DUAS CENAS, DUAS IGREJAS
Primeira cena. Novembro de 1950, dia de Todos os Santos. Vemos a Praça de São Pedro no Vaticano inundada de fiéis em manifestações entusiasmadas! 1 As trombetas tocam, o Papa Pio XII surge sob o pálio na Sédia Gestatória, precedido de dezenas de dignitários. As Guardas Nobre e Palatina marcham à frente, trajando uniformes magníficos. Vivas e mais vivas do povo! O Pontífice chega ao estrado diante da Basílica. Ele se ajoelha e entoa o hino Veni Sancte Spiritu. O ato envolve-se numa atmosfera de solenidade e grandeza, porém, ao mesmo tempo, de santa alegria. Assumindo toda força da autoridade estabelecida pelo próprio Cristo Nosso Senhor, o sucessor de São Pedro vai falar. O silêncio toma a praça quando Pio XII proclama:
“[...] Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. 2
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