel nesta Terra. Descanse em paz, Monsenhor. Envio meus pêsames à sua família. (L.N.E. — SP)

Um padre de batina

Recordo-me de que em certa noite, creio que em 1991, foi pedido ao Mons. Villac para atender um amigo agonizante no hospital do Mandaqui (capital paulista). Com toda presteza ele para lá se dirigiu e ministrou a extrema-unção a este amigo, que acabou falecendo. Pelo hospital correu a notícia de que lá se encontrava “um padre de batina” (coisa rara, infelizmente!). Assim, ora uma senhora abordava o Monsenhor, pedindo para atender o pai que estava muito doente; uma mãe que pedia para ele confessar um filho que sofrera um desastre; uma esposa que lhe pedia para conversar com o marido doente; uma enfermeira que transmitia um recado de um doente que pedia para ser atendido etc. etc. Foram tantos os pedidos, que o Monsenhor passou a noite e a madrugada toda atendendo os enfermos. Saiu do hospital quando o dia estava clareando. Em sentido contrário, um sacerdote contou que nunca ia aos hospitais usando batina... Isto porque os doentes ficavam sabendo que ali estava um padre, e este não conseguia sair do hospital, tantos eram os pedidos para ministrar a extrema-unção e atender confissões. No primeiro caso, quantos daqueles doentes se encontraram com o Monsenhor no Céu! E com quanta gratidão! No segundo caso, quantos daqueles doentes não se salvaram porque o padre (“desbatinado”) fugia dos hospitais. Que grande missão teria um padre que simplesmente ficasse como capelão, à disposição dos enfermos nos hospitais! (P.R. — SP)

Vitória providencial: a derrota lulopetista

A derrota petista nestas eleições mostrou a rejeição do povo à agenda de abolição de tudo quanto é análogo ao bolivarianismo tipo venezuelano ou cubano: desrespeito aos valores da família, da moral, das Forças Armadas, do ensino tradicional nas escolas etc. O PT ridicularizava tudo isso, e agora recebeu a resposta do povo. Foi uma vitória providencial, pois seria um desastre total se a vitória fosse do lulopetismo; seria a realização do “sonho” do Zé Dirceu, de um governo petista de 50 anos, ou seja, de transformar o Brasil numa Cuba de tamanho continental. Cristo, Rei de Universo, e Nossa Senhora, Rainha do Brasil, auxiliai-nos neste novo ano de lutas pela reconstrução do País! (P.E.N. — SC)

Colapso

Tenho em mãos a revista Catolicismo de novembro de 2018, onde leio à página 11 uma nota intitulada “No Canadá, igrejas tornam-se templos de ateísmo”. Estive lá em 2011, e fiquei decepcionado ao ver as igrejas fechadas por falta de frequentadores, muitas delas transformadas em condomínios habitacionais. É importante que as igrejas do Brasil enviem missionários para aquele país, seguindo o exemplo de São Patrício na Irlanda no início da Idade Média. Os canadenses estão sem ação, eles simplesmente não reagem. A continuar assim, o Canadá vai entrar em colapso devido ao grande número de suicídios e assassinatos que ocorrem por lá. (E.L. — DF)

FRASES SELECIONADAS

“A vida da vida mortal é a esperança da vida imortal”

(Santo Agostinho)

“A esperança é o sonho do homem acordado”

(Aristóteles)

“A esperança é o último remédio que a natureza deixou para todos os males”

(Pe. Antonio Vieira)

“A esperança é um empréstimo que nos faz a felicidade”

(Rivarol)

“A esperança é uma saudade do futuro”

(Plinio Corrêa de Oliveira)

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