Ambientes Costumes Civilizações

Artigos de Ambientes Costumes Civilizações (9)

Emanação de uma grandeza que remete a deslumbrante futuro nas vias de Deus Ambientes Costumes Civilizações

Emanação de uma grandeza que remete a deslumbrante futuro nas vias de Deus

O Ipiranga desperta em mim uma sensação de grandeza que vai além da sua imponência física, remetendo ao momento histórico da Independência do Brasil. Essa imponência se transforma em uma ressonância interior que sugere um futuro glorioso, quase profético, como se anjos pairassem sobre o local. O autor interpreta o espaço como um chamado divino: ser filho da Pátria implica dever religioso de expandir a fé e combater o mal. Assim, a visita ao Ipiranga se torna convite à fidelidade cristã, prometendo, na hora da morte, o reconhecimento e o beijo de Deus.

Plinio Corrêa de Oliveira
SINOS - Unidade, variedade e beleza Ambientes Costumes Civilizações

SINOS - Unidade, variedade e beleza

O texto destaca a variedade e a beleza dos sinos presentes nas igrejas, especialmente os do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Compara seus diferentes sons às fases da vida e às diversas disposições da alma humana. Os sinos mais majestosos representam a maturidade, a solenidade e a grandeza do coração, evocando o Sagrado Coração de Jesus. Nas cerimônias religiosas, eles expressam a alegria, a tristeza e a reverência de toda a comunidade. Assim, os sinos são apresentados como a voz da Igreja, que participa profundamente dos sentimentos de seus filhos.

Plinio Corrêa de Oliveira
Justiça impregnada de bondade Ambientes Costumes Civilizações

Justiça impregnada de bondade

O autor destaca o equilíbrio da Igreja Católica ao reconhecer as virtudes de seus pastores, mas também lembrar que eles são humanos e necessitam da misericórdia de Deus. Por isso, mesmo bispos e santos são acompanhados por orações, missas e súplicas pelo perdão de seus pecados e pela libertação do Purgatório. Essa prática manifesta a união entre justiça e bondade, honra e humildade, reconhecimento e intercessão. Assim, o texto apresenta a sabedoria da Igreja em ensinar que todos dependem da graça divina e das orações dos fiéis.

Plinio Corrêa de Oliveira
Um quadro visto enquanto documento social de uma época Ambientes Costumes Civilizações

Um quadro visto enquanto documento social de uma época

O texto descreve um quadro de Nicolas-André Monsiau em que Luís XVI, no gabinete de Versailles, instrui o célebre navegador La Pérouse sobre grandes viagens de exploração científica. Vê-se o rei, profundo conhecedor de geografia, diante de um globo, examinando planos de navegação, cercado por fidalgos da Marinha em trajes elegantes e variados, precursores do fraque. As cores e roupas formam quase uma “sinfonia visual”, como aves de plumagens diversas numa mesma gaiola, dando vida e movimento à cena. O quadro é destacado como precioso documento social, revelando com esplendor o requinte e a “quintessência” da sociedade de corte francesa antes da Revolução de 1789.

Plinio Corrêa de Oliveira
Flutuando dentro da alegria de ser Ambientes Costumes Civilizações

Flutuando dentro da alegria de ser

O artigo parte da contemplação do canto alegre do bem-te-vi para refletir sobre uma forma de alegria pura e desinteressada, “a alegria de existir”. O autor compara esse canto ao comportamento de um grupo de meninos em férias, cheios de vida, inocência e sonhos, “pipilando” como passarinhos às portas das aventuras da vida. Essa espontaneidade juvenil lembra aos adultos o bem profundo e esquecido que existe em suas próprias vidas. Ver essas crianças é como um “refrigerante” da alma, que desperta memórias de beleza e de esperança obscurecidas pelas provações do cotidiano.

Plinio Corrêa de Oliveira
Palácio dos Doges, palácio do esplendor Ambientes Costumes Civilizações

Palácio dos Doges, palácio do esplendor

O Palácio dos Doges, em Veneza, foi residência e sede do governo da república aristocrática, onde o Doge, chefe de Estado, exercia suas funções. Sua fachada gótica apresenta um “caixotão” pesado sobre arcos delicados, criando um paradoxo de leveza e harmonia. Um terraço central quebra a monotonia e aproxima o visitante do mar, conferindo imponência. Apesar da grandiosidade, o edifício transmite uma melancolia sutil, parte de sua beleza única.

Plinio Corrêa de Oliveira
São Paulo de Outrora Ambientes Costumes Civilizações

São Paulo de Outrora

O autor recorda com nostalgia o antigo bairro Campos Elíseos, em São Paulo, com casas elegantes, jardins floridos e um ritmo de vida calmo e despreocupado. Ele descreve seus passeios de jovem pelas ruas, observando cães, ouvindo cantos desafinados nas janelas e sentindo o cheiro de pão quente das padarias portuguesas. As idas ao médico no centro se transformavam em agradáveis passeios com cinemas e confeitarias, contrastando com a pressa e a perda desse encanto nos dias de hoje

Análise de animais e analogia com psicologia humana Ambientes Costumes Civilizações

Análise de animais e analogia com psicologia humana

Uma tigresa caminha com elegância e distinção, atenta ao instinto materno de proteger seus três filhotes. Mantém postura serena e controlada, movimentando-se como uma senhora refinada, enquanto permanece vigilante a qualquer ameaça. A observação de animais assim ajuda a compreender melhor os traços psicológicos das pessoas através de analogia e discernimento.

Plinio Corrêa de Oliveira
Ambiente familiar na velha Europa Ambientes Costumes Civilizações

Ambiente familiar na velha Europa

A cena de um domingo numa propriedade europeia anterior à Primeira Guerra, com um barão viúvo e seus filhos reunidos num almoço abundante e alegre. O que impressionou não foi o luxo, mas a circulação de alegria casta e pura entre todos — "viver é estar juntos, olhar-se e querer-se bem" — criando um banquete espiritual onde todos compartilhavam a mesma mentalidade e sentimentos. A cena, ainda mais aconchegante pela chuva fina lá fora, o convenceu adolescente de que assim valia a pena viver, levando-o a sonhar em morar na Europa quando adulto.

Plinio Corrêa de Oliveira