Brasil de 2025 Esquerda e direita não tiram o pé
Em julho do ano passado, o comentarista Carlos Andreazza publicou em “O Estado de S. Paulo” um interessante artigo com o título: “Ninguém tira o pé”1. Ele aponta vários pontos de choque no cenário nacional, e como seus atores principais em ambos os lados não desejam recuar um passo em favor do adversário. De fato, nos tempos de crise em que vivemos, há no Brasil dois polos delineados: os que desejam preservar e desenvolver os fundamentos da civilização cristã no Brasil; e os que, negando essas raízes fundamentais, procuram extirpá-las.
Muitos atores desse confronto não têm presente esse fundo de quadro religioso-ideológico na direção de suas ações. Devemos apontá-lo claramente, no entanto, para não nos embaraçarmos na picuinha político-partidária que inunda o noticiário, e que dificulta entendermos o rumo dos acontecimentos.
O que está em jogo vai muito além das brigas e fofocas políticas. Segundo constatou Plinio Corrêa de Oliveira, o Brasil da superfície, sobre o qual incidem os holofotes da grande mídia, detém hoje muito do Poder estatal, esquerdista, rancoroso e nervoso. E o outro Brasil, “que é e quer continuar sendo autenticamente brasileiro, em legítima continuidade com seu passado, e cujos passos se orientam na linha dessa continuidade”2.
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