América Latina Transição para a centro-direita
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América Latina Transição para a centro-direita

O artigo mostra que, após anos de domínio quase contínuo da esquerda nas eleições latino-americanas, 2025 marcou uma virada em favor de partidos de centro-direita. O fracasso do chavismo venezuelano, evidenciado pelo exílio de milhões e pelas graves feridas sociais do regime, minou a credibilidade do discurso marxista de “ajuda aos pobres” e igualdade. As recentes eleições passam, assim, a confirmar essa mudança de rumo político no continente.
Juan Antonio Montes

Ao longo de vários anos, os plei­tos eleitorais latino-americanos favoreceram de maneira quase ininterrupta os partidos de esquerda. Muitos acredi­tavam então que seus ideólogos conseguiriam manter para sempre o controle dos governos que lideravam. Contudo, o ano de 2025 mudou decisivamente o rumo político do Continente.

Um dos fatores favoráveis aos partidos de cen­tro-direita foi, sem dúvida, o evidente fracasso do ‘chavismo’ venezuelano. Mais de sete milhões de exilados daquele país expuseram as feridas sociais de um experimento desastroso, que se arrasta há mais de um quarto de século.

Falar em “ajuda aos pobres” ou em igualdade para todos, e ao mesmo tempo simpatizar com gover­nos marxistas — como o de Maduro — é um discurso de cada vez menor credibilidade.

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