Palácio dos Doges, palácio do esplendor
Ambientes Costumes Civilizações

Palácio dos Doges, palácio do esplendor

O Palácio dos Doges, em Veneza, foi residência e sede do governo da república aristocrática, onde o Doge, chefe de Estado, exercia suas funções. Sua fachada gótica apresenta um “caixotão” pesado sobre arcos delicados, criando um paradoxo de leveza e harmonia. Um terraço central quebra a monotonia e aproxima o visitante do mar, conferindo imponência. Apesar da grandiosidade, o edifício transmite uma melancolia sutil, parte de sua beleza única.
Plinio Corrêa de Oliveira

É mundialmente célebre o Palácio dos Doges, em Veneza. Conhecido também como Palazzo Ducale, em italiano. É o palácio do esplendor.

Doge é a forma italiana para “dux”, palavra latina que significa chefe, líder, príncipe. Dessa expressão derivou o título de nobreza equivalente a Duque, que, adaptado ao dialeto do vêneto, originou Doge, título do chefe de Estado da república aristocrática de Veneza.

Havia um livro, chamado “Livro de Ouro”, onde estavam escritos os nomes de todas as famílias nobres de Veneza. Muitas dessas famílias tinham o direito de eleger o Doge. E, uma vez eleito, era levado para esse palácio, onde ele residiria e onde funcionavam os órgãos do governo veneziano.

...

Acesso Gratuito Disponível

Este artigo está disponível gratuitamente para todos os usuários cadastrados. Faça login para ler o conteúdo completo.

Artigos Relacionados

MARIA ANTONIETA NA PRISÃO Ambientes Costumes Civilizações

MARIA ANTONIETA NA PRISÃO

A pintura romântica de Charles Louis Lucien Muller retrata Maria Antonieta na Conciergerie, usando luz e sombra para intensificar a aflição da rainha caída, mas ainda digna e majestosa. O cenário de prisão – biombo, cadeiras de palha, pão e água – enfatiza a tragédia e a humilhação, enquanto os carcereiros zombam dela, criando um contraste emocional que prende o observador. Essa carga emotiva impede um julgamento racional, pois a obra busca gerar compaixão e impedir a análise fria dos fatos históricos. Assim, o quadro exemplifica como o romantismo privilegia a sensação sobre a razão, tornando o raciocínio “tedioso” diante da força do sentimento.

Plinio Corrêa de Oliveira •
Emanação de uma grandeza que remete a deslumbrante futuro nas vias de Deus Ambientes Costumes Civilizações

Emanação de uma grandeza que remete a deslumbrante futuro nas vias de Deus

O Ipiranga desperta em mim uma sensação de grandeza que vai além da sua imponência física, remetendo ao momento histórico da Independência do Brasil. Essa imponência se transforma em uma ressonância interior que sugere um futuro glorioso, quase profético, como se anjos pairassem sobre o local. O autor interpreta o espaço como um chamado divino: ser filho da Pátria implica dever religioso de expandir a fé e combater o mal. Assim, a visita ao Ipiranga se torna convite à fidelidade cristã, prometendo, na hora da morte, o reconhecimento e o beijo de Deus.

Plinio Corrêa de Oliveira •
SINOS - Unidade, variedade e beleza Ambientes Costumes Civilizações

SINOS - Unidade, variedade e beleza

O texto destaca a variedade e a beleza dos sinos presentes nas igrejas, especialmente os do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Compara seus diferentes sons às fases da vida e às diversas disposições da alma humana. Os sinos mais majestosos representam a maturidade, a solenidade e a grandeza do coração, evocando o Sagrado Coração de Jesus. Nas cerimônias religiosas, eles expressam a alegria, a tristeza e a reverência de toda a comunidade. Assim, os sinos são apresentados como a voz da Igreja, que participa profundamente dos sentimentos de seus filhos.

Plinio Corrêa de Oliveira •
Justiça impregnada de bondade Ambientes Costumes Civilizações

Justiça impregnada de bondade

O autor destaca o equilíbrio da Igreja Católica ao reconhecer as virtudes de seus pastores, mas também lembrar que eles são humanos e necessitam da misericórdia de Deus. Por isso, mesmo bispos e santos são acompanhados por orações, missas e súplicas pelo perdão de seus pecados e pela libertação do Purgatório. Essa prática manifesta a união entre justiça e bondade, honra e humildade, reconhecimento e intercessão. Assim, o texto apresenta a sabedoria da Igreja em ensinar que todos dependem da graça divina e das orações dos fiéis.

Plinio Corrêa de Oliveira •