Jardins e Museu do Ipiranga, na capital paulista (Foto PRC)
Jardins e Museu do Ipiranga, na capital paulista (Foto PRC)
Ambientes Costumes Civilizações

Emanação de uma grandeza que remete a deslumbrante futuro nas vias de Deus

O Ipiranga desperta em mim uma sensação de grandeza que vai além da sua imponência física, remetendo ao momento histórico da Independência do Brasil. Essa imponência se transforma em uma ressonância interior que sugere um futuro glorioso, quase profético, como se anjos pairassem sobre o local. O autor interpreta o espaço como um chamado divino: ser filho da Pátria implica dever religioso de expandir a fé e combater o mal. Assim, a visita ao Ipiranga se torna convite à fidelidade cristã, prometendo, na hora da morte, o reconhecimento e o beijo de Deus.
Plinio Corrêa de Oliveira

O Ipiranga, dentro de certas limitações, em determinados momentos toca o meu firmamento interior, mas compreendo que não seja assim para todos.

Em alguns momentos, nota-se ali certa grandeza. Objetivamente falando, tem certa fisionomia de grandeza, que eu definiria assim: uma grandeza de poder que é constituída por uma espécie de autoafirmação de si mesmo, independente do concurso do que quer que seja.

Tendo-se passado naquele lugar o que se passou — ou seja, o fato histórico da Proclamação da Independência do Brasil —, que pode ser apreciado diversamente, mas que tem o aspecto positivo de que ali nasceu uma nação. Historicamente incontestável, embora se possa julgar os fatos diferentemente.

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Plinio Corrêa de Oliveira