Brasil de 2025 Esquerda e direita não tiram o pé
Em julho do ano passado, o comentarista Carlos Andreazza publicou em “O Estado de S. Paulo” um interessante artigo com o título: “Ninguém tira o pé”1. Ele aponta vários pontos de choque no cenário nacional, e como seus atores principais em ambos os lados não desejam recuar um passo em favor do adversário. De fato, nos tempos de crise em que vivemos, há no Brasil dois polos delineados: os que desejam preservar e desenvolver os fundamentos da civilização cristã no Brasil; e os que, negando essas raízes fundamentais, procuram extirpá-las.
Muitos atores desse confronto não têm presente esse fundo de quadro religioso-ideológico na direção de suas ações. Devemos apontá-lo claramente, no entanto, para não nos embaraçarmos na picuinha político-partidária que inunda o noticiário, e que dificulta entendermos o rumo dos acontecimentos.
O que está em jogo vai muito além das brigas e fofocas políticas. Segundo constatou Plinio Corrêa de Oliveira, o Brasil da superfície, sobre o qual incidem os holofotes da grande mídia, detém hoje muito do Poder estatal, esquerdista, rancoroso e nervoso. E o outro Brasil, “que é e quer continuar sendo autenticamente brasileiro, em legítima continuidade com seu passado, e cujos passos se orientam na linha dessa continuidade”2.
...
Acesso Gratuito Disponível
Este artigo está disponível gratuitamente para todos os usuários cadastrados. Faça login para ler o conteúdo completo.
Artigos Relacionados
Capa
CRISTEROS - EXEMPLAR EPOPEIA DE GUERRA JUSTA
O artigo relembra a Cristiada, revolta católica mexicana iniciada em 1926 contra a perseguição anticlerical e socialista do governo de Plutarco Elías Calles. Os Cristeros, organizados por associações católicas, defenderam a liberdade religiosa primeiro por meio da propaganda e do boicote, e depois pela resistência armada. Inspirados pelo Sagrado Coração de Jesus e pelo reinado social de Cristo, lutaram sob os brados “Viva Cristo Rei!” e “Viva Nossa Senhora de Guadalupe!”. Apesar de vitórias militares e numerosos atos de heroísmo e martírio, a revolta terminou com acordos desfavoráveis e novas perseguições aos católicos. O texto conclui que, mesmo aparentemente derrotados, os Cristeros deixaram um exemplo duradouro de fé, coragem e defesa da Igreja.
Capa
VIVA CRISTO, REI! - Jovem engenheiro mexicano, mártir do comunismo, autêntico modelo de herói católico: Luís Segura Vilchis.
O artigo narra o martírio do jovem mexicano Luís Segura Vilchis, participante da resistência cristera contra o regime anticatólico. Preso e executado sem julgamento, enfrentou a morte com serenidade, bradando: “Viva Cristo Rei!”. O texto o apresenta como modelo de jovem católico, dotado de fé, coragem, nobreza e domínio de si. Sua preparação espiritual e aceitação do sofrimento permitiram-lhe encarar o fuzilamento sem medo ou desespero. Por fim, sua morte é celebrada como testemunho heroico de amor a Cristo e esperança na glória eterna.
Capa
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, OU O MUNDO EM PERIGO? OCULTISMO NO CERNE DA IA
O texto alerta que a expansão da inteligência artificial representa riscos à privacidade, às relações humanas, ao pensamento crítico e à própria dignidade da pessoa. Também critica o transumanismo, que pretende fundir humanos e máquinas e alcançar uma espécie de imortalidade material, afastada de Deus. Segundo o autor, a IA pode facilitar a disseminação do mal, do ocultismo, da manipulação e de comportamentos prejudiciais à sociedade. Por isso, defende maior prudência diante da tecnologia e adverte que seu uso sem limites pode ameaçar a verdade, a liberdade e a vida espiritual.
Capa
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - VISTA SOB O PRISMA CATÓLICO
A inteligência artificial está presente no cotidiano, mas o texto alerta que deve ser analisada à luz dos princípios católicos. Segundo o autor, ela pode substituir a reflexão, enfraquecer o pensamento crítico e afetar a identidade e as relações humanas. O texto destaca que a IA produz dados, não conhecimento verdadeiro, podendo gerar erros e influenciar decisões importantes. Por fim, adverte sobre seus riscos morais e espirituais, defendendo que os católicos preservem a fé, a razão e a responsabilidade pessoal.