Catolicismo - Acervo
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Alguns pontos cronológicos dos eventos de 1968 na França e no mundo

Em 1966, começa na China a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung; seus jovens guardas vermelhos liquidam toda sorte de hierarquia, no partido e na sociedade.

Início da “Primavera de Praga” na Checoslováquia.

Na Itália, em fevereiro, ocupação primeiramente da Universidade de Roma, e depois da Vila Borghese, com confrontos violentos com a polícia. Mais tarde, durante a primavera, greve geral operária.

Nos Estados Unidos, manifestações violentas na Califórnia, em Chicago e na Carolina do Sul, onde são mortos três estudantes. Motins em muitas cidades depois da morte de Martin Luther King.

Manifestações violentas na Alemanha, no Japão, no Canadá e na Suíça.

No Brasil, manifestações estudantis no Rio contra o regime militar; bombas terroristas em prédios de jornais e da Bolsa de Valores.

Maio de 1968 na França

Nos primeiros dias de maio, ocupação violenta da Sorbonne, de Nanterre e demais faculdades de Paris. No dia 3, primeiras barricadas para impedir o acesso à Sorbonne e primeiros enfrentamentos com a polícia. Os estudantes lançam pedras do calçamento contra os policiais. Primeiras detenções.

No dia 6, violentos enfrentamentos com a Polícia em todo o Quartier latin [bairro da Sorbonne], com centenas de feridos.

Dia 9: começam as primeiras greves operárias e ocupações de fábricas.

Nos dias seguintes, noites de barricadas e enfrentamentos com a polícia.

13 de maio: início da greve geral em toda a França, que se estende por vários dias. No dia 22 de maio o número de grevistas chega a oito milhões.

Linhas telefônicas e correios não funcionam mais. Falta gasolina. Continuam as barricadas e as manifestações violentas.

Dia 27: o governo propõe os “Acordos de Grenelle” para acabar com a greve geral.

No dia 29, o General De Gaulle, Presidente da República, desaparece por algumas horas, por ter ido consultar na Alemanha o General comandante das tropas francesas.

Dia 30: De Gaulle regressa, dissolve a Assembleia dos Deputados e convoca eleições. Uma manifestação de apoio a De Gaulle lota os Champs-Elysées.

5 de junho: início da retomada de trabalho dos funcionários públicos. Pouco a pouco os transportes e demais setores econômicos retomam suas atividades.

14 e 16 de junho: evacuação pela polícia da Sorbonne e do Teatro Odeon, ocupados até então.

23 e 30 de junho: eleições legislativas com ampla vitória dos deputados gaullistas.

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Continuação da matéria de capa sobre a Sorbonne



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