Justiça impregnada de bondade
Nos costumes tradicionais da Igreja, quando um bispo completava algum aniversário especial na diocese, havia missa solene, Te Deum, homenagens etc. Quando ele adoecia gravemente, a primeira preocupação era a visita de um padre para atender o bispo em confissão a fim de perdoar seus pecados.
É a junção do formidável com o miserável. Em perigo de vida, necessita do confessor para perdoar-lhe os pecados, convocam-se todos para rezar, como quem lembra ao povo o seguinte: vamos rezar pelo miserável que foi tão formidável.
Se o bispo morre, começam as orações pela alma dele, pelo que está pagando no Purgatório. Pode ser até que estejam guardando relíquias do bispo considerado santo, mas, ao mesmo tempo, há missas e orações pela sua alma, porque ele, tão bom bispo, deve estar no Purgatório.
...
Quer ler o artigo completo?
Assine a Revista Catolicismo e tenha acesso a todos os artigos e edições exclusivas.
Artigos Relacionados
Ambientes Costumes Civilizações
MARIA ANTONIETA NA PRISÃO
A pintura romântica de Charles Louis Lucien Muller retrata Maria Antonieta na Conciergerie, usando luz e sombra para intensificar a aflição da rainha caída, mas ainda digna e majestosa. O cenário de prisão – biombo, cadeiras de palha, pão e água – enfatiza a tragédia e a humilhação, enquanto os carcereiros zombam dela, criando um contraste emocional que prende o observador. Essa carga emotiva impede um julgamento racional, pois a obra busca gerar compaixão e impedir a análise fria dos fatos históricos. Assim, o quadro exemplifica como o romantismo privilegia a sensação sobre a razão, tornando o raciocínio “tedioso” diante da força do sentimento.
Ambientes Costumes Civilizações
Emanação de uma grandeza que remete a deslumbrante futuro nas vias de Deus
O Ipiranga desperta em mim uma sensação de grandeza que vai além da sua imponência física, remetendo ao momento histórico da Independência do Brasil. Essa imponência se transforma em uma ressonância interior que sugere um futuro glorioso, quase profético, como se anjos pairassem sobre o local. O autor interpreta o espaço como um chamado divino: ser filho da Pátria implica dever religioso de expandir a fé e combater o mal. Assim, a visita ao Ipiranga se torna convite à fidelidade cristã, prometendo, na hora da morte, o reconhecimento e o beijo de Deus.
Ambientes Costumes Civilizações
SINOS - Unidade, variedade e beleza
O texto destaca a variedade e a beleza dos sinos presentes nas igrejas, especialmente os do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Compara seus diferentes sons às fases da vida e às diversas disposições da alma humana. Os sinos mais majestosos representam a maturidade, a solenidade e a grandeza do coração, evocando o Sagrado Coração de Jesus. Nas cerimônias religiosas, eles expressam a alegria, a tristeza e a reverência de toda a comunidade. Assim, os sinos são apresentados como a voz da Igreja, que participa profundamente dos sentimentos de seus filhos.
Ambientes Costumes Civilizações
Um quadro visto enquanto documento social de uma época
O texto descreve um quadro de Nicolas-André Monsiau em que Luís XVI, no gabinete de Versailles, instrui o célebre navegador La Pérouse sobre grandes viagens de exploração científica. Vê-se o rei, profundo conhecedor de geografia, diante de um globo, examinando planos de navegação, cercado por fidalgos da Marinha em trajes elegantes e variados, precursores do fraque. As cores e roupas formam quase uma “sinfonia visual”, como aves de plumagens diversas numa mesma gaiola, dando vida e movimento à cena. O quadro é destacado como precioso documento social, revelando com esplendor o requinte e a “quintessência” da sociedade de corte francesa antes da Revolução de 1789.