| DESFAZENDO MITO... | (continuação)

Muitos escravos eram proprietários de terras

Nas novelas de TV ambientadas nos tempos da escravidão, quando os negros não estão amarrados no tronco apanhando, estão presos aos grilhões nas senzalas ou preparando quitutes na cozinha das fazendas... Assim se inicia a reportagem Mitos da escravidão em Minas são derrubados por pesquisador, do jornal “Estado de Minas” (12-5-12).

O Professor de História da Universidade Federal de Minas Gerais, Eduardo França Paiva, derruba a imagem de que os negros foram sempre humilhados. Procura tirar dos escravos e alforriados o perfil exclusivo de vítimas, reconhecendo-lhes a dignidade de quem construiu sua liberdade e ajudou na edificação do País. Revelou ainda que, em Minas Gerais, mais de 30% deles tinham posses, eram proprietários de terras e até de outros escravos. O Prof. Paiva é autor de vários livros, entre eles Escravidão e universo cultural na colônia e Escravos e libertos nas Minas Gerais do século 18.

Estudo da NASA confirma pesquisa da Embrapa

No final de 2017, a Agência Espacial Americana (NASA) divulgou informações importantíssimas, que jogam nos cestos de lixo ambientalistas o que vinha sendo divulgado contra a agricultura brasileira sobre o aumento do desmatamento. Com informações mais precisas e seguras, constata-se que o total das áreas destinadas ao setor agrícola brasileiro encontra-se muito abaixo da média mundial.

O estudo revela que no Brasil a vegetação nativa é preservada em mais de dois terços da superfície, ficando as lavouras com 64 milhões de hectares, ou seja, apenas 7,6% do território nacional. Segundo os dados da pesquisa, a União Europeia ocupa em média 64,5%; os EUA, maior concorrente agrícola do Brasil, ocupam 18,3%, bem mais do que o dobro da proporção brasileira; cada país utiliza, em média, 20 a 30% de seu território para produção agrícola.

A pesquisa evidencia também o elevado grau de profissionalismo no setor agrícola. Além de cumprir as exigências de uma das legislações ambientais e trabalhistas mais rígidas do mundo, o produtor rural vive em constante insegurança jurídica, com o direito de propriedade ameaçado e a preocupação diária de manter invasores longe de seus domínios. Todos esses fatores o forçam a destinar ao plantio um percentual ínfimo das áreas. Em que pese tudo isso, a agropecuária brasileira transformou-se num dos maiores celeiros agrícolas do planeta, além de arcar com a função de sustentáculo da estabilidade econômica do País.

Essas informações profissionais e verídicas expõem ainda o lado obscuro e manipulador de ONGs e “ambientalistas profissionais”, que fazem da manipulação de dados, propagação de boatos e inverdades o seu ganha-pão. Os dados da NASA confirmam que boa parte da pressão ambiental imposta ao setor agrícola brasileiro nos últimos anos envolve interesses políticos, comerciais, e muita manipulação hipócrita.

Indígenas paraguaios no Brasil

As delegacias da Polícia Federal de Guaíra, Cascavel e Foz do Iguaçu, no Paraná, instauraram inquéritos para investigar possíveis irregularidades na emissão dos chamados Registros Administrativos de Nascimento Indígena (Ranis) em cartórios de todos os municípios cobertos por essas delegacias. A Polícia Federal já identificou mais de uma centena de irregularidades e fraudes para a emissão e obtenção de documentos, além de revelar possível envolvimento de servidores da FUNAI para facilitar aos paraguaios o acesso a documentos de nacionalidade brasileira.

A investigação questiona o modo de invasão indígena dessas áreas demarcadas pelo governo federal no Paraná, e registra inúmeros casos de invasores pretensamente nascidos no Brasil, mas cujos documentos e respectivos portadores são todos paraguaios. Estes apresentavam as identidades do país de origem, mas possuíam também certidões brasileiras emitidas pela FUNAI, que confirmava assim a falsificação dos documentos para justificar a presença de indígenas paraguaios no Brasil.

Os documentos possibilitariam aos indígenas permanecer nessa região, sobretudo nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, em áreas demarcadas como território indígena. Uma das alegações dos próprios indígenas para a demarcação é que esse lugar foi habitado por seus ancestrais, por isso lhes pertencia na chamada ocupação pretérita. Contudo, se os registros de nascimento tiverem sido de fato falsificados, esse argumento cai por terra.

O delegado da Polícia Federal em Cascavel, Marco Smith, revela que os inquéritos devem seguir pelo menos até o fim do ano, já que quase diariamente surgem novos elementos nas investigações que apuram a fraude. “Pelo que temos apurado, essas situações têm ocorrido em toda a região da fronteira com o Paraguai, aqui no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Temos mais de uma centena de casos e estamos caminhando para quase duas centenas”.

O relatório da PF registra um fato, ocorrido no dia 17 de dezembro de 2017, quando uma van e um táxi, ambos com placas paraguaias, foram interceptados no posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na cabeceira da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra. Seus ocupantes disseram que estavam indo ao Paraguai para exercer o direito de voto. A mesma situação se repete nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com as cidades paraguaias, mas são ignoradas pelas autoridades, inclusive pelo Ministério Público Federal (MPF).

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