CAPA

Tragada foi a morte na vitória

Plinio Corrêa de Oliveira
(Catolicismo nº 11, novembro/1951)

Enquanto os homens não tiverem uma atitude reta, equilibrada e cristã perante a morte, não serão capazes de ter uma atitude reta, cristã e equilibrada perante a vida.

COMPORTAMENTO CATÓLICO PERANTE A MORTE

O dia 2 de novembro foi escolhido pela Igreja para a celebração de Finados. Após ter comemorado na véspera o dia de Todos os Santos — a glória dos santos no Céu —, maternalmente a Santa Igreja se volta para as almas que padecem no Purgatório.

No dia de Finados relembramos de modo especial nossos entes queridos que partiram, e rezamos por suas almas. É ocasião para visitarmos suas sepulturas, onde seus restos mortais aguardam o dia da ressurreição. Ocasião também para suplicarmos por todas as almas que sofrem no Purgatório, para que elas possam ser conduzidas o quanto antes à glória eterna no Céu.

Entretanto, devido ao neopaganismo contemporâneo, muitos procuram justamente o contrário: esquecer os falecidos e evitar de falar a respeito de tudo aquilo que se relacione com a morte. Outrora o luto e os funerais, inclusive os mais simples, eram cercados de muita sacralidade — até mesmo de certa pompa —, e transcorriam num clima de dor e consternação, mas também de resignação e esperança.

A fim de evitar o desaparecimento de belas tradições relacionadas com as cerimônias fúnebres e a adoção dos novos costumes revolucionários que visam sepultar a ideia da morte, reproduzimos o texto seguinte, no qual o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira expõe como deve ser a atitude cristã perante a morte, e como a Igreja justifica nossa dor e a ela se associa.

(continua)

Velório de Juan Larra. Deleitosa, Estremadura, Espanha. 1951.