Ediçao 908 - Agosto de 2026
A Guerra Cristera (ou Cristiada) foi um conflito armado que ocorreu no México na década de 1920, quando o governo anticlerical, liderado pelos generais Álvaro Obregón e Plutarco Elías Calles, tentou “descatolizar” o país e instaurar um regime de inspiração marxista, proibindo cultos públicos, o ensino católico, o uso de vestes religiosas e confiscando bens da Igreja.
Em resposta, os cristeros – católicos devotos que preferiam morrer a renegar a fé – organizaram uma resistência armada, realizando missas e sacramentos em segredo e enfrentando perseguição, prisão, tortura e execuções. O movimento foi visto como uma “Cruzada” contra o “Golias” ateu e maçônico do Estado, defendendo a tradição católica que havia sido construída desde a conquista espanhola.
A guerra terminou com acordos que restabeleceram parcialmente a liberdade religiosa, mas o episódio permanece pouco conhecido fora do México. Em 2024 comemora‑se o centenário da Cristera, e o artigo de capa da edição atual traz a história de César Franco, descendente de cristeros, como testemunho da resistência.
A frase de Plínio Corrêa de Oliveira – “Deus não morre e o sangue dos mártires ainda é semente de católicos” – resume a ideia de que, apesar das tentativas de destruição, a fé católica sobreviveu e continua influente.
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