INFORMATIVO RURAL

Agronegócio, a locomotiva das vendas

O diretor-geral no Brasil da marca de origem britânica Jaguar Land Rover, Divanildo Albuquerque, constatou que o grande desempenho das vendas da empresa no interior do País tem relação direta com o ritmo do agronegócio: quando a safra vai bem, as concessionárias se enchem; diante de um sinal amarelo, o movimento cai.

Construtoras que atuam nas regiões de influência do agronegócio, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal, atribuem parte do dinamismo imobiliário à boa produtividade das lavouras e aumento da cotação internacional dos grãos. Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), declarou: “Pode-se perceber que nos locais com atividade agrícola há mais confiança das pessoas para contrair crédito e adquirir um imóvel. Confiança e emprego são fundamentais para fazer o setor imobiliário crescer”.

As exportações do agronegócio em 2018 atingiram US$ 100 bilhões. A presença cada vez maior de produtos agropecuários brasileiros no mercado mundial se deve ao esforço inteligente do setor, cuja eficiência tem compensado falhas de políticas públicas na infraestrutura básica e na logística de exportações. Também debilita o agronegócio o custo excessivo do frete, imposto aos produtores pelo tabelamento.

Nossa agricultura produtiva e sustentável

Tons de verde: a sustentabilidade da agricultura no Brasil — novo livro do chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, com versão em português e inglês — teve seu pré-lançamento na Frente Parlamentar da Agropecuária, em Brasília. Além de deputados e senadores que compõem a bancada, prestigiou o evento o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que confirmou seu embasamento científico: “O Brasil tem a agricultura mais sustentável do mundo, se comparada com a produção que alcança”. E o autor acrescentou:“Em muitos pontos o nosso País é inigualável. O Brasil é 'verde', produz com sustentabilidade. Qual a dificuldade de enxergar isso?”.

Ricamente ilustrado, o livro desenvolve em 10 capítulos:

• Áreas protegidas do Brasil;

• Áreas preservadas do Brasil;

• Proteção e preservação ambiental;

• Agroenergia renovável;

• Cultivar a terra sem arar;

• Intensificação tropical;

• Integrações agropecuárias e florestais;

• Industrialização do uso de agentes biológicos;

• Pecuária verde e reciclagem em larga escala;

• Diversidades e singularidades.

Proprietários rurais se livram do MST

Sem os títulos de propriedade, os agricultores assentados eram impedidos de obter linhas de crédito para financiar suas lavouras, pois esses documentos eram retidos pelos dirigentes do MST. Retirando desse grupo o poder de entregar ou boicotar a entrega dos títulos de posse, e transferindo-o para o INCRA, o governo eliminou o maior trunfo do MST para chantagear assentados. Somente em 2017, o governo emitiu 123.553 títulos de posse provisórios e definitivos, extinguindo a exploração de igual número de famílias. Como consequência imediata, os assentados passaram a desdenhar os líderes do MST, que minguou mais de 90% desde a queda do governo petista.

Desfazendo mitos ambientalistas

Mito 1 - O Brasil usa 1,16 kg/ha de defensivos agrícolas:

• Dez vezes menos que o Japão (11,75 kg/ha);

• Quatro vezes menos que a Holanda (4,59 kg/ha):

• Duas vezes menos que a França (2,40 kg/ha);

• Muito menos que a Alemanha (1,9 kg/ha).

Mito 2 - O Brasil tem pequeno índice de desmatamento — 65% das terras são preservadas, e apenas 7% são utilizadas pela agricultura.

(continua)